Todo mundo já ouviu (e provavelmente também já repetiu) a noção de que, para escrever bem, é preciso ler bem. À primeira vista, parece um princípio básico e indiscutível do ensino da Língua Portuguesa. Tanto que a opção de nove entre dez professores tem sido propor aos alunos a tarefa. Ler muito, ler de tudo, na esperança de que os textos automaticamente melhorem de qualidade. E, muitas vezes, a garotada de fato devora página atrás de página, mas – pense um pouco no exemplo de sua classe – a tal evolução simplesmente não aparece. Por que será?

 

Antes de mais nada, ninguém aqui vai defender que não se deva dar livros às crianças. A leitura diária é, sim, uma necessidade para o letramento. Mas ler para escrever bem exige outra pergunta: de qual leitura estamos falando? Para fazer avançar a escrita, a prática não pode ser um ato descompromissado, sem foco. Pelo contrário: exige intenção e um encadeamento bem definido de atividades, que tenham como principal objetivo mostrar como redigir textos específicos.

 

“A leitura para escrever é um momento especial, que coloca os estudantes numa posição de leitor diferente da que usualmente ocupam. Afinal, a tarefa deles será encontrar aspectos do texto que auxiliem a resolver seus próprios problemas de escrita”, afirma Débora Rana, psicóloga e formadora de professores do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

 

É um trabalho que destaca a forma – estamos falando de intenção comunicativa e estilo, portanto -, tema relacionado a inquietações que tiram o sono de muitos docentes: por que as composições dos alunos têm tão poucas linhas? Por que eles não conseguem transmitir emoção ou humor? Por que as descrições de lugares e personagens não trazem detalhes?

 

Trechos de contos trazem ótimas sugestões para os textos

 

A idéia do trabalho é analisar os efeitos e o impacto que cada obra causa em quem as lê. Sensações, claro, são subjetivas, variando de pessoa para pessoa. Mas, quando lê diversos textos bons, com expressões e características recorrentes, a turma consegue, pouco a pouco, entender que é a linguagem que gera os tais efeitos que tanto nos comovem ou divertem. Nesse sentido, o conto, um dos tipos de texto mais usuais nas classes de 3º a 5º ano, oferece excelentes recursos para enriquecer produções de gêneros literários.

 

Cabe ao professor, no papel de leitor mais experiente, compartilhar com a turma as principais preciosidades, iluminando onde está o “ouro” de cada obra. Abaixo, listamos alguns dos principais pontos a ser observados e trabalhados nos textos da garotada. Também elencamos exemplos de como os contos podem ajudar a melhorá-los.

 

Linguagem e expressões características de cada gênero. Cada tipo de texto tem uma forma específica de dizer determinadas coisas. “Era uma vez”, por exemplo, é certamente a forma mais tradicional de dar início a um conto de fadas (note que ela não seria adequada para uma composição informativa ou instrucional). Além de colaborar para que a turma identifique essas construções, a leitura de contos clássicos pode municiá-la de alternativas para fugir do lugar-comum. O Príncipe-Rã ou Henrique de Ferro, na versão dos Irmãos Grimm, começa assim: “Num tempo que já se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de filhas, todas lindas”.

 

Descrição psicológica. Trazendo elementos importantes para a compreensão da trama, a explicitação de intenções e estados mentais ajuda a construir as imagens de cada um dos personagens, aproximando-os ou afastando-os do leitor. Em O Soldadinho de Chumbo, Hans Christian Andersen desvela em poucas linhas os traços da personalidade tímida, amorosa e respeitosa do protagonista: “O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado: ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder contemplá-la”.

 

Descrição de cenários. O detalhamento do ambiente em que se passa a ação é importante não apenas para trazer o leitor “para dentro” do texto mas também para, dependendo da intenção do autor, transmitir uma atmosfera de mistério, medo, alegria, encantamento etc. Em O Patinho Feio, Andersen retrata a tranqüilidade do ninho das aves: “Um cantinho bem protegido no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos”.

 

Ritmo. É possível controlar a velocidade da história usando expressões que indiquem a intensidade da passagem do tempo (“vagarosamente”, “após longa espera”, “de repente”, “num estalo” etc.). Outros recursos mais sofisticados são recorrer a flashbacks ou divagações dos personagens (para retardar a história) ou enfileirar uma ação atrás da outra (para acelerar). Charles Perrault combina construções temporais e encadeamento de fatos para gerar um clima agitado e tenso neste trecho de Chapeuzinho Vermelho: “O lobo lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama”.

 

Caracterização dos personagens. Mais do que apelar para a descrição do tipo lista (“era feio, medroso e mal-humorado”), feita geralmente por um narrador que não participa da ação, que tal incentivar a garotada a explorar diálogos para mostrar os principais traços dos personagens? Nesse aspecto, a pontuação e o uso preciso de verbos declarativos e de marcas da oralidade (leia a reportagem O papel das letras na interação social) exercem papel fundamental. Neste trecho de Rumpelstichen, os Irmãos Grimm dão voz à protagonista para que ela se lamente:

 

“- Ah! – respondeu a moça entre soluços. – O rei me mandou fiar toda esta palha de ouro. Não sei como fazer isso!”

 

Para terminar, um último e imprescindível lembrete: você pode ter colocado a turma para ler e ter direcionado adequadamente a atividade para melhorar a qualidade dos textos, mas o trabalho não para por aí. Nada disso adianta se o estudante não tiver a oportunidade – mais até, a obrigação – de pôr o conhecimento em prática. Ainda que a leitura seja essencial para impulsionar a escrita, não se desenvolve o comportamento de escritor sem enfrentar, na pele, os complexos desafios do escrever.

Como Escrever Melhor


Escrever bem é saber expressar idéias clara, rápida e persuasivamente. Uma boa redação revela capacidade de raciocínio e esforço pessoal – mesmo para aqueles que têm mais facilidade.

1. Tenha sempre em mente que o tempo do leitor é limitado.

O que você escrever deve ser entendido na primeira leitura.
Se você quer que seu trabalho seja lido e analisado por seus superiores, seja breve. Quanto menor o texto, maior a chance de ser lido por eles. Durante a 2ª Guerra Mundial, nenhum documento com mais de uma página chegava à mesa de Churchill.

2. Saiba onde você quer chegar.

Antes de redigir, faça um esboço, listando e organizando suas idéias e argumentos. Ele lhe ajudará a não se desviar da questão central. Comece parágrafos importantes com sentenças-chave, que indiquem o que virá em seguida. Conclua com parágrafo resumido.

3. Torne a leitura fácil e agradável.

Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande telegramas, não romances. Para enfatizar, sublinhe sentenças e enumere os pontos principais (como fizemos com essas “dicas”).

4. Seja direto.

Sempre que possível, use a voz ativa.

Voz Passiva – “Estamos preocupados com que nosso projeto não seja aprovado, o que poderia afetar negativamente nossa fatia de mercado”.

Voz Ativa – “Acreditamos que esse projeto é necessário para manter nossa fatia de mercado”.

5. Evite “clichês”.

Use suas próprias palavras.
Clichê – O último, mas não menos importante…

Direto – Por último…

6. Evite o uso de advérbios vagos.

E não esclarecedores, como “muito”, “pouco”, “razoavelmente”.

Vago – O projeto está um pouco atrasado.

Direto – O projeto está uma semana atrasado.

7. Use uma linguagem simples e direta.

Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.

Jargão – Input, Output.

Português comum – Fatos/informações, resultados.

8. Ache a palavra certa.

Use palavras de que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões.
Palavras mal-empregadas são detectadas por um bom leitor e depõem contra você.

9. Não cometa erros de ortografia.

Em caso de dúvida, consulte o dicionário ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.

10. Não exagere na elaboração da mensagem.

Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação. Seja sucinto sem excluir nenhum ponto-chave.

11. Ataque o problema.

Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.

12. Evite palavras desnecessárias.

Escreva o essencial. Revise e simplifique.
Não Escreva / Escreva

Plano de Ação  /  Plano
Fazer um debate  /  Debater
Estudar em profundidade  /  Estudar
No evento de  /  Se
Com o propósito de  /  Para
A nível de Diretoria  /  Pela Diretoria

13. Evite abreviações, siglas e símbolos.

O leitor pode não conhecê-los.

14. Não se contente com o primeiro rascunho.

Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite.

Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.

15. Peça a um colega para revisar seus trabalhos mais importantes.

E dê total liberdade para comentários e sugestões.


16. Lista de chamada para um bom texto

Um bom texto tem:
· informações precisas
· construção interessante de frases
· escolhas apropriadas das palavras
· passagens claras
· adjetivos e advérbios bem colocados
· Estruturar as orações de forma coerente (paralela) quanto ao tempo dos verbos e número
· seqüência correta de tempos verbais
· gramática correta
· pontuação e ortografia corretas

17. O grande teste para o Início

Leia o início de um artigo. Agora pergunte, esta frase te incentiva a ler a próxima frase e o restante do texto?

18. Encontrando o enfoque

Todo texto aborda alguma coisa. Os melhores textos possuem um enfoque e um ponto. Tente essas perguntas:

Quais são as novidades, as notícias? Qual é o assunto do texto? Qual informação me surpreendeu? O que me surpreenderá como leitor e espectador? O que meu leitor necessita saber?

19. Linguagem ativa

Todos falam que você deve escrever utilizando a “voz ativa”. Alguém já te ensinou a fazer isso? Aqui vai uma sugestão: tente analisar um texto e sublinhe todos os “são”, “é”, “eram” e “foi”. Só valem as formas do verbo “ser” que estiverem seguidas por um outro verbo no particípio, como “foi feito” ou “é realizado”. Agora encontre um meio para reescrever a frase com um verbo mais forte. Dica: o verbo mais forte é o próprio verbo que está depois do verbo ser.

20. Edite seu próprio texto

É quase impossível editar seu próprio texto. Mas ao menos tente. Imprima uma cópia de seu artigo e inicie a leitura do final. Isto deveria te ajudar a examinar o texto com uma visão mais fresca. Encontrou qualquer erro ou frases esquisitas?

21. Destacando as áreas mais problemáticas

Analise um artigo e circule todos os períodos, utilizando um marcador de texto. Agora observe o padrão dos períodos – buscando pelas áreas em que você encontra as sentenças mais extensas. Veja se este recurso te ajuda a identificar frases que possam ser muito longas. Tipicamente, nas frases mais longas você encontra os erros gramaticais, preposições desnecessárias e outros empecilhos para o bom texto. Veja se o texto possui um bom equilíbrio entre as frases longas e curtas.
22. Mostre-me os detalhes

Mostre, não descreva apenas. (Porém, você deverá apresentar adequadamente os detalhes para ter sucesso nesta tarefa).

23. Encontrando a frase que descreve a idéia principal do texto

Sublinhe a frase que descreve a idéia principal do texto, coloque em negrito ou entre parênteses e retorne a esta frase para se certificar de que a história que você está escrevendo sustenta aquela idéia.

24. Atenção com as citações

Atenção com as aspas e citações. Certifique-se de que toda citação incluída vale a pena ser utilizada. Senão utilize paráfrases (cite as idéias sem ser literalmente).

25. Omita palavras desnecessárias

Atenção com as palavras de que você não necessita. Observe construções como “com o objetivo de” e semelhantes adicionam palavras sem idéias novas ou conteúdo.

26. Quanto vale o texto?

Você pagaria 50 centavos (0,90 euro ou o preço de seu jornal) amanhã por ESTE texto que está escrevendo?

27. Seus lábios estão se movendo?

Leia seu texto em voz alta. Você escutará frases estranhas e saberá se uma frase é muito longa ou difícil para ser lida.

O texto “Como Escrever Melhor” foi obtido a partir do livro de mesmo nome, de autoria de Ivan René Franzolim.

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Escotismo

setembro 11, 2012

Escotismo

Escotismo ou escutismo fundado por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

História

Na Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, Inglaterra, Baden-Powell realizou um acampamento com vinte jovens, de 12 a 16 anos de idade, no qual ensinou técnicas como primeiro socorros, observação, segurança, orientação … Como símbolo do grupo, levavam aqueles jovens uma bandeira verde com uma flor-de-lis amarela no centro.

Entusiasmado com os bons resultados deste acampamento, Baden-Powell começou a escrever o livro Escotismo para Rapazes, que foi publicado em 1908, inicialmente como seis fascículos, de janeiro a maio, vendido em bancas de jornal. Em maio do mesmo ano, foi editado como livro com ligeiras modificações. O pai do movimento escoteiro internacional, Frederick Russell Burnham e conhecido por ter ensinado woodcraft a Baden-Powell depois de servirem juntos na Campanha dos Matabeles em 1896, sendo esta uma das influências mais notáveis do fundador do escotismo. Burnham começou na atividade aos 14 anos e foi um perito rastreador de índios no Velho Oeste. A amizade entre os dois resultou anos depois na formulação didática do escotismo.

A recepção das ideias de Baden-Powell foi tanta que, em poucas semanas, centenas de Patrulhas Escoteiras estavam formadas, praticando Escotismo. Rapidamente o movimento se espalhou por vários países do mundo, chegando à América do Sul em 1908, ao Chile.

“O Escotismo é uma escola de cidadania através da destreza e habilidade em assuntos mateiros.”

Robert Baden-Powell, Escotismo para Rapazes, 1908

Em 1909, mais de 10.000 jovens realizaram uma exibição de suas perícias escoteiras no famoso Palácio de Cristal, em Londres. Nem mesmo a chuva e o frio, naquela manhã do dia 4 de setembro, puderam arrefecer o entusiasmo deles. Nesta reunião histórica, os rapazes formavam a maioria.

Temendo a degeneração das suas idéias, e verificando a necessidade de integrar todos dentro de um movimento que crescia rapidamente, Baden-Powell passou a dedicar-se à organização do Movimento Escoteiro, que não era sua proposta original. Desliga-se do Exército, em 1910, e ingressa no que chamou de sua “segunda vida”, dedicada ao crescimento e fortalecimento do Escotismo.

Ainda em 1910, é criado o Escotismo do Mar, bem como surgem dentro do Movimento as “Girls Guides”, ou seja, as Guias Escoteiras. A partir de 1912, Baden-Powell passa a viajar pelo mundo divulgando e unindo o Escotismo, que se desenvolve agora como uma “Fraternidade Mundial”.

Também em 1912, foi publicado o primeiro Manual das Guias, “Como as Moças podem ajudar o Império …” escrito por Agnes Baden-Powell.

Foi em 1916 que, a pedido das crianças menores que queriam fazer parte do Movimento Escoteiro, Baden-Powell criou o Ramo Lobinho, baseado no Livro do Jângal, de Rudyard Kipling, com auxílio de sua irmã, Agnes.

Em 1917, é constituído informalmente o primeiro Conselho Internacional da Associação de Guias da Inglaterra, e, no ano seguinte, é publicado o texto base do Guidismo, escrito por Baden-Powell, especialmente para as guias.

O Escotismo recebe de William F. de Bois Mclaren uma área de terra, na floresta de Epping, arredores de Londres, onde se instala Gilweel Parko centro de formação de chefes escoteiros (o curso passa a ser chamado de curso para Insígnia da Madeira. Os que completam o curso recebem um colar de contas e um lenço com um pedaço de tecido atrás com a trama característica do clã dos McLaren). Em 1930, Lady Olave Baden-Powell é aclamada Chefe Guia Mundial, função que exerceu até 1976, quando veio a falecer.

A última presença pública de Baden-Powell para os escoteiros foi em 1937, no Quinto Jamboree Mundial em Vogelezang, Holanda, depois do que viajou para o Quênia, onde fixou residência a partir de 1938 juntamente com Lady Olave. Morre nesse local.

A principal organização representativa internacional é a Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME), WOSM em inglês. O Escotismo é o maior movimento organizado de educação não-formal. Em setembro de 2005, as estatísticas apontam o Escotismo presente em 216 país e territórios, com um total de 28 milhões de filiados, havendo apenas seis países sem escotismo. Já passaram pelo Movimento Escoteiro mais de 300 milhões de jovens desde a sua criação na Inglaterra. Em 2007, foi realizado o Jamboree Mundial do Centenário na Inglaterra, com a participação de cerca de 42 mil pessoas em mais de 120 países.

Escotismo Modalidade do Ar

A Modalidade do Escotismo do Ar, não foi idealizada pelo fundador, Baden-Powell, das outras duas modalidades, básica e Modalidade do Mar, nem mesmo na Inglaterra, a Modalidade tem sua origem no Brasil.

Dia 28 de abril de 1938, é oficializado o primeiro Grupo Escoteiro da Modalidade do Ar, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk, tendo como responsáveis o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação, atual CINDACTA II, em Curitiba.

Em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos Grupos Escoteiros da Modalidade, na época se restringindo aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Brigadeiro Nero Moura, em 26 de julho de 1951, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo a tamanha expansão registrada e seus valiosos objetivos, entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio à Modalidade do Ar, o que acontece até os dias presentes.

Em 1951 a Portaria 262 publicada pelo então Ministro da Aeronáutica Brigadeiro Nero Moura determina o apoio de todas as Unidades da FAB aos Escoteiros do Ar. Esta portaria foi reconfirmada em 1981 pelo Ten.-Brig.-do-Ar Délio Jardim de Mattos e reformulada e substituída pela portaria 914 de 29 de Setembro de 2003 pelo Ten.-Brig.-do-Ar Luis Carlos da Silva Bueno.

O Atual Coordenador Nacional da Modalidade do Ar é o Chefe I.M. Luiz Salgado Klaes (SC), sucessor dos Chefes I.M. Marcelo D. V. Penteado (SP), Chefe I.M. Paulo R. Negreiros (RS) e Chefe I.M. Fábio Augusto Giunti Ribeiro (SP).

Escotismo Modalidade do Mar

Após um acampamento em no Rio Beaulieu, Baden-Powell redigiu “Escotismo do Mar para Rapazes”, era uma pequena explanação do que deveria ser o escotismo o mar, ao final há uma nota que diz que seu irmão, Warrington Baden-Powell, montaria um manual para os escoteiros do Mar. Com o despreparo dos chefes da modalidade básica, surgiram novos chefes provindos da Guarda Costeira da Inglaterra, esses tinham conhecimento sobre as artes da marinharia. As primeiras uniões de Escoteiros do Mar na Inglaterra e no exterior foram: Mercúrio, ‘British Boys’, Petersham and Ham, Barry, Cleethorpes, Ratcliffe, Skegness, e Gibraltar.

Em 1910 foi definido o uniforme dos Escoteiros do Mar, branco diferente da modalidade básica caqui. Em 25 março de 1911, estabelece-se escoteiros do mar como salva-vidas na costa, uma real necessidade da época. Em 1912 o “Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes” é publicado. Em 1921 Warrington Baden-Powell morre, mas o Escotismo do Mar já era realidade em vários países. E atualmente no mundo inteiro.

Promessa escoteira

A promessa escoteira sintetiza o embasamento moral do Movimento Escoteiro. No momento da Promessa, os membros do Movimento comprometem-se voluntariamente a conduzirem-se de acordo com a orientação moral do Movimento, reconhecendo a existência de deveres que têm de ser cumpridos. Os elementos da Promessa Escoteira estão contidos nos Princípios do Movimento Escoteiro. Ao fazer a promessa, o escoteiro poderá passar a utilizar o simbolo mais honrado do escotismo (o distintivo de promessa).

Promessa Original

(Versão traduzida escrita por Lord Baden-Powell, em inglês).

“Pela minha honra, eu prometo que farei o meu melhor para cumprir meu dever para com Deus e o Rei, ajudar os outros em todas as ocasiões e obedecer à Lei Escoteira.”

Lei escoteira

Conceitos inerentes à Lei Escoteira

Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.

Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.

Os dez artigos da Lei Escoteira

(versão traduzida da original escrita por Baden-Powell, seguidos de breves observações feitas pelo próprio)

1. A Honra, para Escoteiros, é ser digno de confiança.

“A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade.” Baden-Powell

2. O Escoteiro é leal ao Rei, à sua pátria, aos seus escotistas, aos seus pais, aos seus empregadores, e aos seus subordinados.

“O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, ‘jogando o jogo’ honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher.” Baden-Powell

 

3. O Dever para o Escoteiro é ser útil e ajudar o próximo.

“O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço.” Baden-Powell

4. O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer.

“É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade.” Baden-Powell

5. O Escoteiro é cortês.

“Como os antigos cavaleiros, você, sendo um Escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la.” Baden-Powell

 

 

6. O Escoteiro é amigo dos animais.

“Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um Escoteiro deve ter um grande coração.” Baden-Powell

7. O Escoteiro obedece às ordens dos seus pais, do seu monitor ou do seu chefe escoteiro.

“O Escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, Monitores e Chefes. Como Escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido.” Baden-Powell

8. O Escoteiro sorri e assobia sobre todas dificuldades.

“Como Escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que agüenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e otimismo.” Baden-Powell

9. O Escoteiro é econômico.

“Como Escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a ideia de não ser um ônus, mas uma ajuda para os demais.” Baden-Powell

10. O Escoteiro é limpo no pensamento, na palavra e na ação.

“O Escoteiro é limpo em pensamento, palavra e ação. Como Escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz.” Baden-Powell

Valores do Movimento escoteiro, segundo Organização Mundial do Movimento Escoteiro

Missão

A missão do escotismo é contribuir para a educação do jovem, baseado em sistema de valores baseados na Promessa e na Lei Escoteira, ajudando a construir um mundo melhor, aonde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade.

Visão

O Movimento Escoteiro, é um movimento global que produz uma real contribuição na criação de um mundo melhor.

Princípios do Escotismo

A Organização Mundial do Movimento Escoteiro define como Princípios do Escotismo

Dever para com Deus (crença e vivência de uma fé, independentemente de qual seja);

Dever para com os outros (participação na sociedade, boa ação, serviço ao próximo);

Dever para consigo próprio (crescimento saudável e auto desenvolvimento).

Desenvolvimento físico

Proporcionar o desenvolvimento físico do jovem por meio de jogos ao ar livre, exercícios, excursões e acampamentos.

Desenvolvimento moral

A finalidade é o caráter com um propósito. E o propósito é que essa geração seja sadia no futuro, para desenvolver a mais alta forma de compreensão e dever para com Deus, pátria e próximo.

Desenvolvimento intelectual

Dá-se uma preparação adequada pelo conhecimento adquirido em cada uma das etapas como cozinha; campismo, nós, natação e salvamento; primeiros socorros; regras de segurança, orientação, transmissão de sinais, estudo da natureza …

Lema escoteiro

Originalmente

(Versão traduzida escrita por Baden-Powell, em inglês).

O lema escoteiro é Be Prepared (esteja preparado), significando que você deve estar constantemente em um estado de atenção mental e corporal para cumprir o seu dever.

Esteja preparado mentalmente através de uma disciplina que lhe permita ser obediente a cada ordem, e também pensando de antemão nas situações e acidentes que podem ocorrer, de forma a saber e desejar atuar de maneira correta no momento correto.

Esteja preparado fisicamente, tornando-se forte, ativo e capaz de atuar de maneira correta no momento correto.

Método escoteiro

O Método Escoteiro baseia-se em sete pilares essenciais:

1. Aceitação da Promessa e da Lei Escoteira;

Sistema de Valores e Princípios baseados na Promessa e na Lei Escoteira, todos membros assumem voluntariamente o compromisso.

2. Sistema de Patrulhas (a vida em pequenos grupos de jovens);

Os escoteiros são agrupados em pequenos grupos de 6 à 8 pessoas, para operarem como um time, vivendo e trabalhando juntos, dividindo experiências, em uma forma de democracia e regida pela Lei Escoteira.

3. Sistema de Progresso;

O Escotismo promove ações para que o jovem realize ações para a auto-progressão, seguindo a Lei escoteira

4. Aprender fazendo (educação pela ação);

Desenvolvimentos de atividades que mostrem a realidade, mostrem como as coisas acontecem, desde uma apresentação a uma audição.

Aplicar meios para que o jovem ganha conhecimentos, habilidades e atitude. Um exemplo é para que o jovem aprender o que é responsabilidade, da-se responsabilidade para ele;

Os saberes do escotismo passam por experiências, não são separados da realidade, ou presos a uma mundo abstrato. Não são aulas, são excursões, atividades de campo.

5. Contato com a Natureza (palco privilegiado da ação, contacto com a criação).

Desenvolvimento físico: A natureza fornece ar puro, espaço para correr, oferecendo oportunidades para promover jogos e testando os limites de resistência.

Desenvolvimento intelectual: A natureza fornece oportunidades de explorar, desenvolver os sentidos e as habilidades.

6. Método Projeto

concepção de objetivos, enquadramento imaginário e atividades pelos jovens;

7. Presença de adultos

Adultos são voluntários que facilitam o processo de auto-aprendizagem passando pelo Método Escoteiro.

 

Individualmente, muitos desses pontos são ferramentas de outras formas de educação. Mas no escotismo eles fazem parte de um todo, tornando o Método escoteiros único.

Os elementos atuam como uma rede, e podem ser visto singularmente como:

Cada um tem uma função específica;

Interação de cada um reforça o mesmo;

Contribuí para toda proposta a ser atingida.

Uma importante característica do sistema é a sinergia criada, o efeito do sistema é muito maior do que um elemento sozinho. Cada elemento do Método tem função educacional; cada elemento completa o impacto do outro. Se algum elemento se perde ou não é utilizado propositadamente, o sistema não pode servir para a proposta inicial – o progressivo e holístico desenvolvimento do jovem.

O Método Escoteiro foi desenvolvido para estimular o desenvolvimento do jovem para além dos anos de escotismo. Isso significa que funciona para todos os jovens mesmo que ele tenha oitenta anos.

Pode parecer que há um erro, uma pessoa não pode estar fisicamente em contato com o mundo natural e dando suporte a um hospital, mas ela pode sim conter elementos da natureza como um plano de fundo, ou mesmo presente utilizando métodos que não deteriorem a natureza, por exemplo.

O sistema natural de progressão de auto-educação

O Método Escoteiro é um sistema de progressão, a intenção é estimular que cada jovem desenvolva suas capacidades e seus interesses. Ele faz isso colocando desafios a serem superados, aventuras, incentivando a explorar, a descobrir, a experimentar, a inventar e a criar a capacidade de achar soluções; mas sempre respeitando-os individualmente, suas barreiras.

Hierarquia por trás do Método

ONE

Organizações Nacionais Escoteiras (ONE), são responsáveis pelo desenvolvimento “Programa de Jovens”, baseados nos princípios fundamentais do Escotismo e nas necessidades dos jovens do país. Também são responsáveis por recrutarem e motivarem voluntários para propagar o “Programa de Jovens”.

CME

O Comitê do Método Educacional (CME) foi formado após o World Scout Conference na Tunísia em 2005, trazendo com ele o intuito de dar suporte e desenvolver, em nível mundial, o “Programa de Jovens” e o “Adultos no Escotismo”, para oferecer uma aproximação mais holística entre as Organizaçõs Nacionais Escoteiras.

O CME prioriza os jovens e adultos voluntários, tanto dentro quanto fora do Movimento Escoteiro, desde que eles promovam a educação a todos, educação conjunta e o desenvolvimento espiritual.

O CME aspira oferecer suporte para disseminarem um melhor do escotismo para mais jovens.

Objetivos:

Focar nas necessidades das ONE e Regiões, reconhecendo que há diferenças nas diferentes regiões e sub-regiões.

Fortalecer e praticar boas ações

Promover suporte efetivo, interagindo com as diferentes culturas, comunicações e aplicando métodos mais efetivos de trabalho.

Desenvolve e dar suporte à comunidades do saber, ajudando na sustentabilidade de tais organizações e fortalecer o impacto nas ONE.

O Método pela CME

A Lei escoteira

Os jovens são estimulados a adotá-la entre 10 e 11 anos de idades, essa é a idade que as pessoas começam a compreender valores, assim se assimilarem a Lei Escoteira nessa época, ela torna-se inerente nas ações e nas visões do jovem, passando a ser mais do que um código e sim um estilo de vida.

A Promessa Escoteira

O comprometimento com ela é voluntário, mas assim que aceitar o jovem tem que te fazer o melhor que ele pode para cumpri-la, colocando Deus, a Pátria, a Paz, a honra e os valores da Lei Escoteira, acima de sua própria vida.

A Proposta

Escotismo contribuí para a educação de jovens através de um sistema de valores

—CNE

A missão do Escotismo é contribuir para educação do jovem para que ele possa ajudar na construção de um mundo melhor, onde as pessoas se realizem como indivíduos e como uma sociedade. Essa missão é atingida através do Método Escoteiro, que capacita o jovem ser o responsável pelo seus atos, seu desenvolvimento, seu comprometimento, sua responsabilidade, auto-evoluído-o.

 

O Valores propostos é um projeto para a vida toda e para todos os escoteiros

—CNE

Os princípios constituem uma proposta são compromissos individuais, que representam um desafio para todos que são escoteiros. Os princípios convida a todos os jovens e adultos a constantemente enfrentar os desafios para cumprir os compromissos assumidos. Algumas associações nacionais têm diferentes palavras para essa proposta de educação, mas todas versões expressão os mesmo sistema de valores. O texto abaixo mostra o que o Método Escoteiro busca.

 

Todos os homens e mulheres que dividem a experiência de ser escoteiro aspiram fazer o melhor para ser:

Uma pessoa com liberdade e integridade, de mente aberta e com um coração verdadeiro, forte em sua determinação, responsável e ter confiança sobre seus julgamentos e ações. Uma pessoa que coloca acima de sua vida, a verdade de suas palavras.
Pronto para servir outros, envolvido com a comunidade, compromissado com a democracia e com o desenvolvimento, amante da justiça e promovedor da paz, que valoriza o trabalho humano e constrói a sua família em amor, consciente de sua própria dignidade e de outros, dividindo com todos a alegria e a afeição.
Uma pessoa criativa que deixa o mundo melhor do que quando ele encontrou e que promove grandes esforços para manter a integridade da natureza, aprende continuadamente e procura por caminhos que permanecem inexplorados; que faz o trabalhos seu trabalho bem e é livre de avidez para com posses e é independente de bens materiais.
Uma pessoa espiritualizada, com um senso transcendental de vida, que é tem o peito aberto para com Deus, vive a sua vida com alegria e faz dela parte do dia; e é aberto a diálogo, compreende, respeita a fé e a religião do próximo.

O poder da Lei é o principal assunto na pré-adolescência.

Nesse período o jovem tende a questionar a autoridade dos país e de adultos em geral, de uma perspectiva do adulto, o Método Escoteiro tenta reforças os pontos que são necessários para integridade da criança, mesmo ela questionando os valores que forma lhe apresentados na sua infância, o Método utiliza através “do realizar” argumentos para não duvidar de certos pontos, pois sabe que só falar e não fazer não adianta, além disso sabe que falhando na apresentação da moral nessa fase, pode haver sérias conseqüências na personalidade desse.

Crianças entendem como as regras funcionam para um meio comum, entre os 10 e 11 anos.

Simples observações de como as crianças vêem e aceitam as regras dão certa luz no desenvolvimento da concepção das regras. Entre os 7 e 8 anos as crianças gradualmente melhoram no trabalho de grupo, dividem responsabilidades, e começam a reconhecer regras. Nesse período elas aprendem a seguir as regras, o grupo escoteiro nessa fase tenta mostrar o “ouvir e respeitar os outros”. Depois dessa fase eles entram no estágio de vida em comunidade, eles são divididos em grupos pequenos de seis membros, aproximadamente, já que estão entre seus 10 e 11 anos, nessa idade eles entendem as regras e vêem vários ângulos da mesma, podendo criar novas e o grupo aceitar.

Jovens assimilam a lei do mesmo modo que interiorizam as regras: Seguem os “líderes” que são os exemplos de lei, assim como seguem os experiências em grupo.

Nas seções escoterias há dois “motores”. Um é a Lei Escoteira e o outro é o modo de auto-gerência oferecida pelo Método Escoteiro nos pequenos grupos autônomos (patrulhas). A vida em grupo faz as regras serem lembradas e seguidas para manter-se uma vida em comum, na luz da Lei Escoteira.

A Lei Escoteira propõe viver por outros valores.

A Lei Escoteira cobre e ordena valores propostos pelo sistema educacional escoteiro e que o jovem na aquela idade pode compreender e vivenciar.

Mas a Lei é mais do que ordenar a disposição das idéias. É um código de conduta que oferece para o jovem uma opção para conduzir a vida. E mais, ele é convidado para tornar os valores parte da sua personalidade. Consciente disso ele precisa pensar e agir de acordo com os próprios valores.

A Lei Escoteira é proposta, não imposta.

Atividades

O balanceamento entre as “atividades distintas” e “atividades habituais” é essencial para o manter a unidade, o espírito escoteiro, o contato com a comunidade e com o mundo.

Atividades habituais

Fortalece o Método assegurando a participação do jovem, a coletividade e assegurando a presença dos valores. Contribui para criar a atmosfera do escotismo na Unidade escoteira e dar ao escoteiro a experiência tipicamente escoteira.

Atividades distintas

Assegura que o programa corresponde aos interesses e projetos dos jovens respeitando a diversidade. São também atividades diretamente relacionadas com as necessidades presentes na comunidade que cerca o Grupo escoteiro.

Mas as atividades habituais e distintas são conectadas, algumas atividades incluem aspectos majoritários de uma com um ou mais aspectos de outra.

Contribuições

Todos os membros pertencem a grande Fraternidade Escoteira Mundial, sendo assim, pregam a paz e a proto-cooperação entre os seres.

A boa ação diária é inerente a todos os membros, o cumprimento do dever cívico, apoio a comunidade, ao próximo, a conservação dos meios naturais e cooperação a movimentos semelhantes, é incentivado pelo Movimento Escoteiro.

Em caso de conflito social o Escotismo não intervêem em nenhum dos lados interessados, mas voluntariamente, pode ele ajudar na diminuição dos efeitos de calamidade pública.

Modalidades

Existem três vertentes do Escotismo, diferenciando somente no foco de suas atividades, mas preservando os valores:

Modalidade Básica

A Modalidade Básica, caracterizada pelo escoteiro típico, sendo a modalidade com o maior número de integrantes, apresenta grande flexibilidade de atividades e com formação geralmente mais voltada para a atividade excursionista, campismo e montanhismo.

Os acampamentos exigem inúmeras técnicas escoteiras, dentre elas a que se destaca é a pioneiria, uma forma de suprir a necessidade de móveis e como um modo de proteção, normalmente constituídas por troncos de madeira e unidas através de amarras.

O ser escoteiro

Baden-Powell destaca alguns pontos para ser escoteiro:

Vida ao Ar Livre

O acampamento é o auge da vida de um escoteiro. O contato com a natureza é imprescindível, já que se afastar da cidade e entrar em contato com as dádivas naturais traz saúde e felicidade.

Excursionar faz o escoteiro encontrar novos lugares, descobrindo novas vidas. A aventura tornando-o mais forte e rijo. Com um sorriso no rosto, enfrenta de peito aberto as intempéries.

Mas para acampar e fazer excursões tem que haver uma preparação, conhecimento de técnicas que possibilitem a vivência nas condições mais adversas.

Conhecimento sobre a Natureza

Observar a natureza pode trazer grandes benefícios, B-P em Escotismo para Rapazes diz que seguir rastros é uma maneira divertida para saber mais sobre os animais, levando a pessoa a um alto nível de observação; assim como observar pessoas. E é vergonhoso para um escoteiro não reparar em algo e outra pessoa mostrar-lhe.

Os Cavaleiros da Idade Média

Em uma visão idealizada, os cavaleiros são lembrados por sua honra. O escoteiro é equiparado com eles, na medida em que para um escoteiro a sua honra está acima de sua própria vida, assim como a sua Pátria. E também pela hierarquia e fraternidade de um grupo de cavaleiros, da mesma forma que se estrutura uma patrulha escoteira.

O Código de Cavaleiros

Assim como os cavaleiros escoteiros seguem alguns códigos de honra, lembrando que sua honra é sagrada; sua Pátria, seu Deus estão sempre presente em sua mente; cortesia para com mulheres, crianças, idosos e mais fracos, tem que ser presente todo o tempo; prestativos sem discriminação; poupar dinheiro e comida para doar para aqueles que não podem os ter; aprender o manejo de ferramentas que possam defender seus princípios; manter-se forte, saudável e ativo para cumprir o Código.

O escoteiro também deve praticar boas ações diariamente, pequenas coisas, mas sempre e nunca esperar algo em troca.

Salvamento de Vidas

O escoteiro tem que estar preparado para salvar vidas, para isso não basta ler livros, tem que praticar e sentir-se preparado para tal, esse é dos motivos para o lema: Be Prepared, estar preparado para qualquer situação e agir com frieza e saber o que está fazendo.

So that others may live.

—Tradução: Para que os outros possam viver.

Resistência

O escoteiro tem que estar com o corpo preparado para os desafios, para isso ele deve manter um excelente condicionamento físico, ter resistência para agüentar noites no frio, já que muitas vezes dormirá ao ar livre, assim como banhos diários.

Ame sua Pátria

Viver pelo prazer, deixando a pátria em segundo plano não faz a pessoa um escoteiro, segundo B-P deve haver sempre ações que colaborem com a Pátria e com o globo. Ser escoteiro e ser um bom cidadão.

Minha Pátria antes de mim

—B-P em Escotismo para Rapazes

Atividades

No escotismo o jovem aprende fazendo, ou seja, em forma de atividades.

O jovem é o principal da atividade, ele é quem prepara, desenvolve e avalia, com o suporte dos escotistas.

Eles acreditam que as atividades dão ao jovens experiências que podem influenciar positivamente nos seu comportamento.

Exemplificando, plantar árvores e promover seu crescimento, para entender sobre natureza; compartilhar bens pessoais com outros para entender o que é solidariedade; cozinhar para o consumo próprio e limpar após, ajuda a incorporar essas atividades essas habilidades no dia-a-dia.

Afirmam também que aprender fazendo é aprender descobrindo, o resultado é que o conhecimento, atitudes e habilidades são assimiladas de uma forma mais profunda e duradoura.

As atividades individuais ou conjuntas

Embora as experiências e a realização dos objetivos pessoais são coisas essencialmente individuais, as atividades fixas e variáveis são quase sempre feitas em grupos e envolvem toda a patrulha ou toda unidade escoteira. No entanto, certas atividades fixas são realizadas individualmente, como ingressar na unidade, aceitar uma responsabilidade dentro da patrulha, fazer a Promessa…

Certas atividades variáveis também são realizadas individualmente, como atividades de back-up, tarefas pessoais dentro de uma atividade de grupo ou de proficiência. Atividades de back-up são tarefas específicas dentro ou fora das patrulhas, que são sugeridas para um jovem pelo monitor da patrulha ou pelo escotista, a fim de adquirir experiências que irão ajudá-lo para reforçar um tipo de comportamento que tem sido difícil de alcançar.

Estas atividades não são normalmente ligadas ao resto das atividades de patrulha ou da unidade escoteira e não necessitam ser planejados ou efetuados dentro de um ciclo de determinado programa. Eles resultam do diálogo em curso entre o jovem em questão e os outros membros da patrulha, o monitor de patrulha ou o líder do adulto acompanhamento.

Tarefas pessoais, dentro de uma atividade de grupo, são as pequenas tarefas individuais que cada jovem tem a responsabilidade de realizar para ajudar a alcançar um objetivo comum.

Os tipos de atividades

As atividades são dividas em habituais e distintas.

Na primeira são atividades com a mesma forma, geralmente relacionado ao mesmo tema, tem a função de criar a atmosfera Método Escoteiro, contribui de um modo geral para o atingir os objetivos educacionais.

Isso inclui cerimonias, acampamentos e qualquer outra atividade rotineira, como manutenção de equipamento, jogos, canções …

As “atividades distintas”, são atividades amorfas, sem temas específicos, dependentes do interesse do jovem, não se repetem a menos que o jovem ache necessário e nesse caso deve haver um intervalo considerável entre uma e outra, contribui objetivamente para um ou mais tópicos do sistema educacional.

Visitas a locais, aprender a reciclar papel, são exemplos de “atividades distintas”.

Atividades habituais

As atividades ocorrem com certa periodicidade e há dois tipos de encontros, a de patrulhas e a de Unidades escoteiras:

Encontro de patrulha

O encontro de patrulha ocorre pelo menos um vez por semana, dependendo dos interesses e da disponibilidades dos escoteiros, pode ocorrer mais de uma vez por semana. Um desses encontros coincide usualmente com o encontra da Unidade escoteira.

Esses encontros podem ocorrer na casa de algum dos membros da patrulha, no local que costumam praticar os encontros da Unidade escoteira, no campo, ou em outro lugar que for apropriado para a atividade. O encontro de patrulha não precisa ter a presença de todos os membros, às vezes dois ou mais membros podem unir-se para um tema específico, o que ocorre normalmente com qualquer jovem dessa idade.

O propósito é pré-selecionar, selecionar, preparar ou avaliar atividades; participar de algum projeto, assegurar que encontro do conselho da Unidade aconteça. Mas também pode ser um encontro informal, como um grupo de jovens.

Encontro da Unidade escoteira

O encontro da Unidade escoteira ocorre usualmente nos finais-de-semana e podem durar em torno e três horas. O encontro da Unidade ou do Grupo escoteiro ocorre em um local determinado, normalmente cedido pela comunidade local.

Ele começa pontualmente com uma abertura, simbólica: Hastear a bandeira, fazer uma oração ecumênica, entoar os cantos ou gritos de patrulha. Então são dadas as notícias principais e os jovens são encaminhados para as atividades do programa.

O encontro alterna entre atividades de patrulha e da Unidade escoteira, e quanto estão desenvolvendo as atividades os escotistas avaliam os jovens, tanto como indivíduos quanto em grupo. Elas também variam quanto a estrutura e ritmo, pois podem haver atividades externas, por exemplo, onde há interação com a comunidade, com a natureza, ou ainda com outro grupo ou Unidade escoteira.

Os escotistas não são orientados e são desestimulados a padronizar as atividades, lembrando que a Unidade escoteira é essencialmente suportada e organizada pelo sistema de patrulhas. O ideal é que a Unidade escoteira trabalhe como uma unidade feita pelo jovem e não ditada pelo ritmo imposto pelo escotista.

O fim da atividade assemelha-se com o inicio, com o arriamento da bandeira, uma oração ecumênica. Mas há também a limpeza do local utilizado e às vezes discussões sobre a administração.

Acampamento e excursão

O acampamento é a mais importante das atividades habituais. O Método escoteiro não faz sentido sem a vida ao ar livre

—CNE

Escoteiros acampam normalmente entre três e seis vezes por ano, tentando acumular um total de no mínimo quinze dias acampados. Dependendo da seção, acampamentos duram de dois à cinco dias, exceto pelo acampamento que finaliza o ano que tem em torno de dez dias.

Um calendário anual de um Grupo escoteiro seria algo assim:

Um acampamento de dois dias a cada semestre

Um acampamento de três à cinco dias nas férias não principais;

Um acampamento de dez dias, durante o verão ou nas férias mais longas dos jovens. Comprometendo-se a no meio do desse acampamento encerrar o “ano escoteiro”.

Acampar é uma atividade que envolve outras atividades, mantendo-se dentro do programa, durante o acampamento jogos de escalada, fogo-de-conselho, explorações e algumas outras, essas atividades são para o desenvolvimento do jovem. Acampamento não é somente uma versão expandida das atividades normais, são atividades que oferecem contato com a natureza, desenvolvimento da observação.

Excursões são atividades curtas que duram de um à dois dias, organizadas pelas patrulhas podem acontecer em qualquer momento do ano dentro do “calendário escoteiro”.

Ambas são atividades voltadas para aumentar o contato com a natureza, também à exploração de novos territórios com um grupo de amigos. Ajuda o jovem a desenvolver autonomia, exercitar a responsabilidade e superar barreiras e fortalece a coesão entre a patrulha. Tanto no acampamento quanto nas excursões a intenção é que os escoteiros:

Redescubram o ritmo natural;

Utilizem os seus sentidos e desenvolvem a imaginação;

Percam o medo do desconhecido;

Descubram a importância da solidariedade, do trabalho em grupo e as limitações do grupo;

Experimentem a vida simples e condições rudimentares;

Encontrem-se cara-a-cara com eles mesmos;

Maravilharem-se com a criação e renovam os questionamentos ou certezas sobre Deus.

Jogos

Jogos podem ser vistos sob duas perspectivas:
Primeira, o jogo como uma atitude. Dessa perspectiva, jogar é aproximar-se de um estilo de ser, um jeito de fazer. Esse é o ponto de vista de quem encara as coisas de modo otimista e com bom-humor, permitindo que a vida o surpreenda. Essa atitude é introduzida para as crianças através do Método Escoteiro, como se esse fosse um “grande jogo” que cada escoteiro se apropria dele e torna é o que torna o Escotismo atraente. Essa atitude de “brincalhona” é o que faz os jovens deixarem suas inibições de lado.

Segunda, jogos podem serem vistos como atividades, um modo espontâneo de descobrir-se e descobrir outros e o mundo. Jogar implica experimentar, ver o quão longe pode-se chegar, aventurar-se, esforçar-se e alcançar. Jogar com outros envolve compartilhar, ajudar um ao outro, organizar-se, aprender a ganhar e perder. Dessa perspectiva, jogar é um modo de entrar na vida em sociedade, assim como na vida cotidiana, onde há regras a serem seguidas.

Organizar jogos atraem jovens e facilita o aprendizado. Na organização cada participante tem a responsabilidade cumprir as suas obrigações com inteligência e habilidade, tem que estar focado naquilo que faz, caso ele falhe sua equipe falha.

Os escoteiros também aprendem que não podem ganhar sempre, também que os mais habilidosos devem partilhar as suas habilidades com os menos aptos.

Passos definidos pela OMME para um bom jogo

Ter uma gama de jogos e escolher o correto para cada ocasião;

Preparar-se para ele o quão avançado seja necessário;

Implementar regras simples para não haver espaço para ambigüidade e explicá-los claramente, deixando explicito como jogar e, se for o caso, explicar como se ganha e se perde;

Deve-se incentivar jogos onde os escotistas não participem dos jogos;

Não se deve interromper o jogo a menos que haja alguma razão forte para tal ato;

O jogo deve acabar antes dos jovens perderem interesse nele, assim pode-se aplicá-lo novamente;

Deve-se garantir o respeito pelo perdedor e dar o mérito ao vencedor;

Os jogos não devem ter um alta incidência, não repetir os mesmo jogos;

Tem que existir uma avaliação dos jogos e dos participantes e deve haver alguém designado para realizar tal tarefa.

O Fogo-de-conselho

O Fogo-de-conselho da Unidade escoteira consiste basicamente em uma reunião artística ao rendor do fogo, dura normalmente entre uma a uma hora e meia. Ele é uma “diversão planejada” que mistura sons, pequenas esquetes, pequenas histórias, danças e outras atividades artísticas apresentadas pelos jovens. O Fogo-de-conselho é normalmente organizado em aniversários importantes para todos, no fim da programação, na última noite e em ocasiões semelhantes.

O bom Fogo-de-conselho pela OMME

O programa do Fogo deve ser preparado com antecedência. Todos os jovens e suas patrulhas devêm participar, seguindo o que foi decidido pela Unidade escoteira;

Todo escoteiro tem um papel dentro da atividade, mesmo que na organização, manter a atmosfera artística no número de suas patrulhas;

A apresentação da patrulha deve curta, variada e de bom gosto;

Cada unidade tem seus rituais para acender e encerrar o fogo, isso dá a celebração um sabor, uma tradição e um sentido adequado ao momento;

Como as atividades do dia, o Fogo-de-conselho deve começar animado e calmamente atenuando seu ritmo e se tornando mais sóbrio, concluindo-se com um momento de reflexão e de oração;

No campo, o fim do Fogo coincide com a hora de dormir dos jovens, a menos que haja um breve intervalo para se servir uma bebida quente ao redor das cinzas;

O Fogo-de-conselho pode ter um tema principal e particionado em atividades menores, como as esquetes.

Simbologia

Flor-de-lis

A flor-de-lis é o símbolo do escotismo mundial, a origem deve-se a utilização da mesma em cartas náuticas representando o norte com a sua ponta, assim como uma rosa dos ventos, além de ser o símbolo da monarquia francesa desde o século XII.

Baden-Powell então a escolheu como representação do movimento que ele criara, pois idealizava a direção que o escotismo seguiria desde então, a flor-de-lis para os franceses também representava pureza de espírito, luz e perfeição, atributos incorporados no escotismo até os dias de hoje.

Aperto de mão

Diferente do habitual aperto com a mão direita, o escoteiro se cumprimenta com a mão esquerda, devido a uma passagem vivida por Baden-Powell, aonde o chefe de uma tribo indígena estende a mão esquerda, com o argumento de que para tal ele tem de largar o escudo, depositando toda sua confiança no outro, mesmo que este seja seu adversário.

Sinal escoteiro

Com os dedos médio, indicador e anular unidos, simbolizando os três pilares da Promessa Escoteira (Deus, Pátria e o Próximo), e o polegar se sobrepondo ao mínimo, indicando a proteção do mais forte para com o mais fraco.

Saudação escoteira

Em todas as esferas, todos os membros do movimento escoteiro, ao se verem pela primeira vez no dia se saúdam, sendo o primeiro a ver o primeiro a saudar. A saudação também é realizada para cumprimentar autoridades, durante cerimônias de hasteamento e arriamento da Bandeira Nacional. A posição dos dedos é a do sinal escoteiro, mas ligeiramente de lado a frente da testa.

Historia do Escotismo no Brasil – resumo
1. ANTES DE 1910 – PRELIMINARES

No ano de 1909, Baden-Powell negocia uma passagem de navio para a América do Sul, e passa pelo Rio de Janeiro e Buenos Aires, indo por via terrestre a Santiago do Chile, onde realiza em 26 de março daquele ano uma conferência no salão de honra da Universidade do Chile.
Em dezembro de 1909 é publicada na revista “Ilustração Brasileira” a primeira reportagem que se tem notícia sobre o Escotismo no Brasil: “Scouts e a Arte de Scrutar”, com fotos de Brownsea e de concentração escoteira em setembro de 1909.
De 1907 a 1910, estavam em construção nos estaleiros da Inglaterra para a Marinha Brasileira, quinze navios. Oficiais e Praças se encontravam naquele país, para se acostumar com os modernos equipamentos navais e o Suboficial Amélio de Azevedo Marques colocou seu filho Aurélio em um Grupo de Boys Scouts ingleses.
2. DE 1910 A 1924 – INICIATIVAS ESPARSAS

Em 14 de junho de 1910 é realizada uma reunião de suboficiais da Armada Brasileira, que estiveram na Inglaterra acompanhando a construção de navios para nossa Marinha, e vindo nos navios “Minas Gerais”, “Bahia” e “Alagoas”, fundando o Centro dos Boys Scouts do Brazil e elegendo sua primeira Comissão Diretora. A sede é na rua do Chichorro nº 13, numa casa tombada que existe até hoje. Nota sobre a fundação é publicada no jornal “A Gazeta”, e assinada pela sua “Comissão Directora”. Os primeiros dez uniformes vieram da Inglaterra. Em outubro chega ao Rio no encouraçado “São Paulo”, José Affonso Severino Drummond, um dos inspiradores do Centro. Cada “boy scout” pagava uma mensalidade de quinhentos réis e o primeiro candidato foi o menino Álvaro Corrêa da Silva. Os acampamentos e caminhadas eram, com freqüência, realizados em direção ao hoje Instituto Osvaldo Cruz e documentados em cartões postais, remetidos para as famílias de futuros candidatos. O Centro chegou a ter um efetivo de 20 escoteiros.
Em 13 de outubro de 1913, foi criado no Turnerbund (hoje, SOGIPA), em Porto Alegre o Grupo Escoteiro, desde 1963 com o nome do fundador Georg Black, que se constitui no mais antigo GE em funcionamento ininterrupto no país.
Em 29 de novembro de 1914 foi criada a primeira entidade escoteira de caráter nacional: a “Associação Brasileira de Escoteiros”, com sede em São Paulo, tendo como mentores Mário Sérgio Cardim, Júlio Mesquita e Olavo Bilac. Foi Cardim que selecionou, dentre várias opções, a denominação “escoteiro”. A ABE foi instalada, inicialmente, na rua São Bento nº 61, em São Paulo. Naquele tempo o uniforme e até bastões eram importados da Europa, e surgiram em dezembro de 1914, as brigadas de escoteiras, com a instalação da Escola de Chefes Escoteiras, em 15 de janeiro de 1915, sob a orientação técnica de Mrs. Kathleen Crompton. Logo a seguir surgiram as bruninhas (meninas de 7 a 10 anos), na Associação Brasileira de Escoteiras.
Também em 1914 surge em Rio Novo – MG o “Grêmio dos Bandeirantes Mineiros”, unidade escoteira sob a direção do tenente Alípio Dias seguida por outra, em 20 de junho de 1915, em Juiz de Fora, presidida pelo Dr. Benjamin Colucci, que se reunia no Tiro de Guerra “Affonso Penna” nº 17, ambas por inspiração do literato e jornalista Prof. Olympio de Araújo.
Em 1915 é iniciada a publicação do “Jornal da ABE” da Associação Brasileira de Escoteiros, transformado em 1921 na revista “O Escoteiro”.
Em 25 de setembro de 1916 é fundado a Associação Escoteira Guilermina Guinle, no Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro.

Em ata da Diretoria de 26 de fevereiro de 1916 é autorizada a criação de escoteiros e escoteiras com ativa participação de Guilhermina Guinle, Arnaldo Guinle, D. Jerônima Mesquita e Mário Pollo, jornalista do Correio da Manhã. Posteriormente o Ge passa a se chamar Ipiranga e, hoje, João Ribeiro dos Santos.
Em 1916, Arnaldo Guinle e Mario Pollo, escreveram e editaram, no mesmo ano, “O Livro do Escoteiro” com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil e reeditado em 1922 pela Imprensa Nacional.

Também em 1916 é instalada a primeira Escola de Instrutores da ABE em São Paulo, sob a direção do Coronel Pedro Dias de Campos, que fez parte da primeira Diretoria da Associação. Nessa época, foi publicado o “Manual do Escoteiro – Guia de Educação Cívica para Portuguezes e Brazileiros”, em edição da Empresa Lusitana Editora e tradução do Dr. Hermano Neves, sem enfatizar a parte religiosa do Escotismo.
Olavo Bilac, por intermédio da Liga de Defesa Nacional, já vitorioso nas campanhas do “Tiro de Guerra” e serviço militar obrigatório no Brasil, inicia em 1916 campanha para difusão do Escotismo no território nacional. Vem a falecer dois anos após.
Em 1917 realiza-se em São Paulo o I Congresso de Escotismo no Brasil, sob o patrocínio da Associação Brasileira de Escoteiros e promovido e secretariado pelo Dr. Américo Netto de Pernambuco e presidido pelo Prof. José Chevalier, do Amazonas. As Associações Brasileiras de Escoteiros com sede no país são reconhecidas como de utilidade pública federal pelo Decreto nº 3.297, de 11 de julho que no artigo 2º também dá essa faculdade à A.B.I – Associação Brasileira de Imprensa, segundo projeto do Deputado Federal César de Lacerda Vergueiro, apresentado em 1915.
Em 15 de novembro de 1917 é fundada a Associação de Escoteiros Católicos da Freguesia de São João Batista da Lagoa, por iniciativa do Monsenhor André Arcoverde, vigário daquela paróquia, Cônego Dr. Carlos Manso e os Srs. Edmundo E. Lynch, Rodolpho Malenpré e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. Em assembléia realizada em 1º de julho de 1918 são aprovados seus Estatutos e em 1919 iniciada a publicação do “Boletim Católico”, mais tarde “Escoteiro da Lagoa”. Atuam na prevenção e atendimento das vítimas da cólera.
Em 1919 o cruzador José Bonifácio, sob o comando do Capitão de Corveta Frederico Vilar e tendo como imediato Armando Pina, visita durante dois anos as colônias de pescadores no litoral brasileiro, organizando Cooperativas de Trabalho e Escolas Primárias e desta ação surgem os primeiros Grupos Escoteiros do Mar: Santos, Jequiá, 10º Grupo (Tiradentes) , Cabo Frio e outros.
O Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna, Presidente da União Católica Brasileira resolveu criar uma Escola de Instrutores que se instalou em 1919. Ainda em 1919 a nova entidade iniciou a edição do tablóide “O Escoteiro. Em 6 de novembro de 1920 solicita reconhecimento da Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Em 1925, “O Escoteiro” tornou-se o órgão oficial da UEB e teve seus dois últimos números datados de 15 de novembro de 1925.
Em 1921, a Associação de Escoteiros Católicos do Brasil realizou um Jamboree intergrupos que se constituiu em um grande triunfo para os Escoteiros Católicos.
No Rio de Janeiro surgiram outras entidades escoteiras nacionais: em setembro de 1921 durante acampamento realizado no Saco de São Francisco, enseada de Jurujuba (Niterói) foi constituída a Confederação Brasileira dos Escoteiros do Mar e pouco depois, em 4 de junho de 1922 a Confederação Brasileira de Escoteiros de Terra, com o apoio da Liga de Defesa Nacional, que tinha como Secretário o Dr. Coelho Neto.
A partir de 28 de dezembro de 1921, o “Velho Lobo” denominação adotada pelo Almirante Benjamin Sodré começa a publicar na revista mensal juvenil “Tico-Tico”, que fora iniciada em 1905, uma coluna regular denominada de “Escotismo”, com artigos mensais até 1933. A partir desse material o Velho Lobo publica, em 1925 o Guia do Escoteiro, usando por recomendação da Academia Brasileira de Letras o termo “Escoteirismo” e apoiado no “Guia Brasileiro do Escoteiro” de Hilário Freire, sendo reeditado em 1932, 1943, 1954 e em 1994, neste último ano, pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro.
Ainda em 1922, a Associação Brasileira de Escoteiros Católicos participa da II Conferência Internacional, realizada em Paris, com mais 29 países presentes, e se associa ao Escritório Internacional de Escoteiros Católicos. De 6 a 15 de abril de 1922 a Associação Brasileira de Escoteiros Católicos realiza seu I Congresso Escoteiro Nacional (2º considerando o Congresso Brasileiro de Escotismo promovido pela A.B.E. em 1917) com a presença das demais entidades escoteiras nacionais e de 15 de abril a 11 de maio de 1922, o I Ajuri Escoteiro Nacional, desdobrado em duas partes: uma técnica realizada no Campo de Sant’Anna e outra esportiva no Estádio do Fluminense.
Também em 1923 é fundada a Associação de Escoteiros Fluminense, pelo Capitão Virgílio de Brito, um dos fundadores da UEB e em 24 de março o Estado do Paraná, pelo Decreto nº 2.196, introduz o Escotismo nas Escolas daquela Unidade da Federação.
 

3. DE 1924 A 1950 – A UNIÃO COM SEDE NO RIO DE JANEIRO
A Associação Brasileira de Escoteiros Católicos, a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar e a Comissão Central de Escotismo (dos Escoteiros de Terra), juntamente com a Associação de Escoteiros Fluminense, criaram em 4 de novembro de 1924, a União dos Escoteiros do Brasil, com sede no Rio de Janeiro. Lideraram a criação da UEB o Almirante Benjamin Sodré (naquele tempo, Capitão Tenente), o Pe. Leovegildo Franca, que sugeriu o nome da nova instituição, e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. A UEB era formada por representantes das entidades escoteiras nacionais, tendo a nova organização a representação internacional. Seu primeiro Presidente foi o Ministro da Justiça Affonso Penna Júnior. Em 1928, atendendo a um apelo por escrito de Baden-Powell, a Associação Brasileira de Escoteiros se integra à UEB. As reuniões até agosto de 1925 eram no Grêmio Paraense, na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro.
Em julho de 1925 a Federação de Escoteiros Católicos do Brasil realiza seu II Jamboree e seu II (3º) Congresso Escoteiro Nacional, com sua sessão de encerramento presidida pelo Ministro da Justiça. Uma delegação de 150 escoteiros do Paraguai visita o Brasil, sendo recebida oficialmente.
Em 1927 tem início a primeira fase da revista “Alerta!” substituindo “O Escoteiro”. O Governo do Estado de Minas Gerais cria a Associação Mineira de Escoteiros e introduz oficialmente o Escotismo nas escolas, como instituição extra-escolar (hoje chamada de educação não formal).
Em 1929, uma delegação brasileira (53 escoteiros e 7 chefes) comparece ao III Jamboree Escoteiro Mundial, na Inglaterra, sob a coordenação do Prof. Ignácio Azevedo do Amaral, mais tarde Reitor da Universidade do Brasil. Na década de 30, a Federação das Bandeirantes do Brasil, fundada em 1919 somente aceitava meninas católicas, e assim, muitos Grupos Escoteiros do sul do país, tiveram suas escoteiras, em tropas paralelas às de escoteiros.
Em 1936 é publicado o Regulamento Técnico da UEB, de acordo com original em inglês que já possuía quase 10 anos, a U.E.B. comemorando seu 12º aniversário realiza uma concentração no Rio e um Congresso Escoteiro.
Numa excursão da Associação de Escoteiros Afonso Arinos de trem de Belo Horizonte para São Paulo, em 19 de dezembro de 1938, na madrugada, o trem bate num trem de minério que subia a serra, causando a morte de um escoteiro e um lobinho. Os escoteiros ajudam a atender os feridos, e o monitor Caio Viana Martins recusa o uso da maca dizendo, com um sorriso: “Há muitos feridos. Um escoteiro caminha com suas próprias pernas.” Não conseguiu dar mais do que uma dezena de passos, em conseqüência da hemorragia interna que sofreu. Novamente seus companheiros quiseram carregá-lo, porém ele recusa, dizendo e repetindo a célebre frase. Foi atendido na Santa Casa, sendo uma das quarenta vítimas mortais do desastre da Mantiqueira. Seus pais, tiveram conhecimento póstumos de várias iniciativas de Caio em favor de pessoas carentes em Belo Horizonte. Caio Viana Martins nasceu em 13 de julho de 1923, em Matosinhos – MG e não pode concluir o quinto ano de seu curso ginasial. Tornou-se o “Escoteiro Padrão” do Brasil..
E 1939 é realizado um Ajuri Nacional na Quinta da Boa Vista – RJ, com 4.000 participantes (ES, PA, PE, MG, RJ, RS, SC e SP), aberto com a presença do Presidente da República.
De 6 a 13 de março de 1945 realiza-se a 1ª Assembléia Nacional Escoteira.
Com o surgimento do Ramo Sênior no Brasil em 20 de novembro de 1945 no 1º – RJ, hoje Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos e sua progressiva implantação, a faixa etária do Ramo Escoteiro fica definida como sendo de 11 a 15 anos. A UEB passou a ser uma das precursoras desse novo Ramo, não criado pelo nosso Fundador Baden-Powell, mas que havia se referido aos “escoteiros mais velhos” em artigos sob a denominação de “cadetes”. Em 1978, ou seja, 33 anos depois, ainda existiam muitos Grupos Escoteiros no Brasil, com a Tropa de Escoteiros de 11 a 18 anos de idade, em especial em São Paulo.
Realiza-se em 1946 a 1ª Conferência Escoteira Interamericana, o 1ª regional no mundo, em Bogotá – Colômbia. Na Região Européia, a 1ª foi em 1960, na Alemanha.
No Brasil, o primeiro Curso da Insígnia da Madeira foi realizado pela UEB em 1949, no campo-escola Fernando Costa, no bairro do Tremembé, cidade de São Paulo, embora tenha sido planejado inicialmente pela Confederação Brasileira dos Escoteiros de Terra (CBET) para realizar-se no Parque Nacional de Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro. Em março de 1953, se realiza em São Paulo, o 2º Curso da Insígnia da Madeira – CIM no Brasil, Ramo Escoteiro, tendo na sua direção, Salvador Fernandes Beltran (Executivo Viajante para a América Latina do Escritório Escoteiro Interamericano) Ivo Stern Becka do México e a participação na equipe de João Ribeiro dos Santos.
O uniforme dos lobinhos era composto de calça azul marinho, bata branca e boina, utilizando assim como os escoteiros, meias pretas. As Aquelás usavam uniforme todo azul marinho.
Na 6ª Assembléia Nacional Escoteira realizada em São Paulo de 19 a 23 de abril de 1950, é aprovada a unificação do Movimento Escoteiro Nacional, com aprovação do regulamento Técnico Escoteiro e do novo Estatuto unificado da UEB.
4. DE 1950 A 1974 – A UNIDADE COM SEDE NO RIO DE JANEIRO
Em substituição às diversas entidades escoteiras nacionais, fortalece-se a UEB e surgem os Departamentos para as modalidades: Básica, do Mar e do Ar. A partir do Regulamento Técnico da UEB de 1952 e considerando a experiência inglesa, surge em 1960 o nosso P.O.R. – Princípios, Organização e Regras.
Em setembro de 1951, a Gráfica Laemmert Ltda. lança o livro do General Leo Borges Fortes, . L.B.F., como era chamado, “Primeiros Passos em Escotismo – Provas de Classe – a) Noviço”, com sua 2ª edição revista 14 meses após. Seguem-lhe o de 2ª Classe e outras publicações da “Biblioteca da Patrulha”, inclusive o de 1ª Classe,
De 22 a 24 de janeiro de 1953 é realizada em São Paulo, a I Conferência Nacional de Escotismo.
É realizado, com sucesso, em Interlagos-SP o A.I.P. – Acampamento Internacional de Patrulhas, em agosto de 1954 comemorando o 4º centenário da fundação da cidade de São Paulo, seguindo o modelo daquele realizado em Gilwell Park, em agosto de 1951.
Dentre os 18 participantes brasileiros ao VIII Jamboree Escoteiro Mundial em 1955, no Niágara-on-the-Lake, EEUU, três viajaram de jipe desde São Paulo para lá chegarem, indo depois para o Canadá e o Alasca, numa viagem de mais de um ano. (Quatro Rodas Especial janeiro de 2005)
Também em 1955 é realizado em Juiz de Fora, sob a coordenação do Chefe Darcy Malta, o I Mutirão Pioneiro Nacional.
Comemorando os 100 anos do nascimento de B-P e 50 anos da fundação do Escotismo, a UEB realiza em Tubiacanga, na Ilha do Governador – Rio de Janeiro, em fevereiro de 1957 o II Ajuri Nacional, cuja canção é lembrada até hoje. Nesse mês e ano, também foi realizada no Rio de Janeiro a IV Conferência Escoteira Interamericana, tendo o Presidente da República Jucelino Kubitchek de Oliveira, recebido os participantes em seu Palácio de Petrópolis.
Em 1959, Lady Olave Baden-Powell, naquele tempo a mulher mais viajada do mundo, visita o Brasil, sendo recebida por concentrações, em reuniões e em fogos de conselhos de escoteiros e bandeirantes nas cidades de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Dois Escotistas Guelfo J. Poltronieri e Luiz Barreto mantêm uma coluna denominada “Noticiário Escoteiro” no jornal “O Dia” do Rio de Janeiro.
Em 1960 acontece um A.I.P. na Vila Albano, em Jacarapaguá, no Rio de Janeiro, coordenado pelo Chefe Geraldo Hugo Nunes e comemorando os 50 anos do Escotismo no Brasil. Também de 28 de outubro a 1º de novembro de 1960 realiza-se no Parque Saint Hilaire, próximo à Porto Alegre-RS, pela 1ª vez no Brasil e no Hemisfério Sul, o 3º Curso Adestrando a Equipe (ou TTT – Training the Team), sob a direção do Chefe de Campo de Gilwell Park, John Thurman, e a seguir, de 3 a 6 de novembro no Grande Hotel de Canela, a 3ª Conferência da Equipe Internacional de Adestramento do Hemisfério Ocidental, que hoje chamamos de Região Interamericana. Ambos eventos tiveram a presença do Diretor do Escritório Escoteiro Mundial Gen. D.C. Spry, e no segundo houve uma reunião da Comissão Mundial de Adestramento.
Em 21 de abril de 1960, data da fundação de Brasília, um Grupo Escoteiro fez na capela do Palácio da Alvorada a guarda de honra do Presidente Juscelino Kubitschek, Presidente de Honra da UEB e família, quando estes receberam a benção do bispo da capital.
Em 1961 realiza-se em Caracas, na Venezuela a V Conferência Escoteira Interamericana, na qual o Chefe João Ribeiro dos Santos apresentou o Tema I: ‘Os Adultos no Movimento Escoteiro’, que resultou na publicação do livro conjunto da Editora Scout Interamericana e da UEB denominado “Os Dirigentes Adultos no Movimento Escoteiro” com sua 1ª edição em 1962, 2ª edição em 1968 e 3ª edição em 1983.
A partir de outubro de 1961 são oficializados os livros de classe – Noviço, 2ª Classe (1963) e 1ª Classe (1963), que eram escritos e editados pelo Prof. Francisco Floriano de Paula, de Belo Horizonte.
Em 1963 o Parque Saint Hilaire, no Rio Grande do Sul sedia um significativo A.I.P., com expressiva presença de escoteiros de outros países.
Em 1965 é realizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, o I Jamboree Panamericano.
Completando um ciclo que se iniciou em 1963, com a 1ª atividade mista do Clã, em 11 de agosto de 1968 se inicia em Porto Alegre, no GE Georg Black – 1º RS, a experiência da co-educação com pioneiras no Clã sob a coordenação dos Mestres Rubem e Zalex Romera Süffert, e em maio do ano seguinte as três primeiras pioneiras fazem sua investidura. O Clã chega a alcançar mais de 40 pioneiros(as). Com apoio do Dr. João Ribeiro dos Santos, Comissário Nacional de Pioneiros e Diretor de Publicações da UEB, outros Clãs Mistos surgem no Rio de Janeiro (GEs Ipiranga – 1º RJ, N. Sª da Boa Viagem 3º RJ, GE Tijuca – 31º RJ e Cinco de Julho – 131º RJ) e em Curitiba e atividades mistas são realizadas pelos pioneiros em Juiz de Fora (GE Aimorés – 1º MG).
A experiência de co-educação no ramo pioneiro é encerrada pela CENA em 1972, com o argumento de que “as moças não trazem nada de novo ao Escotismo”.
No I Encontro da Equipe Nacional de Adestramento, em 1971, junto à 22ª reunião do Conselho Nacional no Rio de Janeiro (na Paróquia N.S. da Paz, em Ipanema) é aprovada a substituição do esquema de Gilwell, até então adotado no adestramento brasileiro, pelo Sistema Internacional, que assegurava maior espaço para os participantes dos Cursos.
Implanta-se, no Gama, no Distrito Federal, assim como em Osasco, em São Paulo e na Guanabara, o “Projeto Núcleo 2000”, que com o apoio do Governo do Japão (Expo-70), por intermédio da Organização Mundial do Movimento Escoteiro, visa alcançar o efetivo de 2000 escoteiros a partir do trabalho de um Executivo Escoteiro. Os resultados alcançados são somente parciais, pois o Relatório Anual de 1972 da UEB afirma que: “3 Núcleos 2000 já estão em funcionamento. Para 1973/75 se prevê a instalação de 100 Núcleos, que trarão mais 200.000 membros ao Escotismo no Brasil.” Na realidade só foi implantado em Contagem – MG, além das 3 Unidades da Federação já referidas.
Em 1973 é criado o distintivo de “Lis de Ouro” e o traje social, com camisa mescla, gravata azul e paletó e calça cinza em tergal, que os jovens pleiteiam logo ser substituída por calças blue jeans.
A partir do ano de 1973, com o primeiro sendo realizado em abril em Joinville, e o segundo em Juiz de Fora em 1974 com representação de seis Regiões Escoteiras e de bandeirantes convidadas, passam a ser realizados anualmente os Fóruns de Jovens, para representantes dos ramos escoteiro e sênior (11 a 18 anos), alternando em reuniões centralizadas e descentralizadas nas seis áreas do país (Sul, Leste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte-Nordeste e Norte).
5. DE 1974 A 1993 – CRESCIMENTO COM SEDE NO DISTRITO FEDERAL

Em abril de 1974 na reunião do Conselho Nacional, o Presidente da UEB, Prof. Oscar de Oliveira, candidato à re-eleição, explicita em seu relatório que “Refere-se também ao seu desempenho na vida profissional e manifesta sua preocupação com a transferência da Sede Nacional para Brasília.” (Relatório Anual de 1974) Apesar dessa opinião do maior dirigente escoteiro nacional, é eleito no Conselho Nacional de Joinville Diretor Presidente Nacional o Senador Guido Fernando Mondin e Escoteiro-Chefe o Cel. Ivanildo de Figueiredo Andrade de Oliveira, que coordenara a construção da sede no SCES trecho 3 lote 3. A sede nacional da U.E.B. é transferida do Rio de Janeiro para Brasília, sendo inaugurada em reunião extraordinária do Conselho (hoje Assembléia) Nacional, em 30 de agosto de 1974, no qual aprovam-se alterações no Estatuto da entidade. É feita a compra de uma loja de 3 pavimentos para instalação da Loja Escoteira e Editora Escoteira, em Brasília. Aprova-se a criação do Boletim Oficial da UEB, para a divulgação dos atos da CENA, e publica-se a Política de Pessoal, analisando o efetivo adulto e juvenil. Realiza-se no Rio de Janeiro, em 1974 o I Curso Nacional de Adestradores, que passa a ser promovido anualmente, a partir de 1976, do II em São Francisco de Paula e depois duas vezes ao ano em vários pontos do país, para qualificar os “três contas” da Equipe Nacional de Adestramento. É iniciada a fusão das Regiões Escoteiras da Guanabara com a do Rio de Janeiro, atendendo à alteração da estrutura política do Estado
Em fevereiro de 1975, mesmo com a repercussão do insucesso do “Acampamento das Bandeiras”, se realiza em Caxias do Sul o I ANEI – Acampamento Nacional Escoteiro da Integração, tendo o Prof. Rubem Süffert como Chefe de Campo e o Engº Antônio Carlos Hoff como Organizador Local e comparecendo o Presidente da República Ernesto Geisel, vários Ministros de Estado e o Governador do Rio Grande do Sul.
São publicados em 1975 o “Programa Geral de Adestramento” e o “Manual de Adestramento da UEB”. As “Diretrizes de Adestramento”, de forma anual, são editadas de 1976 até 1980.
Em 1976, é realizado o II Curso Internacional de Adestradores, em Curitiba (considerando como o 1º no Brasil o TTT de 1960), que continuam a ser promovidos a cerca de cada dois anos, a exemplo do III, realizado no início de 1979, na Casa de Cursilhos em Brasília, com a presença do Diretor de Adestramento do Escritório Mundial, Philippe Pijolet.
Em alteração feita na Constituição Escoteira Mundial, junto com a inclusão dos novos conceitos de Fundamentos do Escotismo, a 26ª Conferência Escoteira Mundial de Montreal, realizada de 18 a 23 de julho de 1977 aprovou a definição de que o Escotismo é um movimento de jovens, sem nenhuma distinção de gênero, em todos os níveis do Movimento, ao invés de um movimento somente de rapazes, que constava do texto anterior.
A partir de outubro de 1976 e até abril de 1977, como interino e desde então até 1989, desenvolvia sua gestão como Escoteiro-Chefe eleito da U.E.B. o Escotista Rubem Süffert, que por dois anos e pouco nesse intervalo foi Diretor Vice-Presidente e Diretor-Presidente da CENA. Nos seis meses de interinidade foi implantado o Plano Nacional com ênfase na Formação de Lideranças Capazes, denominado 3 + 3: Três ações para Dirigentes: Adestramento de Chefes, Organização do Serviço Escoteiro Profissional e Valorização das funções dos Comissários Distritais e Três ações para os Escoteiros: Novas Provas de Classe, Pesquisas e Experiências Acompanhadas e Maior Participação dos Escoteiros nos destinos do Movimento. Passamos a ter a edição mensal do “Conversando Com o Escoteiro-Chefe”, a partir de outubro de 1976 por mais de 10 anos e nesse período o “Sempre Alerta” tem sua edição regularizada bimestralmente. São elaboradas as publicações do “Livro do Escoteiro Noviço”, do “Guia do Lobinho”, editado com apoio da Fundação Educacional do DF, dos “Guias do Escoteiro” – Noviço (maio de 1980, 1983, 1987), 2ª Classe e 1ª Classe e do “Guia do Sênior”, criando-se os distintivos e as etapas de Eficiência I e II. É aprovado o distintivo de transição da Alcatéia para a Tropa Escoteira: “Trilha Escoteira”, e depois a “Rota Sênior” e a “Ponte Pioneira”. Em novembro de 1976 se retoma o funcionamento experimental da co-educação no ramo pioneiro em 2 Grupos (1º RS – GE Georg Black de Porto Alegre e GE N.S. da Boa Viagem, 3º RJ de Niterói). Cria-se o projeto “Grupo Padrão” que é aprimorado anualmente até hoje. Realizam-se no Rio de Janeiro, de 20 a 26 de julho de 1977, o III Ajuri Escoteiro Nacional, na Fazenda Francis Hime com cerca de 2000 participantes e, simultaneamente, a I Indaba Nacional. Em 13 de março de 1978 inicia-se o desenvolvimento dos Grupos Escoteiros Experimentais, implantando-se inicialmente Alcatéias de Lobinhas e Alcatéias Mistas, e avançando-se para as Tropas de Escoteiras e de Guias Escoteiras. São autorizadas experiências também em relação às faixas etárias, reduzindo-se em especial a das meninas e moças. Adota-se o Planejamento Trienal, de 1978/1980, revisado anualmente, que passou, anos depois a Quadrienal, com revisões bienais. Em janeiro de 1978 é realizado no Parque Saint Hilaire um A.I.P. com cerca de 3.000 participantes de 18 estados, e ainda chilenos (200!), bolivianos, paraguaios, uruguaios e alemães, A partir desse ano começaram a ser realizados os ELOs Nacionais e em alguns anos, como em 1980, foram realizados de forma internacional, com outros países da América do Sul, sob a denominação de “Campamentos en Cadeña”, recebendo edições especiais do “Sempre Alerta”. Em 1979 é formalizado o apoio financeiro do MEC para o projeto “Escotismo nas Escolas” que resultou na criação de dezenas de Grupos Escoteiros. É realizado o III Mutirão Pioneiro Nacional, em Angra dos Reis, em janeiro de 1979 sob a coordenação do Comissário Nacional do Ramo, Ronald Wieffels, completando-se três Mutirões em pouco menos de 25 anos. Nos próximos 26 anos ocorreriam 21 Mutirões Nacionais. Em abril de 1979 é oficializada a participação de pioneiras na U.E.B. De 26 de janeiro a 4 de fevereiro de 1979, o Escoteiro-Chefe Rubem Süffert representa a UEB no I Seminário Latino-americano de Avaliação de Programa, em Lina – Perú, onde coordenou uma sessão. Com o IV Mutirão em 1980, em São Bernardo do Campo, essa atividade passa a ser anual, com a realização simultânea do Fórum Pioneiro, sendo feita a eleição dos delegados junto à CNOC e ao Conselho (hoje Assembléia) Nacional. Em 1981 são criados os projetos nacionais “Grupos Padrinhos” e “Escotismo nas AABBs” (em convênio com a Federação Nacional das Associações Atléticas do Banco do Brasil – FENAABB).
Em 1981 o Escotismo recebe da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, o 1º Prêmio de Educação para a Paz, que em 1986 foi concedido a Paulo Freire.
Um ônibus fretado se desloca em outubro de 1982 de São João del Rei – MG para Santiago do Chile, levando a maior parte da delegação brasileira à XIII Conferência Escoteira Interamericana..
Sob a coordenação do Comissário Nacional de Pioneiros Milton Marques de Oliveira, em 1985 é elaborado o Livro do Mestre Pioneiro.
De 1977 a 1994, ou seja, por 17 anos, se realizam anualmente as Indabas Nacionais de Escotistas, centralizadas e, alternadamente, por áreas, exceto no ano de 1984. Nos últimos anos de sua realização, pelo elevado número de participantes, algumas delas passaram a ser realizadas por ramo.
O II ANEI (Acampamento Nacional Escoteiro da Integração), é promovido em Belém do Pará, em 1979, com a presença do Presidente da República, João Baptista Figueiredo.
A partir de maio de 1979 o Sempre Alerta passa a publicar fichas técnicas apoiando as atividades dos diversos ramos. Edições em 1981 e em 1983 para os pais, alcançam 20.000 exemplares, e uma edição especial, para um “Campamento en Cadeña” alcança a tiragem de 40.000 exemplares. São editadas as fichas “Conversando com os Pais” orientando a família sobre o Escotismo.
De 12 a 16 de julho de 1980, realiza-se no Paraná, a I Aventura Sênior Nacional. A II é promovida de 7 a 11 de julho de 1982, no Pantanal Matogrossense.
Em maio de 1980 surgiram as primeiras Tropas Experimentais de Escoteiras, que inicialmente adotavam como nomes de Patrulhas Estrelas e Constelações escolhidas pelas escoteiras e após, a pedido das próprias moças, também de animais. Elas já usavam o traje escoteiro e tinham idade de 10 a 13 anos, considerando sua maior maturidade. A chefia era exclusivamente feminina, para evitar a “sombra” de chefias masculinas, com maior experiência, admitida como Instrutores. Foram propostas novas especialidades, considerando a situação das moças. Em janeiro de 1981 foi realizado no Parque Saint Hilaire o IV Jamboree Paramericano, o primeiro promovido de forma a ter uma participação mista e no qual foram lançados 3 selos escoteiros e, pouco depois, o I Jamboree do Cone Sul e Brasil, e naquele ano se oficializa a co-educação no ramo lobinho, com Alcatéias Mistas e de Lobinhas, após a UEB receber da FBB a negativa de constituírem em conjunto a “Associação de Bandeirantes e Escoteiros do Brasil”, com participação paritária e mantendo-se íntegras as duas entidades nacionais.
Em julho de 1983 foi realizado junto às montanhas rochosas em Alberta – Canadá o primeiro Jamboree Mundial Misto – era o 15º.

Com a redução da resistência de muitos à presença de moças no Movimento Escoteiro, a partir desse mesmo mês, a co-educação foi oficializada no ramo escoteiro no Brasil, após a análise dos resultados em 13 Grupos Escoteiros Experimentais, sendo que quatro de Brasília (Messiânico, hoje Moraes Antas – 1º DF, Marechal Rondon – 4º DF, Caio Martins – 6º DF e do Ar Salgado Filho – 9º DF).
Em 1984 realiza-se em Curitiba, a 14ª Conferência Escoteira Interamericana, com a presença da Ministra da
Educação e Cultura. Em 4 de abril de 1984, o Rei da Suécia, Gustavo Adolfo e sua esposa Rainha Sílvia,
visitam o Brasil e, no Hotel Ca D’Oro, em São Paulo entregam título de Baden-Powell Fellowship a
empresários e dirigentes escoteiros. Em 9 de maio de 1984 a CENA aprova a concessão do primeiro
distintivo de Lis de Outro de uma escoteira.
Em julho de 1985, realiza-se em São Paulo o IV Ajuri Nacional, comemorando o Ano Internacional da Juventude. A UEB integra a Comissão Nacional da Juventude, presidida pelo Deputado Federal Aécio da Cunha Neves. São editados todos os Manuais de Cursos de Formação, sob a coordenação do Chefe André Pereira Leite, Comissário Nacional de Adestramento.
Em janeiro de 1986, realiza-se o Jamboree Farroupilha (II Jamboree do Cone Sul e Brasil) no Parque Histórico Marechal Osório, em Tramandaí – RS.
Em abril de 1986, após dois anos de amplos debates, são aprovados por unanimidade pelo Conselho (hoje, Assembléia) Nacional os Fundamentos do Escotismo Brasileiro, pela primeira vez de forma sistematizada em Definição, Propósito, Princípios e Método Escoteiro. É aprovado o Plano de Metas e realizado em Osório o V Ajuri Nacional..
Em 1990 é adotado o traje escoteiro, no lugar do uniforme.
Em 1990 é editado o livreto “Compreendendo os Fundamentos do Escotismo”, que teve posteriormente uma 2ª edição, mais atualizada.
Pela primeira vez com a participação de guias, realiza-se em julho de 1990 no Parque Nacional de Itatiaia a VI Aventura Sênior Nacional, com uma temperatura que chegou aos 7 graus abaixo de zero.
Começam a ser realizadas por todo o país a partir de abril de 1991, as Oficinas de Reflexão proposta por quatro Escotistas de Brasília, reunindo a parte racional dos Fundamentos do Escotismo, com aspectos emocionais, como o desenvolvimento da criatividade e depoimentos pessoais.
De 19 a 21 de julho de 1991, antecipando-se ao MACPRO, é realizado em Brasília o I Seminário Nacional sobre os Objetivos Específicos de Ramo, onde são formulados objetivos gerais e específicos dos quatro ramos nas seis áreas: a) Caráter e Potencialidades: b) Físicas, c) Intelectuais, d) Sociais, e) Afetivas e f) Espirituais.
O efetivo escoteiro nacional, que durante catorze anos (1977 a 1991) crescera mais de 10% ao ano, passando de 19.460 a 74.508 membros registrados pára de aumentar. Se continuássemos crescendo nessa proporção, em 2005 teríamos mais de 295.000 membros registrados. É autorizada a chefia mista nas Tropas. Em 1992 é aprovada pela Direção Nacional a sistemática do MACPRO – Método de Atualização Contínua do Programa Escoteiro.
De 29 de dezembro de 1992 a 4 de janeiro de 1993, realiza-se o Jamboree Colombo, no Parque Osório.
6. DE 1993 A 2001 – NOVA ESTRUTURA COM SEDE EM CURITIBA

Com o pedido de demissão de todos os membros da CENA – Comissão Executiva Nacional, em 1993, face aos diversos textos propostos de alteração do Estatuto da UEB pelo Presidente da Comissão Estatuinte em desacordo com o que fora aprovado no Conselho Nacional de Belo Horizonte, é eleita uma Diretoria transitória. Em 1994, é oficializada a possibilidade de Tropas Mistas, de escoteiras e escoteiros e de guias e seniores. Com o risco de perder o voto em Conferências Mundiais e Interamericanas, a UEB paga suas taxas internacionais atrasadas, mesmo sem o apoio do Itamaraty. Com a concentração das atividades dos adultos no Congresso Escoteiro Nacional, foram suspensas, pela Diretoria Nacional a realização das Indabas Nacionais. Os Fóruns de Jovens reunindo os representantes dos ramos escoteiro e sênior, é substituído por um Fórum de Jovens Líderes, com representantes de 18 a 25 anos, incluindo aí, os pioneiros. O efetivo nacional começa a decrescer, após alcançar em 1993 ao total de 74.111 membros registrados.
A sede nacional passa do Campo Escola do SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul para o CLN 408, em Brasília em 1º de maio de 1995.
A Região de São Paulo realiza uma experiência com a Formação Modular de Adultos.
Em 1997 a sede nacional é transferida para Curitiba, mesmo antes da alteração estatutária. A Loja Escoteira Nacional, é mudada para Porto Alegre e depois também para Curitiba.
Em janeiro de 1998 é realizado em Santa Catarina o I Jamboree Escoteiro Nacional. Em agosto de 1998 é publicado o Guia de Especialidades, reunindo numa seqüência a ser feita por qualquer membro juvenil, as especialidades dos ramos lobinho, escoteiro e sênior, num sensível avanço metodológico. O efetivo nacional aumenta, em 1998, em 3,8%.
É editado em português, o Manual do Escotista – Ramo Lobinho e o Grupo de Trabalho começa a trabalhar com os quatro Guias para os integrantes do Ramo. Adota-se, sem muita discussão prévia, o Programa de Jovens pela UEB, como uma tradução do material elaborado pelo Grupo de Trabalho de Guias e Cartilhas, com o conceito de Ciclo de Programa para os dois primeiros ramos, e a eleição de primos, e depois de monitores escoteiros. Divergindo da OSI, a UEB mantêm o Sistema de Especialidades. É feita a publicação “Diretrizes Nacionais de Gestão de Recursos Adultos”, eliminando-se os Cursos Internacionais e Nacionais de Formação, e definindo-se três linhas de formação independentes: Escotistas, Dirigentes e Formadores, e as ações de captação, formação e manutenção de adultos. A UEB passa a ter uma página na Internet, a exemplo de Regiões e Grupos Escoteiros, prática que se multiplica a cada ano, inclusive com páginas de Seções e Patrulhas.
Pela primeira vez, um Jamboree Mundial é realizado na América Latina, no Chile, ao final de 1998 e início de 1999, alcançando-se a representação de mais de 2.100 membros da U.E.B., naquele que foi o Jamboree Mundial com maior número de participantes em toda a sua história, exceto o da maioridade, de 1929. Em 1999, utilizando recursos resultantes da delegação brasileira ao Jamboree do Chile, que fora destinada especificamente para o Programa de Jovens, é comprada uma nova sede escoteira nacional, em Curitiba. É implantado o Escritório Nordeste em Fortaleza.
O Estatuto da UEB é modificado em 1999 alterando os Princípios Escoteiros. Onde estava: Deveres para com Deus, para com o Próximo e para com a Pátria para: Deveres para com Deus, para com o Próximo e para Consigo Mesmo, além de pequenos ajustes no Propósito e Método Escoteiro. O CAN aprova por consenso, não substituir no ramo escoteiro a Corte de Honra pelo Conselho de Tropa, que seria formado por todos os Escotistas, Monitores e Submonitores da Seção.
Em janeiro de 2001, realiza-se em Foz do Iguaçu o 11º Jamboree Panamericano, como a maior atividade escoteira já realizada em nosso território, num consórcio de quatro Regiões (RS, SC, PR e SP) com a Direção Nacional. É o ano em que a UEB volta a crescer, no percentual de 8,9%. Em 2002 é editado o Manual do Escotista – Ramo Escoteiro, e o Programa de Jovens avança para o ramo escoteiro ainda sem a publicação dos guias para os jovens e começam a ser propostas para os ramos sênior e pioneiro.
O Sempre Alerta volta a ser publicado de forma patrocinada, com a tiragem de 15.000 exemplares e o “Sempre Alerta Jovem” com a tiragem de 35.000 exemplares, porém de forma esporádica.
Realiza-se em 2002 o II Jamboree Escoteiro Nacional, em Caucaia, próximo à Fortaleza, no Ceará. Altera-se o estatuto da UEB para adequar ao novo Código Civil. As Assembléias Nacionais passam a ser realizadas em março ou abril após a de novembro de 2004, realizada em Salvador. A primeira a ser promovida nessa nova data é a de Florianópolis, de 21 a 24 de abril de 2005. A Assembléia de 2006 em Fortaleza elege Alessandro Garcia Vieira para o Conselho de Administração Nacional e na qual é lançado o livro “Curtas Histórias – para nossa Reflexão, de Rubem Süffert.
Em maio de 2005 o Comitê Escoteiro Interamericano reúne-se em Curitiba. Na 37ª Conferência Escoteira Mundial da Tunísia, realizada de 5 a 9 de setembro de 2005, com a presença de 122 países, o Brasil foi escolhido para sediar a 39ª Conferência Escoteira Mundial e o 11º Fórum Mundial de Jovens Líderes.
De 16 a 21 de julho de 2006, realiza-se no Parque da Cidade, no centro de Brasília, o III Jamboree Escoteiro Nacional, que teve a coordenação dos Chefes Alessandro Garcia Vieira e Baldur Schubert, com a presença de quase 2000 pessoas, e representantes da Itália e do Haiti. O Jamboree foi precedido de uma reunião do Conselho de Administração Nacional, e não foi convocada a reunião do Conselho Consultivo, prevista no Calendário Nacional.
7. APÓS 2007 – AGORA DEPENDE TAMBÉM DE VOCÊ
O futuro do Movimento Escoteiro depende de lideranças capazes e atuantes, em todos os níveis. A colaboração de cada um para se assegurar uma progressiva e ampla participação de todas as Unidades da Federação no desenvolvimento do Escotismo Brasileiro e nas decisões mais importantes da UEB dependem também do que Você se dispõe a fazer, agora e no futuro.
Vale a pena arregaçar as mangas?
 

É PRECISO SENTIR A MUDANÇA LÁ DE DENTRO

“Mudar é um ato de coragem.

É a aceitação plena e consciente no desafio.

É trabalho árduo, para hoje!

É trabalho duro, para agora!

E os frutos só virão amanhã, quem sabe tão distante…

Mas quando temos a certeza de estarmos no rumo certo,

a caminha é tranqüila.

E quando temos fé e firmeza de propósitos, é fácil suportar

as dificuldades do dia-a-dia.

A caminhada é longa. Muitos ficarão à margem.

Outros vão retirar-se da estrada. É assim mesmo…

Contudo os que ficaram, chegarão, disso temos a certeza.

Olhe bem ao seu lado. Estão com você e seus companheiros.

Eles exercem o mesmo papel que você, dentro do Grupo.

Eles também têm problemas e muitas dificuldades, como você,

têm muitas dúvidas sobre a mudança.

Você poderá mostrar-lhes como se sente e pensa a respeito das

mudanças na organização e nas pessoas.

Não feche a janela em que você está debruçado.

Convide seus colegas para estarem ao seu lado,

para que vocês possam ver as mudanças pelo mesmo ponto,

para que possam ter a mesma perspectiva.

Nós estaremos com você a cada dia, tentando descobrir

novas faces da mudança.

Tenho certeza de que, se assim procedermos, dentro de algum

tempo

Estaremos convencidos de que não é tão difícil assim MUDAR…”

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Criptografia

setembro 7, 2012

Introdução
O envio e o recebimento de informações sigilosas é uma necessidade antiga, que existe há centenas de anos. E daí a criptografia tornou-se uma ferramenta

essencial para que apenas o emissor e o receptor tenham acesso livre às informações. Este artigo tem por objetivo dar uma abordagem introdutória à criptografia, mostrando os aspectos e conceitos mais importantes.

O que é a Criptografia
O termo Criptografia surgiu da fusão das palavras gregas “Kryptós” e “gráphein”, que significam “oculto” e “escrever”, respectivamente. Trata-se de um conjunto de regras que visa codificar a informação de forma que só o emissor e o receptor consiga decifrá-la. Para isso varias técnicas são usadas, e ao passar do tempo modificada, aperfeiçoada e o surgimento de novas outras de maneira que fiquem mais seguras.

Na computação, a técnica usada são a de chaves, as chamadas “CHAVES CRIPTOGRAFICAS”, Trata-se de um conjunto de bit’s baseado em um algoritmo capaz de codificar e de decodificar informações. Se o receptor da mensagem usar uma chave diferente e incompatível com a do emissor ela não conseguira ter a informação.

A primeira técnica de criptografia usava apenas um algoritmo de decodificação, assim bastava o receptor de o algoritmo para decifrá-la, porem se um intruso conhecesse esse algoritmo poderia decifrar a informações caso capturasse os dados criptografados. Ainda existe outro problema imagine:
– Se a pessoa A tivesse que enviar uma informação para a pessoa B, e a pessoa C tivesse que receber uma informação da pessoa A, mas a pessoa C não pode saber a informação passada a pessoa B,mas para a pessoa B e a pessoa C obterem a informação precisaria ter o algoritmo, assim teríamos que ter mais que um algoritmo.

Com o uso de chaves, um emissor pode usar o mesmo algoritmo (o mesmo método) para vários receptores. Basta que cada um receba uma chave diferente. Além disso, caso um receptor perca ou exponha determinada chave, é possível trocá-la, mantendo-se o mesmo algoritmo.

Você já teve ter ouvido chave de 64 bit’s, chave de 128 bit’s e assim por diante, esses valores expressam o tamanho das chaves. Quanto mais bits’s foram usados mais seguro será o código, por exemplo, se foram usados um algoritmo use oito bit’s apenas 256 chaves poderão ser utilizadas por que 2 elevado a 8 (2*2*2*2*2*2*2*2) agora sabemos que esse código é insegura, uma pessoa pode gerar 256 combinação diferentes (apesar que demore), agora faça a conta da chave 128 2 elevado a 128:
(2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2 *2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2 *2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2 *2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2*2 *2*2*2*2*2*2*2*2*2*2 *2*2*2*2*2*2*2*2*2*2)
Dá um numero de chaves extremamente grandes.Existem dois tipos de chaves: simétricas e assimétricas. Ambas são vistas na matéria a seguir.

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INTRODUÇÃO

A Grafologia é uma ciência que estuda e analisa a caligrafia tendo como objetivo principal para

determinar estados físicos, mentais, e emocionais do escritor. Torna assim possível o conhecimento de características da personalidade e do carácter do indivíduo.

Etimologicamente, a palavra é formada pelos vocábulos gregos graphein (“escrever”) ou graphos (“escrita”) e logos (“tratado”).

Como instrumento de análise fornece informações preciosas sobre componentes do comportamento do autor, o potencial, as emoções, os sentimentos, as aptidões e a energia vital. Através do gesto gráfico (escrita), expressamos vivamente o nosso psiquismo. Uma prova que o ato de escrever é resultado de um comando cerebral.

A examinação de um espécime escrito é uma das bases legais para a identificação forense de um indivíduo. A aparência deste, pelo desempenho escrito do autor, é um dos veículos de tal comunicação. O escritor representa respostas aos estímulos através de sua própria escrita. Constrói assim espontaneamente partes aleatórias (curso da letra) para dar forma a desenhos padrões aprendidos (letras) que em conjunto originam a comunicação de ideias (palavras). A organização imposta a estas ideias (frases), numa uma área limitada (página), origina a observação do desígnio criativo consciente (mensagem) do indivíduo.

O ato de escrever reúne o uso de habilidades de discurso, de leitura, de composição, e de coordenação motora. Torna-se assim complicado executar paralelamente outras tarefas como exercitação motora coordenada, continuação de um diálogo, e desenvolver atividades num computador. A percepção, o movimento, e a cognição dinamicamente integrada são tarefas desenvolvidas que requerem a concentração total da atenção.

O ato de manuscrever cumpre excepcionalmente as exigências de um teste projetivo de personalidade.

A escrita projeta uma descrição da personalidade. O gráfico é um sinal, ou um símbolo, visível de um atributo comportamental e ou cognitivo. Por tal razão o ritmo da escrita de uma pessoa não pode ser duplicado por um outro indivíduo. Mas existe a possibilidade de indivíduos alcançar a simulação da caligrafia de outrem com sucesso, são aqueles aos quais a compreensão da essência do controle motor da escrita e sua execução se produzem num mesmo registo sensório-motor.

Por todas estas informações, e outras tantas questões, este trabalho foi elaborado para saber o que o mundo sabe sobre a grafologia…

HISTÓRIA

HISTÓRICO DA GRAFOLOGIA

É dito que os chineses, desde tempos imemoriais, têm uma grafologia. Possuíam-na, já no século XI e os japoneses também a praticam há muito tempo. Por outro lado, no segundo século AC, Demétrio, na Grécia, dizia estar seguro de que a escrita refletia a alma do indivíduo e, no segundo de nossa era, G. Suetonius Tranquillus relacionava dados da escrita de Otávio Augusto com certo lado económico desse imperador. Referir todas as pesquisas que se desenvolveram de alguns séculos para cá resultariam na grafologia do presente.

Será apresentado apenas um resumo delas, como introdução à análise da grafia, tal qual é geralmente praticada na atualidade.

Fase inicial

Editou-se em Capri, em 1622, o primeiro livro sobre a matéria. O autor, Camillo Bladi, médico de Bolonha, deu-lhe o título de “Trattado come da una lettera missiva se conoscono la natura e qualitá dello scrittore” (Tratado sobre como, através de uma carta, chega-se ao conhecimento da natureza e das qualidades do autor). Outro médico, na própria Itália, Marco Aurélio Severiano (1580- 1656), professor de anatomia e de cirurgia da Universidade de Nápoles, escreveu “Adivinhador ou Tratado de adivinhação epistolar”, livro em que procurava associar escrita e personalidade do indivíduo. Por volta de 1755, encontra-se Lavater, filósofo suíço, amigo de Goethe, que lhe estimulava as investigações. Preocupado com o conhecimento do carácter, estudou problemas das analogias entre expressões da linguagem e traços fisionómicos, de um lado, e entre essas expressões e a expressão da escrita, de outro. Dedicou extensos capítulos de sua obra a esses problemas.

Também coleccionou autógrafos procurando, assim dizia, preparar material de escrita para que mais tarde fosse utilizado.

Albrecht Erlenmeyer, médico e diretor de hospital psiquiátrico, em 1879 publicou “A escrita: caracteres principais de sua psicologia e de sua patologia” e T. Wilhelm Preyer, pediatra e fisiologista da Universidade de Iena, em 1895, “Contribuição à psicologia da escrita”. E esses títulos aludem ao fato de que, na Alemanha, a Grafologia procurava apoiar-se na psicologia científica. Quanto ao tipo de grafologia, chineses, Lavater e, como este Goethe, Poe, Madame de Stael, Leibiniz e outros poetas, literatos, filósofos e artistas, nos séculos XVIII e XIX, consideravam a grafia segundo a impressão que esta, em seu todo, neles produzia.

Não relacionavam essa impressão com elementos da escrita: faziam o que se diz uma grafologia intuitiva. Baldi, entretanto, iniciara a prática da análise da escrita, procurando conhecer o indivíduo com base nos elementos da mesma. Seu trabalho influenciaria, no fim do século passado, o de Michon e o de Crépieux-Jamin, que fundariam a escola francesa. Foi nesta que a escola alemã se baseou. Ainda a escola francesa foi o ponto de partida da grafologia científica, no dizer de Pulver.

Escola Francesa

Jean Hyppolyte Michon, abade, estudioso de teologia, desenvolveu tão amplo trabalho sobre análise de escrita que se lhe atribui unanimemente o título de precursor da grafologia atual. Publicou “Les mystères de l’écriture. Art de juger les hommes sur leurs autographes” (Os mistérios da escrita.

Arte de julgar os homens com base em seus autógrafos), com pequena colaboração de A.Desbarolles, “O Système da grafologie” (Sistema de grafologia), em 1875, primeiro estudo sistemático da matéria e outras obras mais. Fundou, na França, em 1871, a revista “La Graphologie” (A Grafologia), ainda hoje editada e presidiu, em 1900, o I Congresso de Grafologia realizado naquele país. A Michon se deve o termo grafologia. Quem trabalhava no campo naquele tempo era grafologista e não, ainda, grafólogo. Dentre as obras de J. Crépieux-Jamen (1858-1940), médico, destacam-se “L’écriture et le caractère” (A escrita e o carácter), “Traité pratique de graphologie” (Tratado prático de grafologia), “Les éléments de l’écriture des canailles” (Os elementos da escrita dos canalhas) e “ABC de la graphologie” (ABC da grafologia), que teve duas edições em português, uma em 1943. Ao autor se considera como fundador da escola francesa de grafologia. Com Michon e Crépieux-Jamin começou a existir, na França, a chamada escola dos sinais isolados. Os autores, partindo de ideias de Baldi, procuraram relacionar elementos específicos da escrita a elementos psíquicos também específicos e a traços de personalidade. Quanto à contribuição destes dois estudiosos, é de referir ainda que Michon valorizou o gesto gráfico, o que deu à grafia “status” de linguagem expressiva. O sinal isolado, então seguiria os movimentos e as mudanças da alma, sendo móvel como ela. Segundo P. Foix, Michon dizia que toda escrita, como toda linguagem, é a imediata manifestação do ser íntimo intelectual e moral e essa afirmação constitui o enunciado primeiro da ciência grafológica. Na área prática, o autor apontou a necessidade de se obter, para a análise, amostra de escrita espontânea e, se possível, de escrita de diferentes épocas.

Crépieux-Jamin fez modificações nas teorias de Michon, ultrapassando-o. Crépieux-Jamin definiu sinal como uma manifestação gráfica, um traço grafológico, consequência de um movimento fisiológico. Deu-o, pois, como relacionado, constantemente com a energia de um movimento psicológico, que lhe seria correspondente. O traço não corresponde sempre a um único traço de carácter.

O autor estabeleceu que o movimento gráfico e, por conseguinte, toda a escrita, apresentava as seguintes características “essenciais e fundamentais”: direcção, dimensão, forma, ordem, (clareza ou confuso, fato de ser ordenada ou não, cuidada ou negligenciada, etc.), continuidade, pressão e velocidade. Segundo o autor, pelo estudo de tais elementos se chegava às várias características da personalidade de quem escrevera, e estas eram enunciadas isolada e secamente.

O autor, contudo, formulou a teoria das resultantes, produtos de vários sinais e assim expressa: “Todo sinal gráfico sofre variação por influência de um outro sinal”. Isto faz justiça ao fato de os traços de carácter não apenas se modificarem segundo a inteligência dos indivíduos, mas também exercerem influência uns sobre os outros, podendo, assim, acentuarem-se ou tornarem-se menos intensos. O autor considerou ainda, o conjunto da escrita sob o ponto de vista da harmonia. Esta consideração, porém, não constitui algo básico para suas concepções e suas teorias. Estas, em consequência, permaneceram voltadas para detalhes, num corpo mais ou menos esquemático. Hoje, os grafólogos em geral, não seguem fielmente a Crépieux-Jamin, não fazem mais a análise toda a partir dos sinais, lembrados embora da teoria das resultantes; ao contrário, estudam os sinais explícita e basicamente em correspondência ao todo da grafia, à qualidade deste. Mais ou menos paralelamente à implantação da escola dos sinais isolados, apareceram os trabalhos de Binet. O Psicólogo investigou, com seus colaboradores, aspectos científicos da grafologia.

Grafologia Atual

Voltando aos tipos de grafologia, temos que, portanto, coexistiam a intuitiva e a dos sinais isolados. No fim do século passado, no entanto, o estudo se voltou, essencialmente, não mais para o traço que o indivíduo deixa no papel, resultado do gesto gráfico, mas sim para o ato mesmo de ele executar esse traço, esse gesto. O gesto passou a ser considerado em si, enquanto nasce e enquanto se faz. Através desse enfoque chegou-se a uma possibilidade de unificação da grafologia. Ao mesmo tempo, a grafia entrou francamente para o campo dos nossos movimentos expressivos. O movimento gráfico avaliou-se como devido a fatores internos do indivíduo e como consistindo, exatamente, numa expressão destes. Essa consideração do movimento gráfico, do gesto gráfico em si, aparece e firma-se com Ludwig Klages – e aqui nos encontramos já na grafologia de nossos dias, da qual esse autor é tido como pai. Desde então, ainda quando se fala em traço gráfico, com referência a sua forma, sempre o que se tem em mente é o gesto brotando e se desenvolvendo.

L. Klages (1872-1952), filósofo e caracterologista principalmente, mas também psicólogo, viveu em Munique e, de 1919 em diante, na Suíça. Quando seus trabalhos apareceram, depois de 1910, a grafologia alemã se havia desenvolvido bastante, ao contanto da psicologia vigente. Klages não só deu atenção ao gesto gráfico, na sua própria formação, gesto a que atribuiu o valor de elemento expressivo do íntimo do indivíduo que escreve. Estabeleceu, também, de um lado, o conceito de nível de forma da escrita, nível que está em função do aspecto do conjunto da grafia e, de outro, a noção dos sentidos positivo e negativo dos diversos tipos de movimento gráfico. Estes sentidos estão, por sua vez, relacionados ao nível de forma. Com L. Klages, portanto, estudo de sinais e estudo do todo se unem. Tanto no último quanto no primeiro, Klages esforçou-se no sentido da objetividade, sempre se baseando na apreciação de diferentes dados, que ia demonstrando. Temos ainda, com esse autor e inovador, à luz de sua filosofia que tanto repercutiu em meios psicológicos, a consideração objetiva e aprofundada de todos os elementos básicos da grafia, estes se devendo analisar, sempre, em relação ao todo. Dado relevante nessa filosofia é o da antinomia alma-espírito.

Klages mostra como o nível de forma está intimamente unido ao ritmo da escrita. Para o autor, o indivíduo sadio sempre se exprime ritmicamente nos movimentos expressivos que executa e, assim, também ao produzir seus movimentos gráficos. Klages escreveu, além de outras obras, Os fundamentos da caracterologia e escrita e carácter, em que apresenta os elementos básicos da grafologia na teoria e na prática.

O filósofo suíço Max PULVER, também grafólogo, baseia-se em Klages. Estabelece muito bem a teoria da simbologia do espaço gráfico. Traz à grafologia noções da fenomenologia. Acima de tudo, estabelece ligações entre elementos grafológicos e dados da psicanálise. São suas principais obras O simbolismo da escrita, publicado em 1931 e em que aparecem os seus conceitos “Impulso” e “crime na escrita”, em que amplia, mediante a grafologia, o estudo do comportamento humano nesse âmbito especial. A seu lado cabe lembrarmos Teillard. Ania Teillard, já falecida, trouxe para a grafologia uma análise fundamentada na psicologia de Jung. De suas obras, no campo que nos ocupa citaremos “L’âme et l’écriture” (A alma e a escrita), a mais conhecida.

Contribuíram ou vêm contribuindo significativamente para o desenvolvimento da grafologia, além dos autores citados, outros mais que nos fariam estender muito mais o resumo histórico.

GRAFOLOGIA

Pequenos atos, comportamentos, tom de voz, maneira de encarar os fatos e até mesmo a maneira como dispõe as ideias no papel podem expressar a personalidade de qualquer pessoa. Não há como disfarçar, pois até o disfarce é revelador.

Em qualquer teste de selecção o indivíduo é já solicitado a expressar suas ideias sobre um determinado assunto ou a escrever uma carta de próprio punho – a folha de papel em branco fica gigante e nesse momento passa a ser o seu mundo. O raciocínio lógico cuida do conteúdo da mensagem escrita e o inconsciente deixa sua marca em cada linha, cada curva e letra desenhada no papel.

Para a grafologia não existe escrita bonita ou feia, mas sim o nível de forma positivo ou negativo que expressa o equilíbrio e a harmonia do ser humano. Usada como forma de auto conhecimento, em tratamentos psicoterapeuticos e na área criminalista (embora não possa apontar um criminoso), a grafologia acusa tendências agressivas, traços de falta de sinceridade ou possíveis distúrbios emocionais.

Para uma análise grafológica geralmente é solicitado um texto de 20 linhas no mínimo, em papel branco não pautado. Nesse pequeno texto é possível estudar aproximadamente 200 sinais e o cruzamento dessas informações é que reflete a personalidade do autor, não importando se é um poema, uma carta ou um simples recado manuscrito.

Como as pessoas estão em constante mudança e o estado de espírito sofre alterações, o mesmo acontece com a forma de colocar as ideias no papel – os traços de escrita podem variar durante a vida, o ano, um dia ou até mesmo em uma mesma carta.

A TEORIA

A fundação da grafologia é que uma estrutura gráfica que define um comportamento ou um traço particular da personalidade. Cada estrutura gráfica é gerada pelos elementos gráficos preliminares.

Os quatro elementos expressivos são a linha de base, a delimitação, a pressão e o curso.

A linha de base:

A linha de base é uma linha imaginária na qual as letras assentam. Esta é caracterizada por áreas superiores e inferiores. É usada para dividir a colocação vertical com a direcção do movimento. Girando a página cem e oito graus é uma das maneira conveniente de observar a linha de base.

A linha de base representa a realidade, o ponto inicial da consciência, a fundação para o movimento e a vida. Os padrões da linha de base representam as atitudes para experiências e atividades. A colocação vertical, acima e abaixo da linha de base, representa a divisão entre seus valores intangíveis e tangíveis, entre conceitos abstratos e concretos, entre ideias filosóficas e físicas, entre a opinião pessoal e relacionamentos pessoais.

Movimento horizontal ao longo da linha de base representa reação individual à experiência, aos valores vivos, a exigência do tempo, a aprendizagem (o movimento direito significa o avançar, expandir, e o progredir enquanto o movimento esquerdo o reverter, o contrair, e a retroceder).

A Delimitação

Uma delimitação é formada quando uma linha ou linhas limitam uma área. Uma delimitação representa a imaginação, a ampliação do conceito, e a expansão da ideia.

Há três formulários básicos das delimitações o laço, o círculo, e a haste:

1. Um laço representa self gerador de conceitos. Há laços verticais, superiores e mais baixos. Um laço superior é dado forma por uma linha que inclui uma área começando para a frente e para cima, movendo-se para trás, e retornando para a frente e para baixo com os cursos do cruzamento na linha de base. As letras “e” e “l” são exemplos de laços superiores. Um laço mais baixo é dado forma por uma linha que inclui uma área começando para a frente e para baixo, movendo-se para trás, e retornando para a frente e para cima com os cursos do cruzamento na linha de base. A segunda parte mais baixa das letras “g” e “y” que são exemplos de laços mais baixos. Um laço invertido é uma delimitação na qual o curso se cruza verticalmente afastado da linha de base. Um laço superior invertido parece como se o laço mais baixo e deslocado acima da linha de base.

2. Um círculo representa outros pontos de vista ou conceitos gerados externamente. É formado pela linha ou pelas linhas que incluem uma área começando para trás e para baixo, movendo-se para a frente, e retornando a reunião inversa e ascendente ou tocando no topo. O pico, de união, aponta verticalmente para cima. A letra “o” e a letra “a” são exemplos de círculos superiores. A segunda parte mais baixa da letra “f” e da letra “q” são exemplos de uns círculos mais baixos. Um círculo invertido é uma delimitação onde os cursos da reunião são unidos no fundo, e que apontam para baixo. A letra “s” e a curvatura na letra “k” são exemplos de círculos invertidos. Uma delimitação proporcional contém o contrapeso e a simetria esquerda-direita horizontais. Uma delimitação oscilante não cruza a linha de base. As estruturas escritas impostas controlam a ordem convencional.

3. A haste é uma estrutura imposta e representa padrões instruídos relativos do comportamento. Uma haste é formada por um delimitação, que é ensinado para ser restritiva. Outros padrões impostos na escrita representam padrões relativos do grupo. Um período seguido por uma letra importante é uma interrupção imposta com uma estrutura ensinada expandida. Isto é, começar na esquerda superior, movendo-se para a direita, depois terminar para baixo à direita é um sentido imposto para encher uma página escrita. Os espaços distribuídos às margens são impostos. Sua assinatura é imposta.

A pressão e o curso

O curso descreve a força da vida, fluxo da energia. A pressão do curso representa a vitalidade intelectual, a energia psicológica, a paixão sexual, e a intensidade emocional. A pressão é definida por quanto força aplicada à superfície da escrita com o instrumento da escrita e não a pressão do aperto da mão. A pressão indica a capacidade para atividades vigorosas. A espessura do curso representa a capacidade de descriminação sensorial. O contraste da cor do curso, relativo à superfície da escrita, representa a discriminação sensorial. A direitura do curso representa uma aproximação firme, enquanto curvilínea representa uma aproximação macia. A transição do curso é definida como o ponto de inflexão. Este é o ponto na qual as linhas mudam seu sentido e sua inclinação. A transição da linha representa o grau de consciência e de flexibilidade cognitiva. Um baixo curso e um alto curso à linha de base representam a resposta subconsciente e consciente da manutenção do movimento da vida, respectivamente. A colocação vertical destes cursos está acima da linha de base. Os sentidos do curso numa página são definidos como para cima para o topo, para baixo para o fundo, para diante para a direita e para trás para a esquerda.

A velocidade da escrita é controlada pelo tempo de reação psicológica do indivíduo. Parece que o escritor mantém subconscientemente uma velocidade máxima do curso com uma imposição de um perfil variável e oscilante. O escritor está ajustando constantemente a função da velocidade com mudanças no comprimento, no sentido, na duração, na pressão, e na aceleração do curso. Definir uma unidade ou unidades de medida é extremamente difícil mesmo com o DAE (dispositivo automático de entrada) do receptor de escrita de um computador, para capturar todo processo. A unidade de medida básica não é a letra pois é difícil para o computador a interpretação da escrita manual. Os efeitos secundários da velocidade são a pressão do aperto, distância da preensão da caneta ao ponto de escrita, inclinação da caneta ao papel, rotação do ponto da caneta, e a pressão do ponto de escrita ao papel.

Um curso rápido e fino apresenta-se a quarenta e cinco graus e move-se para a direita no qual o dedo-polegar controla os movimentos verticais e o pulso os movimentos horizontais. A escrita rápida é um catalizador à energia interna que realça o movimento, o pensar, e as reações rápidos.

O tamanho da escrita representa a diferença entre o controle interno e exterior da atenção. A intensidade do traço é determinada pela qualidade do teste padrão gráfico do curso/estrutura e sua ocorrência é frequente. Cada carácter do traço é explicado pela definição gráfica da estrutura. Cada sinal gráfico tem um valor distinto e específico. Não pode representar um significado diferente ou oposto. Cada comportamento definido é representado graficamente e deve aderir aos princípios gráficos descritos.

DEFINIÇÕES GRÁFICAS

As definições gráficas de exemplos, aquela descrevem traços do comportamento, podem ser agrupadas por sua similaridade gráfica.

Uma aproximação de treinamento sistemática pode ser agrupada como:

1. Laços e círculos médios de área 2. Laços e círculos inferiores de área 3. Laços e círculos superiores de área 4. Hastes 5. Testes padrões médios da área 6. Sentido da linha de base e afastamento de linha 7. Qualidade da linha ou do curso 8. Inclinação de cursos grande da linha de base 9. Tamanho e espaço 10. Finais do curso 11. Cursos iniciais 12. Barras do “T” e pontos de “i” 13. Os testes padrões originais tais como capitais, correcções, integraram combinações, assinaturas, curso sobrecarregado

1. Laços e círculos médios de área

Liberal, compreensão limitada, mente aberta, mente fechada Comunicativo, incomunicável, reservado, evasivo Sincero, auto-enganador, extremo do auto-enganador, extremo reservado, reservado, enganador intencional Rendoso, inclinado, plácido, mundano

2. Laços e círculos inferiores de área

Determinação, pressionador de determinação, determinação contida, mudança Os valores harmoniosos tangíveis da linha, desejo para a variedade, seletividade, exclusivo, exclusivo de exclusividade, fantasia concreta, retribuir, ideias distorcidas regimentais, concretas Vive para o self, ação de isolamento, colocação para trás Previdência, déspota, cínico

3. Laços e círculos superiores de área

Intangíveis valores harmoniosos da linha, opinião diversificada, abstração de ideias distorcidas, fantasia abstrata, idealismo, crenças Desejo para a responsabilidade, ciumento, rebelde, audacioso, persistente

4. Hastes

Orgulho, vaidade, independência, dignidade, sensibilidade ao criticismo, formalidade, deliberado, obstinado Desejo do psicadélico para, hábil, controlado, vigoroso, estruturado, ofensivo, calmo, argumentativo

5. Testes padrões médios da área

Pensador, investigador, analítico, cumulativo, detalhado Pensar superficial, pensante, construtivo, atenção engenhosa Mentalmente flexível, diplomata, auto-consciencioso. Tempo, relação, intuitivo

6. Sentido da linha de base e afastamento de linha

Optimismo, depressivo, euforia, pessimismo, auto-afirmação Rotina, natureza calidoscópica, versatilidade, atitude despreocupada, tendência suicida Claridade do pensamento, confusão do interesse

7. Qualidade da linha ou do curso

Intensidade emocional muito disponível, pouco disponível, muito ativo, ligeiramente ativo, armazenado Discriminação sensorial forte, fraco Sensual, abstémio, sensual, gracioso, adaptabilidade ao stress Hesitação, hesitação involuntária, deterioração psicológica, exaustão degenerativa, inescrupuloso

8. Inclinação de cursos grande da linha de base

Respostas emocionais impulsivas, objetivo, histeria, retirada, estável, mudando, personalidade Supressão, repressão, inibido, autoritário, restritivo

9. Tamanho e espaço

Tamanho = concentração, desejo pela notícia Espaço horizontal = exposição emocional, confinamento emocional, extravagancia, ultra conservadorismo, destacado, intruso, desanimado

Espaço = ostentoso, auto-participação, frenesi, auto-ciente, auto-ligação, perda da espontaneidade

10. Finais do curso

Indeciso, decisor, positivo, empático, tenacidade Generosidade, crônico cauteloso, cauteloso, auto-reprovação, auto-punitivo Agressivo

11. Cursos iniciais

Simplicidade, direto Humor, engraçado, temperamento, culpa, ressentimento, antagônico

12. Barras do “T” e pontos de “i”

Barra-T = vontade, propósito Barra-T vertical colocada na base-T = objetivos baixos, objetivos práticos, objetivos distantes, objetivos de visionário Barra-T horizontal colocada na base-T = precisão, procrastinação, impaciência, temperamento explosiva Direcção barra-T = seriedade da finalidade, auto-controlo, superficialidade da finalidade, finalidade lânguida, esquecido sarcasmo, mandão, dominar, ditatorial, auto-repreensão Pontos-i = atenção aos detalhes, procrastinação, impaciente, esquecido Lealdade, irritabilidade, idiossincrasia

13. Os testes padrões originais tais como maiúsculas, correcções, integraram combinações, assinaturas, curso sobrecarregado

Maiúsculas =Egoísmo, egotismo, humildade

Gosto estético, refinamento cultural, chefe nominal, independência, autônoma artística Correcções = perfeccionismo Organização = habilidade de organização, fluidez, imaginação, sentido de proporção Assinatura = imagem proeminente, confidencial, dinâmico, status Auto-confiança, arriscado Reação formal interna = objetivos inadequados, esperançoso, impossível, interesse pela ação, incoerente Reação formal externa = interesse liberal, interesse original por informação ou céptico, compulsivo

EXEMPLO DOS TRAÇOS

PENSAR ANALÍTICO vcalços para “m”, intersecções da linha de base fundo do “n” Tipo e separação da informação para avaliar seu valor, avaliam a informação e testes padrões suportando Grafologia
Final médio descendente e para diante cada vez mais pesado SEM CORTE Traz matérias a uma conclusão e empurra-as em cima de outras Grafologia
E-laço largo “BROADMINDED” Os pontos de vista próprios são liberais, livram do fanatismo Grafologia
Escrita de pequena CONCENTRAÇÃO Focaliza a atenção em uma atividade que ignora todas influências restantes Grafologia
Letra média do REFINEMENTO CULTURAL impressa como na maiúscula Integração e discriminação de sistemas artísticos e estruturais criativos em uma modalidade de viver Grafologia
INTENSIDADE EMOCIONAL, MUITA pressão média forte DISPONÍVEL do curso Possui a libido e paixões fortes, abundância de energia disponível e vitalidade, pró atividade Grafologia
Barras-T em falta ESQUECIDO Inabilidade recordar a informação ou a ação de planeamento, absentismo Grafologia
A área superior ondulada inicial do HUMOR afaga para baixo à linha de base O contraste entre a realidade e valores supostos provoca o divertimento Grafologia
Triangular inflado REBELDE invertido para a frente círculo superior Hostilidade aberta, direcciona autoridade e de qualquer forma abre a hostilidade para a autoridade e para todo o formulário da disciplina, beligerante Grafologia
VAIDADE “t” alto, altura da haste do D A consideração excessivamente elevada de umas conduz demonstrado com um sentido de superioridade Grafologia

EM QUE ÁREAS É UTILIZADA A GRAFOLOGIA?

Recursos Humanos:

Selecção (comparamos o perfil psicológico esperado para o cargo com o perfil psicológico apresentado pelo candidato); Identificação e desenvolvimento dos potenciais; Promoção (movimentação interna); Avaliação de clima organizacional (instrumento adicional no diagnóstico);

Administração de conflito (levantamento do perfil pessoal das partes envolvidas).

Auto conhecimento:

Conhecer os próprios aspectos pessoais através de um instrumento científico e isento de valores pessoais do observador; Descobrir os aspectos “fortes” e “fracos” da sua personalidade; Conhecer os principais potenciais que você já tem e que podem ser melhores desenvolvidos; Compreender-se melhor através do conhecimento das suas principais tendências.

Orientação Vocacional (adolescentes ou adultos):

Identificação dos principais potenciais; Conhecimento das características de personalidade e com que tipo de atividade profissional isso “combina”; Identificação dos limites e aspectos que precisam ser mais bem desenvolvidos.

Orientação matrimonial e pré-matrimonial

Diagnósticos médicos:

Auxilia o médico a definir com precisão casos de hipocondria, paranóia, embriaguez, esquizofrenia etc; A grafologia médica está muito avançada na Alemanha, Holanda e Suíça. Têm trabalhado muito neste tema os italianos e espanhóis. É de grande utilidade, não apenas para o estudo dos pacientes, como também para prever enfermidades e para acompanhar a reação do paciente durante o tratamento, especialmente depois de intervenções cirúrgicas comprovando as mudanças na evolução da cura.

Falsificações:

As Polícias Civis, Forças Armadas, Bancos e o Poder Judiciário possuem especialistas em Grafotecnia. Este ramo é o mais avançado em nosso país; A Universidade de Campinas possui um dos melhores laboratórios do país.

Grafoterapia:

A Grafoterapia é um método de ginástica psico-motora, que permite, mediante a percepção, conscientização sugestiva, transmissão e armazenamento no cérebro de novos estímulos, assim como mudar alguns modos de reação habitual inadaptada, geralmente produtores de transtornos no comportamento; O tratamento que consiste em exercícios escritos, metodicamente dirigidos, tem alcançado resultados surpreendentes; O avanço da Grafoterapia e da Grafologia, nos últimos anos e a sua entrada nas grandes universidades americanas e europeias, principalmente na Alemanha e na Espanha, colocou este tipo de estudo na primeira linha de interesse; A Sociedade Internacional de Grafologia, na França e Estados Unidos, têm como finalidade a correcção dos defeitos do carácter e a reabilitação dos pacientes, já completou cem anos e foi declarada de utilidade pública para o governo francês.

A grafoterapia pode ser aconselhada nos seguintes casos:

Correcção da auto-imagem negativa ou do fracasso Correcção de estados de angústia, depressão ou ansiedade Correcção dos defeitos de atenção e memória Correcção da vontade (instável, indecisa…) Correcção de certos defeitos de conduta moral Correcção de tendências hipocondríacas

VANTAGENS

Grafologia é um teste prático e económico da personalidade pelas seguintes razões:

Com esforço mínimo e somente alguns minutos para que um assunto prepare um espécime escrito. A escrita visual é um formulário que é claramente identificável num movimento, expressivo e provavelmente o mais acessível. Condições de teste simples e ferramentas que requerem somente uma posição se sentando confortável, alto de tabela, escolha do escritor da caneta ou instrumento da escrita, e papel desenrugado. Teste universal que pode ser usado com respeito as necessidades ou as situações tais como à colocação vocacional, à avaliação de compatibilidade especial, à identificação forense, e à descrição detalhada da personalidade. Adaptável aos estudos experimentais e é especialmente útil para medir a influencia de antes, durante, e após de condições controladas administradas, tais como drogas ou o hipnose. Nenhum treinamento é requerido pelo verificador. Mínimo requerido pelo assunto, à excepção de saber como escrever, é gerar um espécime escrito. Normalmente pelos dez anos de idade, uma criança domina a habilidade de escrever e é familiar com um modelo do alfabeto. Teste simplificado da avaliação de personalidade nos termos do tempo, dos meios, da posição, da disponibilidade, do treinamento, da instrução, de disciplinas transversais, e de informação de fundo. O espécime escrito é um registro permanente. O espécime escrito é um registro simplificado dos movimentos expressivos comparados à da maioria de gestos. Por exemplo para capturar permanentemente um discurso, a voz, a mão, ou o gesto facial é requisitado uma câmara de filme e tempo para examinar.

Os dados de teste e os resultados analisados convenientemente são armazenados, catalogados, e copiados eletronicamente ou com papel. Fácil de obter a historia precedente dos espécimes passados para a avaliação atual. Por exemplo – o início de uma doença, de drogas, de certa idade, de fadiga, de uma experiência traumática, e de uma ansiedade da situação. As mudanças da personalidade podem ser observadas em figuras históricas. Nenhum contato direto requerido entre o teste, o verificador, e o examinador. Os estudos longitudinais podem ser executados retroativamente. Podem utilizar somente definições operacionais. O estabelecimento de normas do grupo através das medidas gráficas do curso/estrutura é facilmente realizado. A situação de teste não é limitada de duração. Um espécime pode ser coletado em toda a hora conveniente. Os mesmos dados, inalterados, que testam o espécime ou os resultados de teste podem ser analisados por uma equipa dos peritos. Analisado e reanalisando em qualquer altura. Se o teste for aplicado durante um distúrbio (interrupção externa), é fácil repetir o teste sem perda da informação. Pode executar estudos de continuação usando o mesmo método do teste. Adaptável à utilização de padrão de análise estatística e do computador. Um prolongador-régua e um ampliador 20X são as ferramentas do examinador sugerido. Um scanner de alta resolução e uma tabuleta eletrônica da escrita com umas 0,2 definições/milímetro, uma sensibilidade da pressão do grama, e uma velocidade da amostra de 100 hertz podem ser úteis para avaliações especiais. Método eficiente de um auto-avaliação objetivo para a auto-melhoria. Ninguém mais necessita ser envolvido. Pode analisar o indivíduo nos vários estágios de desenvolvimento. O conhecimento intimo de outro é perigoso, mas pode conduzir à compreensão e então à aceitação e/ou ao ajuste. Um método simples para mudar a personalidade praticando formações gráficas para modificar seus traços comportamentais associados. Flexível para a comparação a outros testes psicológicos.

Adaptável aos modelos diferentes da personalidade.

LIMITAÇÕES

O espécime escrito abarcar descrições do comportamento e predições da personalidade. O espécime não pode explicar o “porque”, nem o passado, a raiz-causa para uma ação particular ou circunstância. Destruir um espécime escrito onde o escritor expressou porções emocionalmente carregadas e interesses tem o valor terapêutico. O índice do texto é irrelevante à análise do carácter e não é utilizado pelo analista da caligrafia. A escrita controlada é um ato repetitivo que pode ser usado para modificar a personalidade sugerindo traços comportamentais, mas deve ser executada com grande cuidado. Desde a escrita degradada até à agrafia tal sucede como um resultado de causas psicológicas.

Sua escrita é independente do seu conhecimento como da sua aparência física. O escritor não dá a informação no género, religião, raça, cor, credo, idade, político, influências cultural, força física, origem natural, beleza física, fundo económico-social, qualificações educacionais, status do grupo, e status financeiro. Sua escrita é, entretanto, dependente e influenciada pelas drogas, doença, ansiedade da situação, de experiências traumáticas, de maturidade, de hipnoses, e de fadiga. Estas circunstâncias modificam a personalidade e estados de humor que influencia diretamente a escrita, que num espécime escrito se observa rapidamente. Praticar um teste padrão escrito particular por vinte minutos cada dia por trinta dias para alterar o comportamento deve com cuidadosamente monitorizado. Como uma nota, a escrita de um adolescente tende a ser inconsistente de momento a momento.

AS IMPLICAÇÕES LEGAIS

Legalmente nos Estados Unidos a escrita manual é considerada um comportamento, como indicado pela decisão do Tribunal Supremo dos Estados Unidos v. Marat (1973). Consequentemente, a análise da escrita manual é protegida das condições de privacidade do indivíduo da quarta emenda como indicado pela decisão da corte suprema dos E. U., Estados Unidos v. Dionisio (1973).

Comentar um comportamento publicamente observado não é uma invasão da privacidade como indicado pela decisão da corte suprema dos E. U., Estados Unidos v. Rosinsky (1977).

Eticamente, a habilidade de analisar a escrita de uma pessoa sem seu conhecimento viola o seu direito à privacidade. Na prática da grafologia e como uma precaução legal o analisador grafológico deve obter sempre a permissão do escritor. Deve ainda indicar sempre que a análise é uma opinião. A avaliação de personalidade que utiliza a grafologia é inadmissível nos tribunais como indicador pela decisão do Tribunal Supremo de New York, Cameron v. Knapp (1987).

Mas, um perfil do comportamento obtido usando a habilidade técnica de um grafologista é admissível nos tribunais como indicado pelo tribunal (criminal) do distrito dos E. U., Docket no. 93- 10291(1995). A avaliação de personalidade por outros métodos é legalmente admissível obtendo o consenso psicológico geral para a validez do teste.

Presentemente, a grafologia não define legalmente o consenso entre psicólogos e entre grafologistas. Entretanto, muitos críticos acreditam de que nenhum teste da personalidade tem adequadamente exatidão ou validade científica provada para predizer o comportamento humano ou as ações, especialmente os traços complexos, a desonestidade e a integridade. O conhecimento detalhado de traços disponíveis do carácter não pode com uma certeza de 100 por cento predizer sua aplicação. O comportamento é determinado por combinações do traço, os indicadores gráficos, e é específico da situação; uma situação particular pode alterar a resposta. Para exemplo, os traços ou a situação subjacente que caracterizam o sucesso financeiro não podem ser claramente definidos exatamente. Grafologistas não demonstram a validez correlacionada aceitável através de estudos combinados, classificação de estudos, avaliação de estudo e/ou através de estudos experimentais. Os estudos que contêm uma quantidade grande de variáveis inter-relativas e aleatórias e não contêm características fortemente contrastando produziram uma correlação estatisticamente insignificante.

Uma validade significativa deve ser aproximada da unidade (tendo como nota que esta medida é construída por correlações e a sua aproximação à unidade é proporcional à sua autenticidade).

Grafologistas, os “scriptologistas”, os grafo-analistas, e os analistas da escrita manual oferecem geralmente a desculpas não fundamentadas para os resultados experimentais negativos dessa validade legal dos danos. Infelizmente, a correlação estatística que suporta validações não são suficientes por se provar a causalidade sem verificação adicional. A velocidade da escrita, a simplicidade, espaço da linha, colocação da caneta, e figura oito para a letra “g” correlacionada experimentalmente à inteligência não é suficiente para predizer a inteligência. O uso da grafologia para predizer o desempenho da personalidade como no emprego e a união é legalmente arriscado e insustentável nos tribunais.

CONCLUSÃO

A Grafologia como muitas ciências tem longa história que vinca seus inícios longínquos em tempos incalculáveis.

Mesmo assim com o passar do tempo foi um estudo que se desenvolveu como tantos outros que hoje é aplicada nas mais diversas situações: policiais; forenses; terapêuticas; e até pessoais. Embora não faça parte do quotidiano das pessoas, e muitas não devem saber de sua existência, este estudo sobre o tipo de caligrafias é acessível a todas elas, embora o seu aperfeiçoamento requisite muito estudo, investigação e dedicação.

Em forma de resumo o próximo quadro apresenta de forma geral e superficial as características gerais da caligrafia e suas respectivas características dos indivíduos.

Inclinação para a esquerda: Introversão, timidez, subjetividade

Inclinação para a direita: Sociabilidade, extroversão, optimismo

Inclinação variável: Instabilidade emocional, indecisão

Escrita perpendicular: Equilíbrio, polidez, educação

Letra forte: Liderança, firmeza, autoridade, persuasão, rigidez

Letra fraca: Sensibilidade, refinamento, timidez, preguiça

Letras ligadas: Raciocínio lógico, dinamismo, pensamento rápido

Letras desligadas: Intuição, detalhismo, subjethttp://garcianetodotme.wordpress.com/wp-admin/post-new.php?post_type=postividade, insegurança

Letras grandes: Extroversão, arrogância, loquacidade

Letras pequenas: Timidez, modéstia, cautela, intelectualidade

Escrita tipográfica: Cultura, rigidez, ocultação do íntimo, insatisfação

Outros Aspectos a Observar

Você sabia que é possível conhecer características básicas da personalidade de uma pessoa só com a análise da sua letra? Pois é, a grafologia explica! A palavra vem do grego: grafo significa escrita, e logos estudo. Os grafólogos (ou grafologistas), ao lerem uma assinatura ou um texto manuscrito, conseguem identificar aspectos psicológicos humanos e até detectar doenças neurológicas. O estudo também serve como ciência auxiliar nas áreas de orientação profissional, pedagogia e criminologia, por exemplo.

José Bosco é engenheiro de formação, mas resolveu seguir o caminho da psicanálise e da grafologia, tornando-se especialista no assunto. Segundo ele, personalidade, caráter, temperamento e problemas de saúde de um indivíduo podem ser percebidos na escrita. “Quem escreve não é a mão, mas sim o cérebro, que comanda o movimento muscular. Se existe algum distúrbio emocional, isso será refletido no trabalho cerebral, logo, no movimento do punho que escreve e, consequentemente, na forma da escrita”, explica o autor do livro Grafologia: a Ciência da Escrita.

A grafologia começou a ser estudada no século XVII, na Itália, por um médico chamado Camilo Baldi, que percebeu que o estado fisiológico de seus pacientes se refletia no formato de sua escrita. Antes, porém, uma forma similar de análise era feita em confessionários da Espanha, no século XIV. O rabino Samuel Hangid avaliava o modo como os fiéis escreviam e lhes dava conselhos a partir disso. José Bosco conta que, recentemente, um estudo da Associação Americana de Câncer apontou que é possível diagnosticar tumores em pessoas a partir da grafologia, já que, de acordo com a pesquisa, o paciente com câncer tem sua grafia modificada.

Hoje, a aplicação mais famosa da grafologia no nosso dia a dia é na área profissional, especialmente no departamento de Recursos Humanos das empresas, na hora de avaliar candidatos em processos seletivos. “No Brasil, é mais utilizada para a contratação de executivos em várias empresas, principalmente multinacionais”, confirma José Bosco, que destaca outros campos que se fundamentam na análise da escrita: “Existe a Grafoterapia, em que é possível mudar algum tipo de comportamento que incomoda através de exercícios de modificação da grafia; e a Grafopatologia, que pode diagnosticar tendências a diversas doenças antes mesmo de se manifestarem os sintomas”.

Confira abaixo o que significam algumas características da nossa escrita e identifique-se. Mas lembre-se: o ser humano é muito complexo, portanto, nenhum teste se certificará 100% de como é uma pessoa. A grafologia serve para dar uma ideia de como deve ser a personalidade de alguém.

Velocidade muito rápida – Iniciativa, precipitação, habilidade para improvisações.

Rápida – Agilidade mental, originalidade, habilidade.

Lenta – Cuidado, reserva, serenidade, reflexão.

Muito lenta – Lentidão no pensar, falta de iniciativa, desânimo, submissão.

Pressão forte ao escrever (você pode perceber isso no relevo que se forma do outro lado da folha) – Praticidade, instinto, precisa sempre estar em atividade física, impulsivo sexualmente.

Pressão normal – Firmeza de caráter e constância nos sentimentos.

Pressão leve – Sensibilidade, sofisticação, gostos aristocráticos.

Pressão desigual, que se altera – Ansiedade, inconstância, necessita viver sempre novas sensações, temperamental.

Letras pequenas – Timidez ou sentimento de inferioridade.

Letras grandes e expansivas – Vaidade, autoconfiança, orgulho.

Letras ligadas (ou “de mão dada”) – Raciocínio mais lógico e racional, estabilidade emocional.

Letras desligadas (geralmente cursiva ou de forma) – Intuição, observação de detalhes, dom artístico, valorização do que é belo.

Letras agrupadas (algumas ligadas e outras desligadas) – reflexão, forte poder de análise.

Inclinação para a direita – Extroversão.

Inclinação para a esquerda – Introversão.

Sem inclinação, reta, perpendicular – Autocontrole, firmeza de emoções, geralmente equilibrada.

Inclinação muito variável – Contradição, conflitos emocionais, indecisão, dupla personalidade.

Letras que formam pontas, angulosas – Impulsividade, agressividade.

Retoques excessivos na escrita – Tendência à mentira, vontade de se esconder ou perfeccionismo excessivo.

Letras individuais:

Lado esquerdo menor que o direito (para isso, analise especialmente as maiúsculas) – Acomodação social, falta de ambição.

Lado direito menor que o esquerdo – Ambição.

Laço à esquerda (repare na parte de baixo das letras Q e J minúsculas) – Suavidade interior nas atitudes drásticas da vida.

Ângulo à esquerda, em vez de laço (idem) – Iconoclastia, decisões rápidas.

Letras Q, G e J minúsculas com a parte de baixo puxada para a esquerda, em vez de para a direita – Infidelidade, desonestidade, mentira.

Letra G minúscula com o laço (parte de baixo) muito separado da parte de cima – Tendências à dependência psicológica de álcool e drogas.

Letra G minúscula ligada com a letra seguinte, sem deixar espaço – Fidelidade, tranquilidade na vida sexual e afetiva, sem necessidade de procurar outra pessoa.

Letra M minúscula em arcos, em forma de U – Fidelidade, honestidade, bondade.

Letra M minúscula com laços, como uma mola – Infidelidade, reserva, tendência à falsidade ou mentira.

Letra O minúscula com mais de uma volta ou laço – Maior tendência à mentira.

Letra T com traço muito baixo – Baixa autoestima, medo de falhar.

Letra T com traço pontiagudo – Sarcasmo.

Letra T com traço descendo para a direita – Personalidade dominadora, controladora.

Letras T e V minúsculas com hastes verticais muito abertas – Insegurança, medo de errar, inflexibilidade.

Letras G, J e Y minúsculas com o laço (parte de baixo) bem estreito, quase um traço apenas – Medo de confiar nos outros, de se magoar, personalidade antissocial.

Letras grandes e largas na parte de baixo – Desinibição e forte atividade sexual. Quando a pessoa não faz laços no G, J e Y, apenas puxando-os para baixo, é sexualmente solitária. Já a volta incompleta mostra frustração nesse campo.

Pontos no I e no J minúsculos – Quanto mais perto das letras estão os pingos, mais detalhista é a pessoa. Também mostra boa memória.

Assinatura: A assinatura é o nome da pessoa e representa o “Eu”. Quem dá mais ênfase ao primeiro nome mostra que teve uma infância feliz, enquanto quem destaca o sobrenome geralmente é mais orgulhoso de si.

Assinatura totalmente ilegível – A pessoa tende a ser falsa, evasiva.

Pontos na assinatura – Autoridade, inflexibilidade.

Traços na assinatura, ou nome sublinhado – Autovalorização, tendência à arrogância e agressividade.

Circular a assinatura – Reserva, isolamento, vontade de se esconder ou se preservar.

Assinatura que puxa as letras para baixo (de forma enfática) – Negativismo.

Assinatura que puxa as letras para cima – Otimismo.

Assinatura que termina com o risco da última letra puxando para a esquerda, atravessando o nome -Tendência ao suicídio.

Falta de acentos ou de pontuação – Dificuldades em lidar com a rotina, objetividade.

Baixe Aqui o Livro:

http://www.youblisher.com/p/420261-Grafologia-Expressiva/

 

Leitura Labial automática

setembro 4, 2012

Em sistemas de

reconhecimento automático da fala: Desenvolvimento

de um sistema para o Português Europeu

António Moura12, Vítor Pêra2, Diamantino Freitas2

1ESTG – Instituto Politécnico de Viana do Castelo

Avenida Atlântico, Apartado 574, 4900-348 Viana do Castelo PORTUGAL

Telefone: +351.258.819.700, Fax: +351. 258.827.636

moura@estg.ipvc.pt

2Laboratório de Sinais e Sistemas

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Rua Dr. Roberto Frias, s/n 4200-465 Porto PORTUGAL

Telefone: +351. 225.081.400, Fax: +351.225.081.440

{vpera,dfreitas}@fe.up.pt

A leitura labial é uma abordagem ao problema do reconhecimento automático

de fala que apresenta algumas qualidades importantes em  determinadas aplicações.

Um  dos  objectivos  deste trabalho  foi construir um  sistema  de leitura  labial  e

avaliá-lo na perspectiva da sua integração num reconhecedor audio-visual de fala

contínua. O outro objectivo consistiu na exploração do elevado potencial desta

tecnologia em algumas aplicações na área da engenharia da Acessibilidade. Para

desenvolver  este  sistema,  foi  criada  uma  base  de  dados  adequada.  O  sistema

construído baseou-se em tecnologia com resultados comprovados. Na extracção

das características visuais aplicou-se a um método, definido ao nível do pixel, de

transformação   da   imagem.   A   representação   assim   obtida   é   descodificada

recorrendo  a  modelos  estatísticos  para  os  padrões  visuais  e  gramáticas.  Os

resultados obtidos pelo sistema desenvolvido são  próximos, qualitativamente ao

mesmo  nível,  dos  medidos  em  testes  efectuados  com  especialistas  em  leitura

labia. Estes resultados  sugerem uma integração favoráveldeste leitor labial num

sistema de reconhecimento audio-visual.

1 Introdução

A técnica que se traduz na capacidade de “ler”  o movimento dos lábios para identificar

os sons que um interlocutor produz é designada por leitura labial. Em sentido mais

abrangente, pode dizer-se que esta leitura se enquadra na visualização da fisionomia

completa da pessoa que fala, incluindo as restantes expressões faciais e também outros

gestos corporais.

Está     técnica      é     potencialmente      eficaz     quando     os     movimentos     articulatórios

correspondentes a diferentes palavras são claramente distinguíveis. O interesse desta

técnica  é  fortemente  reforçado,  tornando-se  mesmo  decisivo,  quando  a  abordagem

tradicional  do  reconhecimento  automático  de  fala,  baseada  no  stream  acústico,  é

penalizada  por  condições  acústicas  adversas.  Com  efeito,  o  aumento  substancial  da

robustez dos sistemas de reconhecimento às perturbações no canal acústico constitui,

em geral, a maior motivação para o desenvolvimento desta tecnologia.

No  entanto,  muitos  sons  básicos  da  língua  não  são  distinguíveis  e  outros  são

simplesmente   “invisíveis” através dos lábios, sendo por isso certo que até o melhor

leitor  labial  (humano)  não  conseguirá  reconhecer  correctamente  uma  quantidade

considerável  das  palavras  produzidas.  Também  por  este  facto,  esse  processo  de

reconhecimento recorre frequentemente a informação linguística de elevado nível, como

sejam os contextos semântico e pragmático associados à mensagem. Além disso, tal

como já foi referido, em muitas aplicações a leitura labial pode auxiliar no processo de

reconhecimento multi-modal da fala, integrando no sistema informação discriminativa

importante não veiculada pelo sinal acústico.

É  importante  salientar  que  apesar  das  limitações  da  tecnologia  do  reconhecimento

visual de fala, uma vez que é uma área relativamente recente, em algumas aplicações

pode ser o único recurso para o reconhecimento da mensagem expressa. Daí resulta, em

grande medida, a importância desta tecnologia, por exemplo no desenvolvimento de

ajudas técnicas para a comunicação envolvendo pessoas com incapacidade na produção

da fala ou na sua audição.

Também   para a generalidade dos utilizadores de muitos dispositivos de interacção

homem-máquina, abordagens tradicionais como as baseadas na utilização do teclado ou

do rato têm vindo a ser substituídas por modos mais naturais ao homem, como por

exemplo os gestos ou a voz. Estas transformações têm vindo a registar uma crescente

importância,  exigindo  elevados  esforços  ao  nível  da  investigação  fundamental  e  do

desenvolvimento tecnológico.

Este trabalho teve como principal objectivo construir e analisar o desempenho de um

sistema de leitura labial automático, de modo a avaliar a sua inclusão num reconhecedor

automático de fala contínua. Foi também construído o protótipo de um sistema base de

reconhecimento  audio-visual,  integrando  este  leitor  labial,  tendo  sido  efectuados

diversos testes experimentais.

Outro  objectivo  importante  deste  trabalho  teve  origem  no  elevado  potencial  desta

tecnologia  de  informação  quando  é  dedicada  a  aplicações  para  utilizadores  com

determinada  incapacidade  física.  Em  particular,  neste  trabalho  foi  desenvolvido  um

sistema de reconhecimento de fala para pessoas portadoras de distrofia muscular, o que

permitiu adquirir experiência e conhecimentos muito importantes relativamente a este

tipo de aplicações.

Os   aspectos   essenciais   do   desenvolvimento   dos   protótipos   de   reconhecimento

construídos, incluindo a criação de uma base de dados adequada, são apresentados na

secção  2.  Os  resultados  obtidos  com  o  reconhecedor  single-stream  e  os  resultados

preliminares alcançados pelo  reconhecedor audio-visual são resumidos na secção 3. Na

secção 4 são apresentadas as conclusões mais importantes do trabalho.

2 Desenvolvimento do sistema de reconhecimento

2.1 Aplicação de reconhecimento e base de dados

Esta aplicação teve um propósito de utilidade. Dentro de várias hipóteses formuladas

optou-se pelo desenvolvimento de um módulo de interface de fala para operar uma

calculadora científica. Um dos motivos desta escolha consistiu no nível de complexidade

ser adequado para uma tarefa de leitura labial. O utilizador desta aplicação sofre de

distrofia muscular o que origina maior debilidade física. Nestas condições as interfaces

através da fala são muito vantajosas, sendo particularmente eficazes porque geralmente

o sinal acústico produzido pelo utilizador é relativamente fraco, tornando portanto o

robustecimento acústico um problema crítico. Além disso, o utilizador mantém uma

posição  bastante  estável,  o  que  naturalmente  facilita  a  extracção  de  características

visuais robustas.

Depois de definida a aplicação foi ciada uma base, LPFAV2 [1], de dados audio-visual de

suporte ao desenvolvimento do sistema. Esta base de dados constitui um recurso para

estudos que pretendam ser desenvolvidos no Português Europeu.

A base de dados LPFAV2 é dependente do falante, com um corpus de fala contínua e um

vocabulário de aproximadamente 70 palavras. O material visual da base de dados é

constituído pela imagem da  zona facial, tendo posteriormente sido seleccionada a zona

da boca.

2.2 Reconhecedor Visual

2.2.1 Extracção de características

Para o reconhecimento automático da fala, naturalmente as características visuais de

relevo são aquelas que apresentam uma maior capacidade de discriminar as diversas

classes  linguísticas.  Analisando  os  movimentos  faciais  associados  ao  acto  de  falar,

constata-se que as características mais discriminativas são as extraídas da imagem da

região da boca (lábios). Por isso, no sistema construído utilizou-se apenas essa parte da

face, chamada região de interesse (ROI).

A  solução  implementada  para  a  localização  da  ROI  baseou-se  em  características  da

fisionomia  da  face  humana.  Nomeadamente,  uma  vez  que  esta  é  essencialmente

simétrica, facilmente se obtém o eixo de simetria o qual intercepta a zona labial nos

limites verticais da ROI. De facto, durante a gravação da base de dados o utilizador

manteve uma postura estável em relação à iluminação e ao equipamento de aquisição,

com a cabeça na posição vertical e sem oscilações significativas. A determinação do eixo

de  simetria  facilita  a  detecção  posterior  da  zona  labial.  O  algoritmo  baseia-se  na

diferença  entre  blocos  da  imagem,  procurando-se  o  valor  mínimo,  o  que  acontece

quando a imagem é simétrica. A partir deste pontos de intercepção é realizado um

varrimento horizontal nos dois sentidos até serem encontrados os pontos extremos

laterias dos lábios. Deste modo ficou definido o rectângulo correspondente à ROI.

Uma vez que a janela que define a ROI varia devido ao movimento da boca, decidiu-se

normalizá-la obtendo-se uma imagem de dimensões 32  32 pixels.A cada frame da ROI

aplica-se a transformada discreta do co-seno (Discrete Cosine Transform – DCT) [2]. A

DCT  gera  um  vector  de  coeficientes,     pouco  correlacionados  entre  si,  apenas  com

dimensão 26 em resultado da compressão de informação

2.2.2 Modelação visual

As unidades linguísticas elementares do sistema desenvolvido estão definidas a nível da

palavra.   A  escolhas  destas   unidades   foi  possível   uma   vez  que   a   aplicação  de

reconhecimento      é      realizada      sobre      um      vocabulário      relativamente      pequeno

(aproximadamente 70 palavras), e o conjunto de treino apresenta suficientes repetições

de cada palavra. A modelação ao nível da palavra é vantajosa pois é mais precisa do que

a modelação por fonemas. Isto acontece uma vez que a segmentação palavra a palavra

introduz   de   uma   maneira   natural   uma   contextualização   que   é   importante   no

reconhecimento contínuo da fala, embora ainda subsista o problema da co-articulação

entre as palavras.

Na modelação das unidades de fala foram utilizados os HMM (Modelos de Markov Não

Observáveis) [3] dadas as suas vantagens e méritos comprovados nas aplicações de

reconhecimento  de  fala.  Após  uma  análise  do  tipo  de  modelos  HMM  existentes,

discretos, contínuos e semi-contínuos, e suas vantagens e desvantagens, foi decidido

implementar os modelos HMM do tipo semi-contínuo, SCHMM [4].

O  treino  dos  modelos  consistiu  na  solução  de  um  problema  de  optimização  dos

parâmetros, tendo sido considerado o Critério da Máxima Verosimilhança [5]. A sua

implementação  baseou-se  no  algoritmo  Segmental  K-means  [6],  em  que,    apenas  o

melhor caminho era utilizado. Inicialmente é necessário gerar o codebook e iniciar os

modelos, realizando-se posteriormente, um processo de adaptação dos seus parâmetros.

2.2.3 Modelação linguística

Foram   ainda   desenvolvidos   modelos   linguísticos   baseados   nos   paradigmas   das

gramáticas generativas estocásticas  de modo a diminuir a perplexidade da tarefa. Estes

modelos tornaram-se importantes em situações em que a capacidade discriminativa dos

modelos visuais é reduzida.

O lexico da aplicação está dividido em 4 classes: Numerais, Operadores Matemáticos,

Comandos e Palaveas de Ligação. Com base nesta divisão e na natureza bastante rígida

das  frases  para  operar  a  calculadora,  foi  desenhada  uma  gramática  generativa,

disponibilizada juntamente com a base de dados LPFAV2. Com o auxílio do software

Statistical Language Modelling toolkit da Universidade de Carnegie Mellon, 2ª versão,

foram desenvolvidos duas gramáticas estocásticas, uma unigram e uma bigram [1].

2.2.4 Descodificação

O descodificador tem como função categorizar a informação veiculada pelo stream de

características  visuais.  Neste  sistema,  foi  implementado  com  base  no  algoritmo  de

Viterbi [7]. Assim, durante o reconhecimento, no cálculo da verosimilhança acumulada

de  qualquer  uma  das  diversas  hipóteses  em  curso,  é  apenas  considerado  o  melhor

caminho no espaço de busca. Além deste método de descodificação ser consistente com

o  algoritmo  de  treino  Segmental  K-means  [6],  é  sabido  que  o  erro  no  cálculo  das

verosimilhanças   resultante   desta   aproximação   não   afecta   significativamente   o

desempenho do reconhecedor. A implementação do algoritmo foi feita através da técnica

de passagem de tokens.

2.3 Reconhecedor Audio-Visual

Depois de realizados diversos testes e afinações sobre o reconhecedor single-stream

visual, o módulo de análise e os modelos visuais foram integrados numa versão inicial de

um protótipo para reconhecimento audio-visual.

As características acústicas seleccionadas basearam-se no método de representação do

sinal  através  dos  coeficientes  Mel-cepstrais  (MFCC)  [8].  À  semelhança  dos  modelos

visuais, os acústicos foram treinados separadamente utilizando os mesmos critério e

algoritmo. Ambos os modelos foram integrados, juntamente com o modelo linguístico,

num descodificador multi-stream.

3 Resultados

O reconhecedor labial apresentou uma taxa de palavras erradas (WER) de 36,88%abs

num  conjunto  de  dados  para  desenvolvimento  e  de  38,44%abs  num  conjunto  de

validação.  Este  desempenho  é  razoável,  tomando  como  referência  os  resultados

alcançados  por  sistemas  e  aplicações  equiparáveis.  No  sentido  de  aferir  melhor  a

qualidade dos resultados obtidos por este sistema, foram realizados testes de leitura

labial com dois indivíduos especializados nesta função. Verificou-se que apesar da tarefa

de reconhecimento assentar num vocabulário pequeno, a taxas de palavras erradas,

atingidas pelos especialistas em leitura labial foram 31,28% abs e 28,12% abs.

A integração do stream visual no reconhecedor multi-stream, conduziu a uma redução

de 20%rel da taxa de palavras erradas.

4 Conclusões

Com o trabalho desenvolvido foi construido um sistema automático de leitura labial

para uma aplicação de reconhecimento de fala contínua. Os resultados alcançados por

este sistema estão próximos dos obtidos por indivíduos especializados em leitura labial.

Uma vez que se trata de uma versão inicial do protótipo, existe uma margem de evolução

do  sistema  e  respectivos  resultados.  Esta  evolução  passará  em  grande  parte  pelo

desenvolvimento dos métodos para a extracção de características visuais. Também os

modelos visuais deverão ser objecto de refinamento, quer ao nível estrutural, quer ao

nível dos métodos de treino, de modo a a torná-los mais discriminativos.

Este  trabalho  foi  proveitoso  a  nível  da  aquisição  de  conhecimentos,  experiência  e

sensibilidade relativa às tecnologias no âmbito da Engenharia da Acessibilidade.  Com

este trabalho deu-se um primeiro passo na demosntração da  vantagem em desenvolver

um sistema de leitura labial em aplicações, no Português Europeu, similares à descrita.

Referências

[1]  Pera, Vitor, Moura, Antonio, Freitas, Diamantino (2004), “LPFAV2: a new multi-

modal database for developing speech recognition systems for an assistive

technology application”, SPECOM-2004, 73-76.

[2] Potamianos, G., Graf, H.P., and Cosatto, E., “An image transform approach for HMM

based automatic lipreading”, Proc. International Conference on Image Processing,

Chicago, IL, vol. I, pp. 173–177, 1998.

[3] Baum, L. E., Petrie, T., “Statistical inference for probabilistic functions of finite state

Markov chains”, Ann. Math. Stat. Vol. 37, pp. 1554-1563, 1966.

[4] Huang, X. D., Jack, M. A., “Semi-continuous hidden Markov models for speech

recognition. Computer Speech and Language”, vol.(3), pp.239-252, 1989.

[5] McDermott, E., “Discriminative Training for Speech Recognition”, Ph.D. Thesis,

Waseda, Japan, 1997.

[6] BJuang, B. H., Rabiner, L. R., “The segmental k-means algorithm for estimating

parameters of hidden Markov Models”, IEEE Transactions on Signal Processing, vol.

(38), p. 1639, 1985.

[7] Viterbi, A. J., “Error bounds for convolutional codes and an asymptotically optimal

decoding algorithm”, IEEE Trans. Information Theory, IT-13:260-269, 1967.

[8]  Hermansky, H., “Exploring Temporal Domain for Robustness in Speech

Recognition”, 15th International Congress on Acoustics, 199

A invenção do papel foi um processo desenvolvido ao longo dos tempos históricos, simultaneamente por diferentes povos em diferentes regiões geográficas.

O Papiro que é um dos predecessores do papel como o são outros produtos similares obtidos por martelagem ou prensagem de materiais fibrosos faz parte de uma série de produtos conhecidos pelo nome genérico de “tapa” os quais eram feitos não só do papiro do Nilo mas também e principalmente da camada mais interior das cascas (liber) de várias plantas lenhosas como amoreiras, figueiras e outras com destaque para as do gênero Daphne.

Este “tapa” encontrava-se com muita freqüência ao longo de uma faixa geográfica a norte da região equatorial.

A técnica mais antiga é ainda hoje utilizada para fazer papel em algumas regiões dos Himalaias e do Sueste Asiático, consistindo no seguinte:

Um cozimento de fibras do “liber” (casca interior) de certas árvores e arbustos é estendido por martelagem com martelos de madeira (maços) até que se forme uma camada delgada de fibras que depois é misturada com água numa celha até formar pasta. Numa outra celha grande com água é colocado um caixilho de madeira (fôrma) com um fundo de pano que fica submerso um pouco abaixo da superfície da água. O “papeleiro” despeja na fôrma a quantidade de pasta necessária para fazer uma folha de papel e espalha-a com a mão até formar uma camada delgada e uniforme sobre o fundo de pano da fôrma a qual é retirada da água que começa a escorrer através do pano, ficando sobre este a nova folha de papel, sendo o conjunto colocado ao sol ou ao lume para secar. Quando seca esta folha separa-se facilmente do tecido da forma e para além de um possível alisamento não necessita de mais tratamentos até ser utilizada (para escrita ou desenho).

Trata-se de uma técnica com dois inconvenientes imediatos. Primeiro é necessário uma fôrma para cada nova folha de papel a qual só poderá ser novamente utilizada após a secagem da folha anterior nela fabricada. O segundo inconveniente reside na dificuldade em se obterem rapidamente os cozimentos de liber nem sempre disponível em quantidade suficiente.

Descobertas recentes de papéis em túmulos chineses muito antigos, mostraram que na China se fabrica papel desde os últimos séculos antes da Era Cristã. Não há dúvidas que os chineses foram aperfeiçoando as técnicas de fabrico de papel substituindo o tecido do fundo da fôrma por uma teia de pequenos paus de bambu e assim libertaram o “papeleiro” da necessidade de nela secar a folha de papel uma vez que esta ainda molhada escorrega sobre o fundo de bambu podendo ser então posta a secar.

Ainda na China e segundo registos existentes, no ano 105 da Era Cristã o oficial da corte imperial Ts’ai Lun inventou o fabrico do papel a partir de desperdícios de téxteis ou seja de trapos.

E assim surgiu o papel tal como hoje o conhecemos.

Depois os papeleiros chineses foram diversificando a produção introduzindo no uso corrente vários tipos de papéis como os papéis encerados, revestidos e tingidos, ou protegidos contra insetos mas as dificuldades para satisfazer a procura crescente dos serviços públicos levaram-nos a procurar mais fibras e optaram então pelo bambú que desfibravam cozendo-o em meio alcalino (lixivação).

Da China as técnicas de fabricação do papel passaram rapidamente à Coréia e foram introduzidas no Japão no ano 610 da nossa Era. Nestes dois países o papel é ainda, e em escala significativa, fabricado manualmente seguindo a velha tradição e de preferência a partir de fibras virgens do liber da amoreira (em japonês Kaza). Após o cozimento as fibras longas e íntegras são preparadas apenas por batimento o que dá ao papel um aspecto característico e uma excelente qualidade a qual é devida entre outras razões às repetidas e rápidas imersões da fôrma o que dá origem a uma folha de papel de camadas múltiplas o que muito melhora a sua qualidade.

O conhecimento da maneira de fazer papel espalhou-se rapidamente pela Ásia Central e Tibete e daí passou à Índia. Os árabes na sua expansão para o Oriente tomaram contacto com a produção deste novo material suporte da escrita na região de Samarcanda e subseqüentemente instalaram fábricas de papel em Bagdad, Damasco, Cairo e mais tarde em Marrocos, na Espanha e na Sicília, utilizando, quase exclusivamente trapos, pois era-lhes difícil obter outros materiais fibrosos .

Os equipamentos primitivos do processo tais como os moinhos para os trapos permitiam apenas produzir uma pasta mecânica de fraca qualidade. Os árabes, no entanto, conseguiam com fôrmas de juncos, fazer folhas delgadas de papel que revestiam em ambas as faces com pasta de amido o que melhorava a sua qualidade para escrita e a sua aparência fina.

Um pouco mais sobre a história do papel

Pedra, madeira, placas de barro. Papiro e pergaminho. Cânhamo, capim e palha. Trapos velhos. Todos foram materiais para escrita usados pela humanidade durante séculos. Mas somente em meados do século XIX a madeira passou a ser a principal matéria-prima para fabricação de papel e só a partir dos anos 60 a espécie eucalipto tornou-se amplamente utilizada como a principal fonte de fibra para fabricação do papel.

Praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Cada espécie produz fibras de celulose com características específicas, o que confere ao papel propriedades especiais.

No hemisfério ocidental, farrapos de pano constituíram o insumo básico para a fabricação do papel desde a Idade Média até meados do século XIX, quando a demanda desse material passou a exceder a oferta em decorrência da Revolução Industrial. O uso subseqüente da madeira como matéria-prima representou um divisor de águas na história do papel.

Graças à madeira, a fabricação do papel transformou-o de um artigo de luxo, alta qualidade e baixo volume de produção em um bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo um alto padrão de qualidade.

As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas de coníferas encontradas nas zonas temperadas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies – o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o bordo, nos Estados Unidos e Europa central e ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul – são hoje empregadas na indústria de papel e celulose.

No decorrer desse século, os técnicos e engenheiros florestais aprenderam a manejar espécies cujos ciclos de crescimento são bastante longos. Por exemplo, os climas frios do hemisfério norte promovem um crescimento lento e ciclos muito longos, enquanto que nas zonas tropicais ocorre o inverso. As coníferas do litoral da América do Norte, por exemplo, levam 80 anos para amadurecer.

Até mesmo o choupo leva, no mínimo, 15 anos para atingir sua altura plena.

A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no início dos anos 60, e ainda era considerada uma “novidade” até a década de 70. Entretanto, dentre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto brasileiro é a que tem o menor ciclo de crescimento – somente sete anos.

Isso se traduz em altíssima produtividade florestal. Graças ao intenso programa de pesquisa e desenvolvimento da Companhia, as florestas cultivadas pela Aracruz rendem, em média, 45 m3/ha/ano de madeira, enquanto a média para florestas norte-americanas está entre 2m3 e 4 m3.

O ciclo de crescimento menor permite redução tanto de investimentos como dos custos de produção da madeira. A área cultivada para fornecer matéria-prima para a fábrica também é menor, o que reduz consideravelmente os custos de transporte. Além disso, a alta produtividade da floresta proporciona uma utilização mais racional dos recursos naturais e mais espaço disponível para outros usos da terra igualmente importantes.

A combinação de ciclo de crescimento menor e técnicas pioneiras de clonagem desenvolvidas pela Aracruz, permite introduzir melhorias genéticas com maior rapidez, promovendo um impacto quantitativo e qualitativo no cultivo e na produção de pasta de celulose. Assim, em menos de 15 anos, a Companhia desenvolveu árvores cada vez mais adaptadas aos solos e condições climáticas dos locais onde são cultivadas.

O eucalipto da Aracruz é altamente resistente a doenças, possui troncos retos e ramos curtos e pode ser selecionado para produzir fibras de características distintas.

A Aracruz aproveita todo o seu potencial, desenvolvendo e produzindo matéria-prima utilizada mundialmente em uma grande variedade de produtos.

O mundo evoluiu muito desde a invenção do papel. O século XX introduziu práticas de manejo florestal, que garantem a sustentabilidade do fornecimento de matéria-prima.

Os plantios de eucalipto podem ser considerados a grande conquista rumo ao controle total da matéria-prima.

O homem começou a registrar sua história por volta de 6.000 a. C., através de entalhes em pedra, madeira ou placas de barro. A escrita surgiu independentemente no Egito, na Mesopotâmia e na China.

Desde então, os materiais utilizados para gravar informações evoluíram de forma extraordinária e culminaram hoje com o aproveitamento de espécies florestais de rápido crescimento que ser transformam em papéis de alta qualidade. Eis alguns dos mais importantes eventos da história do papel:

105 d.C. – A invenção de papel é atribuída a T’sai Lun na China, fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica.

1000 até cerca de 1830 – Trapos velhos eram o insumo básico da indústria de papel até meados do século XIX (costume interrompido em meados do século XVII, quando acreditava-se que os restos de pano contribuíam para a propagação da peste).

1719 – O naturalista francês Reaumur sugere o uso da madeira como matéria-prima para o fabrico de papel, ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.

Meados Séc. XIX – surge a demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel.

1838 – produção de pasta de palha branqueada.

Anos 1840 – Na Alemanha, desenvolve-se um processo para trituração de madeira. As fibras são separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como “pasta mecânica” de celulose.

1854 – É patenteado na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com soda cáustica. A lignina, cimento orgânico que une as fibras, é dissolvida e removida, surgindo a primeira “pasta química”.

Anos 1860 – Invenção do papel cuchê. Lançamento do papel higiênico em forma de rolo. Surgem na Finlândia as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.

Por Pierre Noe, Gerente de Serviços Técnicos da Aracruz na Europa.

 

Mais uma HISTÓRIA do papel

“A Reciclagem Começa no Coração da Gente”

O papel usado como suporte para escrita é o material mais usado nos dias de hoje, embora haja ainda a permanência de outros materiais.

Antes da criação do papel, em alguns países e/ou grupos humanos existiram maneiras curiosas do homem se expressar através da escrita. Na Índia, usavam as folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Estes dois últimos antecederam a descoberta do papel. Entre outros povos era comum o uso da pedra, barro e até mesmo a casca das arvores. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho.

O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nos. O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de “tonalamatl”.

A palavra papel é originária do latim “papyrus”. Nome dado a um vegetal da família “Cepareas” (Cyperua papyrus). A medula dos seus caules era empregada, como já referido, pelos egípcios, há 2 400 anos antes de Cristo. Entretanto foram os chineses os primeiros a fabricarem o papel como o atual. Por volta do século VI a.C. os chineses começaram a produzir um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita. O papel produzido após a proclamação da invenção, diferenciava-se desse, unicamente pela matéria prima utilizada.

A maioria dos historiadores concorda em atribuir a T’sai Lun, um oficial da Corte Imperial Chinesa (150 d.C.) a primazia de ter feito papel por meio de polpação de redes de pesca e de trapos e mais tarde usado vegetais. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos. O uso do papel estendeu-se até os confins do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas. Até então a difusão da fabricação do papel foi lenta. Tudo parece indicar que a partir do ano 751 (d.C), quando os árabes, instalados em Samarkanda, grande entreposto das caravanas provenientes da China, aprisionaram 2 chineses que conheciam a arte do papel e a trocaram pela sua liberdade. Daí então foi possível a quebra do monopólio chinês com o início da produção de papel em Bagdá (795 d.C.). A partir daquele momento a difusão do conhecimento sobre a produção do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África ate a Península Ibérica.

Os primeiros moinhos papeleiros europeus localizaram-se na Espanha, em Xativa e Toledo (1085). Ao mesmo tempo via Sicilia ou Palestina, o papel foi introduzido na Itália. Depois em 1184 chegou a França e então lentamente outros países começaram a estabelecer suas manufaturas nacionais. Na América foi introduzido pelos colonizadores e no Brasil em 1809. A sua produção se deu desde então a nível industrial.

No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que permitia desfazer trapos desintegrando-os até o estado de fibra. O uso dessa máquina que passou a chamar-se de “holandesa”, foi se propagando e chegou até os nossos dias sem que os sucessivos aperfeiçoamentos tenham modificado a sua idéia básica.

No fim do século XVIII, a revolução industrial amenizou a constante escassez de matéria prima para a indústria de papel e aumentou a demanda criando um mercado com grande poder de consumo. Em fins do século XVIII e princípios do século XIX a indústria do papel ganhou um grande impulso com a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.

Há aproximadamente 15, 20 anos é que no Brasil, artistas plásticos vêem resgatando e difundindo as técnicas de produção do papel artesanal.

E outra: A História do Papel

Antecedentes

Antes da invenção do papel, o homem se utilizava de diversas formas para se expressar através da escrita. Na Índia, eram usadas as folhas de palmeiras. Os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China escrevia-se em conchas e em cascos de tartaruga. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nos. O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de “tonalamatl”.

A palavra papel é originária do latim “papyrus“. Nome dado a um vegetal da família “Cepareas” (Cyperua papyrus). A medula dos seus caules era empregada, como suporte da escrita, pelos egípcios, há 2 400 anos antes de Cristo. Entretanto foram os chineses os primeiros a fabricarem o papel como o atual, começando a produção de papel a partir de fibras de bambu e da seda.

O surgimento, no Oriente

A invenção do papel feito de fibras vegetais é atribuído aos chineses. A invenção teria sido obra do ministro chinês da agricultura Tsai-Lun, no ano de 123 antes de Cristo. A folha de papel fabricada na época seria feita pela fibra da Morus papyrifer ou Broussonetia papurifera, Kodzu e da erva chinesa “Boehmeria”, além do bambu.

Por volta do ano 610 D.C., os monges coreanos Doncho e Hojo, enviados à China pelo rei da Coréia disseminaram o invento pela Coréia e também pelo Japão. Entre os prisioneiros que chegaram a Samarkand (Ásia Central), havia alguns que aprenderam as técnicas de fabricação. O papel fabricado pelos samarkandos e coreanos, mais tarde, passaram a ser feitos com restos de tecidos, desprezando-se os demais materiais fibrosos. Por volta de 795 instalou-se em Bagdá (Turquia) uma fábrica de papel. A indústria floresceu na cidade até o século XV. Em Damasco (Síria), no século X, além de objetos de arte, tecidos e tapetes, se fabricava o papel chamado “carta damascena”, que se exportava ao Ocidente.

Entrada pela Espanha

A fabricação estendeu-se logo às costas do norte da África, chegando até a Europa pela península Ibérica, onde por volta do ano 1150 os árabes a implantaram em Xativa (Espanha).

Os fabricantes de Játiva produziam papel de algodão no século XI. O material, de frágil consistência, a julgar pelas toscas mostras de épocas posteriores que se conservaram, revelam uma elaboração obtida com escassos elementos à base de algodão cru. Além de Játiva, outra cidade espanhola a dominar a produção do papel foi Toledo, onde era fabricado o papel chamado “toledano”.

Os próprios árabes chegaram a importar o papel fabricado na Espanha nos séculos IX e X, mas o uso generalizado do papel espanhol só aconteceu no século XIII. Há registros, ainda que controversos, da produção de papel em Valencia, Gerona e Manresa, no período. No século XIV, a indústria se estende às regiões de Aragão e Catalunha, embora ainda fosse muito utilizado o pergaminho de pele.

O surgimento da imprensa

A partir da invenção da imprensa, o aumento de consumo fez com que aumentassem o número de moinhos papeleiros. Se o aumento da produção tipográfica, por um lado consumia infinitamente mais papel que antes, no tempo dos copistas, a necessidade de importar implicava, para os países consumidores, maior dificuldade em produzir, já que os navios que traziam o papel fabricado em Flandres ou na Itália, levavam restos de tecidos usados para seus países. Diversos países chegaram a proibir a exportação de trapos, sem o que a indústria nacional do papel não conseguia elevar a produção para atender o consumo, sempre crescente.

 

Outros países da Europa

Na Alemanha, remonta ao fim do século XII as primeiras iniciativas na produção do papel. As cidades pioneiras foram Kaufheuren, em 1312; Nuremberg, em 1319 e Augsburgo, em 1320. Seguem-se Munich, Leesdorf e Basiléia, que também implantam no mesmo século as suas fábricas, geralmente em decorrência da demanda proporcionada pelas tipografias ligadas à Igreja e às Universidades. Na França, onde já se fabricava papel artesanalmente desde o ano de 1248, o primeiro moinho surge na cidade de Troyes, em 1350. Na Inglaterra, o papel só começa a ser produzido industrialmente em 1460, na cidade de Steuenage e quase um século depois (1558), em Dartford.

Na Itália já se fabricava papel desde o ano de 1200, em Fabriano, onde fora introduzido por Pace. Há ainda quem afirme que o primeiro fabricante seria Bernardo de Praga, enquanto outros sustentam que a primazia caberia ao mestre Polese, a quem se atribui, também, a inovação da substituição do algodão pela pasta de linho. As cidades italianas, que importavam o papel no século XIII, passaram a ser abastecidas, já no século XIV, pelos papeleiros de Fabriano, Pádia e Caller, onde a indústria estava bastante desenvolvida. Antes de 1500 já se contavam indústrias em Sabóia, Lombardo, Tosca e Roma.

Até o final do século XVIII, a fabricação do papel era totalmente artesanal. Os moinhos de papel eram oficinas primitivas, e as folhas de papel eram feitas uma a uma, em quantidades bastante reduzidas. A indústria surge apenas quando é possível mecanizar o processo.

O fato que deu o grande impulso à fabricação do papel foi, sem dúvida, a invenção da imprensa e logo a Reforma, com o grande resurgimento intelectual que desenvolveu-se em todo o período do Renascimento. A este fator seguiu-se, depois, a máquina de fabricar papel contínuo. Um operário francês Louis Robert obteve, em 1799, patente para uma máquina agitadora quem em 1800 foi vendida para Didot, o diretor da fábrica de Saint-Leger. Juan Gamble a patente para a Inglaterra e a explorou em sociedade com Fourdrinier e Donkin, aperfeiçoando-se muito a máquina.

O papel nas Américas

A primeira fabrica de papel nos Estados Unidos foi estabelecida em 1690 por Guillermo Rittenhousa em Germantown, Pensilvânia, onde a matéria prima essencial era fornecida pela população (trapos de algodão e linho) e a água era abundante. Por volta de 1800, existiam mais de 180 fábricas de papel nos Estados Unidos, e os trapos de tecido tornavam-se escassos (e caros). O primeiro jornal dos Estados Unidos em papel de polpa de madeira foi impresso 1863, em Boston, Massachusets (Boston Weekly Journal).

No Brasil

A primeira fábrica de papel no Brasil surge com a vinda da família real portuguesa. Localizada no Andaraí Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. Em 1837 surge a indústria de André Gaillar e, em 1841, a de Zeferino Ferrez.

PROCESSO DE FABRICAÇÃO INDUSTRIAL

É na floresta, em meio às fantásticas criações da natureza, que inicia-se o envolvente processo de produção da celulose, papel e cartão.

Nas florestas plantamos eucaliptos, que após sete anos, estão prontos para se transformar em papel.

As toras menores são utilizadas para a produção de energia nas cadeiras de biomassa, as maiores vão para o pátio de madeira e em seguida para o picador onde se transformam em cavacos.

Do pátio de cavacos eles vão para o digestor para serem cozidos com produtos químicos e se transformarem em pasta de celulose.

Esta pasta segue para a mesa plana da máquina de papel e inicia-se a formação da folha, que é prensada, seca e enrolada, formando grandes rolos de papel. Os enormes rolos são transformados em bobinas menores que podem ir direto para o uso… ou então cortadas em folhas de diversos formatos.

Este papel está pronto para ser utilizado, transformando-se em cadernos, livros, revistas, embalagens, talões de cheques, pastas e calendários…

Todo papel que utilizamos em nosso dia-a-dia pode ser reciclado, transformando-se novamente em papel.

Como você viu, esse fascinante processo depende de muita consciência para que uma inesgotável fonte natural permaneça viva e pronta para gerar frutos de importância infindável para o nosso dia-a-dia.

Aqui estão algumas “fórmulas” para fabricação do Papel Reciclado.

PROCESSO do papel reciclado:

O Processo abaixo descrito é um processo que permite a qualquer pessoa produzir um papel de baixa qualidade e conseqüentemente descartável.

Um papel não descartável destinado a luminárias, bandejas ou obras de arte é sem dúvida um papel muito mais elaborado. Quando produzido com esta destinação exige que se faça controle do Ph. O papel muito ácido é facilmente, atacado por fungos, que deixam manchas intensas. Além desse controle há necessidade do uso de alguns químicos para melhorar resistência, a opacidade e evitar o ataque de fungos e insetos.

Processo de elaboração do Papel Reciclado

1- Picote qualquer tipo de papel em pedaços bem pequenos. Cubra e deixe de molho de um dia para o outro.

2- Bata no liquidificador e transfira para uma bacia com o dobro de água.

3- Use peneiras pequenas, em diferentes formatos e introduza até o fundo da bacia.

4- Levante a peneira e retire-a, acomodando a massa coada de forma homogênea.

5- Ponha a peneira com a pasta de papel sobre folhas de jornal e enxugue.

6- Depois de seca, retire com cuidado e crie o que quiser


 

 

Faça você mesmo seu Papel reciclado

(autoria não identificada)

1- Rasgue o papel a ser reciclado em pedaços de aproximadamente 3×3 cm . Deixe-os de molho de um dia para o outro .

2- Bata no liquidificador o papel que ficou de molho . Comece com 15 pedaços de papel para meio litro de água e aos poucos vá percebendo quanto papel pode ser batido ao mesmo tempo . Cuidado: muito papel o funcionamento do motor e as fibras não ficam bem batidas.

3- Meça a massa de papel e coloque-a na bacia com o dobro de água . Mexa bem, e mergulhe a peneira .

4- Chacoalhe a peneira devagar, espalhando a massa por igual . Deixe o excesso de água escorrer da peneira em cima da bacia . Nesse momento, você pode acrescentar folhas, pétalas ou pedaços de papel colorido .

5- Inverta a peneira com a massa de papel em cima do pano de prato, que por sua vez está em cima de uma pilha de jornais . Prense com cuidado a esponja sobre a massa de papel, absorvendo toda a água possível .

6- Levante a peneira pelas bordas. A massa ficará aderida ao pano . Dobre o pano sobre a massa, embrulhando bem, e pendure-o num varal e deixe secar !

7- Retire do varal o papel embrulhado no pano de prato . estenda sobre a mesa e descole com cuidado o papel seco do pano de prato .

Depois de pronto e seco, é só decorar ou utilizar para outra coisa útil !


Receita de como fazer Papel Reciclado

(Receita do Colégio St. Patrick’s)

1.Picar os papéis com a mão

2.Colocar de molho na água durante 1/2 hora

3.Bater no liquidificador com mais ou menos 1 litro de água (bater bem)

4.Despejar numa bacia grande e adicionar mais 1 litro de água

5.Misturar com a mão

6.Mergulhar a peneira com a parte do nylon para cima

7.Na superfície, cobrir com uma folha de jornal dobrada

8.Virar de cabeça para baixo sobre uma superfície lisa

9.Secar o interior da peneira com um pano

10.Segurar o jornal e com a outra mão levantar a peneira de uma vez só

11.Pendurar o jornal no varal até secar totalmente o papel

12.Descolar o papel do jornal pelos cantos


Papel fazendo Papel

por Regina Barbosa

(Revista TransMídia)

Fazer papel artesanal é um processo alquímico, é transformar um material destinado ao lixo em algo nobre. O lixo se transforma num papel rústico que pode ficar muito bonito e diferente do papel comum.

Estima-se que cerca da metade das florestas do planeta já foram devastadas. Nos últimos trinta anos, o lixo no mundo multiplicou-se por três. A reciclagem de papel, além de ajudar a solucionar o problema do acúmulo de lixo, também diminui a devastação das florestas. Pode ser através da reciclagem artesanal, que é feita de forma rudimentar, mas com ótimos resultados, e principalmente da reciclagem industrial, que nos últimos anos vem aprimorando tecnologia e confeccionando papéis com qualidade similar ao produzido diretamente da madeira. “Cada tonelada de papel reciclado economiza de 17 a 20 árvores (eucaliptos com 7 anos de idade) ou uma área plantada de 100 a 350 m2, diminui aproximadamente 4.000 quilowats/hora em relação

ao papel virgem, reduz a poluição do ar e o consumo de água”.

Essa reciclagem só é viabilizada se houver a coleta seletiva do papel. O papel utilizado não deve se misturar com outros materiais, principalmente o lixo orgânico. Mesmo que ele esteja amassado, riscado, rasgado, pintado, o que importa é aproveitar esse papel para se fazer mais papel. Veja abaixo uma receita básica para confeccionar 10 folhas de papel reciclado no formato 20 x 15 cm, bem como alguns procedimentos para confecção de papel caseiro e papel machê.

P A P E L R E C I C L A D O

MATERIAL

LIQUIDIFICADOR DOMÉSTICO; ÁGUA; COLA BRANCA; PAPEL USADO; 11 PEDAÇOS DE PANO ABSORVENTE, no formato 30 x 25 cm; 2 ARMAÇÕES de 20 x 15 cm; 2 PEDAÇOS DE MADEIRAS RESISTENTES de 30 x 50 cm; 1 BALDE tamanho médio; 1 BACIA tamanho grande; ÁGUA SANITÁRIA.

MÉTODO

1 – COLETA SELETIVA

* Faça a coleta seletiva do papel.

OBSERVAÇÕES:

* Não servem os papéis plastificados e aqueles usados para higiene.

* A cor, a textura e o estilo de papel que se quer produzir depende do tipo de papel utilizado.

* Os papéis que apresentam um melhor resultado são aqueles usados em computador, em xerox ou off set e cartolina; papel de presente e papel de caderno.

2 – TRITURAGEM

* Coloque os papéis selecionados no balde, cubra com água e deixe de molho por um dia.

* Rasgue o papel amolecido em pequenos pedaços e coloque no liquidificador, complete com água, 1/2 colher (chá) de cola e triture até ficar pastoso.

* Repita este processo 5 vezes.

OBSERVAÇÕES: * A trituragem consiste em quebrar as fibras, transformando o papel em polpa.

* A quantidade de papel e água deve ser de acordo com a capacidade do liquidificador.

* O liquidificador industrial é o ideal, mas o doméstico pode ser utilizado, tendo cuidado para não sobrecarregar o equipamento.

* Após utilizar o liquidificador, encha de água o copo, acrescente 3 gotas de água sanitária, deixe por 15 minutos e enxague com água corrente. Agindo assim, o liquidificador ficará apto para o uso doméstico.

3 – O BANHO

* Despeje o papel triturado na bacia, acrescente três vezes a mesma quantidade de água e misture tudo.

* Com a tela gradeada embaixo do molde, mergulhe as armações no banho e suba-as devagarzinho com a polpa do papel.

* Retire as armações do banho, coloque na posição horizontal, aguarde 5 minutos para escoar a água e retire o molde.

* Despeje o conteúdo da tela no pano molhado. Coloque outro pano por cima e proceda desta forma até completar 10 folhas de papel.

OBSERVAÇÕES: * O pano mais indicado é o drá, mas você pode usar algum pano de fácil absorção como toalha.

* As armações são parecidas com aquelas usadas em serigrafia. Uma das armações é coberta com tela de nylon bem esticada e fixada com pregos, que pode ser chamada de TELA GRADEADA; a outra é só a armação de madeira e pode ser chamada de MOLDE.

* O nylon utilizado nas armações pode ser encontrado em lojas de caça e pesca ou de material de construção.

4 – PRENSAGEM/SECAGEM

* Transfira o papel reciclado para cima de uma das madeiras, coloque a outra madeira e pise em cima, usando o peso do seu corpo e até de mais pessoas para fazer pressão e retire o maior volume de água possível.

* Retire com cuidado as folhas de papel, uma por uma, coloque num varal ou num local plano e deixe secar ao sol ou ao vento.

OBSERVAÇÃO:

* A prensa ideal é a hidráulica, mas você pode usar o que estiver ao seu alcance.

OBSERVAÇÕES GERAIS:

* A quantidade de cada material e o tempo necessário para a confecção do papel, podem variar de acordo com o equipamento, o tipo, o tamanho e a espessura do papel confeccionado.

* Estas são apenas algumas dicas básicas que podem servir de orientação inicial. Existem bem mais informações sobre a confecção de papel reciclado, mas o importante nisso tudo é pesquisar, é fazer a sua maneira. Não existe receita totalmente pronta, cada pessoa deve procurar a melhor forma de fazer o papel, a partir do equipamento e do espaço físico desponível.

P A P E L C A S E I R O

* Siga os procedimentos 1 e 2 do módulo PAPEL RECICLADO.

* Derrame a polpa de papel numa bacia, aparando com uma peneira ou coador plástico e leve ao sol ou ao vento para enxugar. * O papel ficará no formato da peneira ou qualquer aparador que você utilizar.

P A P E L M A C H Ê

* Siga os procedimentos 1e 2 do módulo PAPEL RECICLADO.

* Derrame a polpa num pano e esprema bem para retirar a água excedente.

* Misture a polpa equivalente a três copos de liquidificador e coloque farinha de trigo e mais cola branca; amassando tudo com as mãos, dosando todos os ingredientes até formar uma massa pastosa que esteja no ponto de modelagem.

* Modele objetos de sua preferência e deixe secar ao sol ou ao vento.

* A farinha de trigo pode ser substituída por maizena.

FAÇA O SEU PAPEL

Para se fazer o papel que usamos no dia-a-dia são gastos milhares de árvores. A reciclagem é uma maneira de poupá-las.

MATERIAL

Liquidificador

Peneira caseira de fundo preto

Bacia com tamanho duas vezes maior que a peneira

Um balde

Jornal

Esponja

Papel picado

Água

COMO FAZER

1. Coloque os papéis usados, picotados de molho num balde com água pôr 24h.

2.Bata no liquidificador um copo do papel picado para 2 copos de água.

3. Coloque a mistura no liquidificador.

4. Pegue a peneira e mergulhe-a lateralmente na bacia. Em seguida levante-a deixando escorrer o excesso de água.

5. Coloque algumas folhas de jornal formando uma camada sobre a mesa.

6. Vire a peneira sob o jornal pressionando e retirando o excesso de água com a esponja.

7. Retire com cuidado a peneira.

8. Coloque o jornal para secar.

9. Após a secagem, separe a folha do papel artesanal do jornal.

Pronto. Agora você já pode fazer bonitas caixas, envelopes, cartões. Use sua criatividade!


PORQUE CONSIDERAMOS O LIXO UM PROBLEMA?

O aumento e a intensidade de industrialização são os 2 fatores principais de origem e

produção do lixo, resultante da atividade diária do ser humano na sociedade.

Estes 2 fatores interagem à medida que cresce a população, cresce também a necessidade de bens de consumo direto, de alimentos, ETC. Estas necessidades geram a transformação cada vez maior de matéria-prima em produtos acabados, acarretando maior quantidade de resíduos, que mal acondicionados comprometem o meio ambiente, em detrimento da qualidade de vida das famílias brasileiras.

Considerando o crescimento destes fatores básicos e suas implicações na produção e origem do lixo, podemos afirmar que o lixo é inesgotável, e os problemas gerados pôr ele ao meio ambiente são irreversíveis se nada fizermos para contê-los.

No Ceará 40,5% da população não recebe informação sobre como manusear o lixo devidamente (PNAD, 1987). A existência de um planejamento habitacional para as favelas causa um grave problema, dificultando o sistema de coleta.

A estrutura dos órgãos públicos em relação ao tratamento do lixo é inadequada. As cidades brasileiras produzem cerca de 90 mil ton de lixo pôr dia, sendo que 34 milhões de habitantes urbanos não dispõem de coleta domiciliar. Na zona urbana apenas 35% conta com rede pública de esgoto, enquanto 34% da população lança dejetos a céu aberto (Jornal O POVO, 7/9/1991).

A acumulação de lixo em áreas, tais como os aterros sanitários ou vias aquáticas, para lançamento de lixo, contribui para a população do meio ambiente.

O QUE É O LIXO ?

É um conjunto de resíduos resultantes das atividades humanas como: o que se varre da casa, do jardim, da rua, coisas inúteis, velhas, sem valor, restos de comida, plásticos, borracha, madeiras, metais, papéis, vidros, trapos, entre outras coisas que aparentemente não servem mais.

De acordo com a Associação Brasileira de Limpeza Pública – ABLP – definir lixo é uma

pretensão, pois o que é lixo para alguns, é alimento para outros.

Todo lixo pode ser classificado da seguinte maneira:

* Putrescíveis (materiais que aprodecem): restos de alimentos, fezes, cadáveres de animais, cascas de legumes e frutas, alimentos estragados, ETC.

* Combustíveis: materiais que ardem tais como, panos, couros,papelões, madeira, ETC.

* Incombustíveis: materiais que não ardem tais como vidros, louças, pedras, metais. ETC.

TIPOS DE LIXO

LIXO DOMICILIAR: É constituído em geral pôr sobras de alimentos, embalagens, papéis,papelões, plásticos, vidros, trapos, ETC.

Os maiores problemas de limpeza de uma cidade estão relacionados com o lixo domiciliar. Este deve separar-se em:

. lixos molhados tais como restos de comida, cascas de frutas ou vegetais;

. lixos secos tais como papel, folhas secas e tudo o que se varre da casa.

LIXO DOMÉSTICO PERIGOSO:

É geralmente proveniente de produtos domésticos comuns, como produtos de limpeza (soda cáustica, ácido muriático, água sanitária), solventes, tintas, produtos de manutenção de jardins (praguicidas), venenos, inseticidas, medicamentos, sprays, ETC.

Um modo prático de ser familiarizar com a maioria do lixo doméstico perigoso é procurar pôr símbolos de perigo nos rótulos dos produtos. Na realidade, poucos produtos possuem estes indicativos de perigo. É importante aprender a ler os rótulos dos recipientes e conhecer os termos relativos aos produtos perigosos usados em casa.

LIXO COMERCIAL:

É proveniente de estabelecimentos comerciais, como lojas, lanchonetes, restaurantes, açougues, escritórios, hotéis, bancos, ETC. Os componentes mais comuns do lixo são: papéis, papelões, plásticos, restos de alimentos, embalagens de madeira, resíduos de lavagens, sabões, ETC.

LIXO INDUSTRIAL:

É todo e qualquer resíduo resultante da atividade industrial, estando incluído neste grupo o lixo proveniente das construções.

O prejuízo causado pôr este tipo de lixo é maior que outros lixos. Os maiores poluentes industriais são:

a) Produtos químicos, ácidos, mercúrio, chumbo, dióxido de enxofre, berílio, oxidantes, alcatrão, buteno, benzeno, cloro, agrotóxicos.

b) Drogas e tetraciclinas.

LIXO HOSPITALAR:

É constituído pelos resíduos de diferentes áreas dos hospitais tais

como: da refeitório (cozinha), tecidos desvitalizados (restos humanos provenientes das cirurgias), seringas descartáveis, ampolas, curativos, medicamentos, papéis, flores, restos de laboratório.

Neste grupo incluem-se os resíduos sólidos provenientes das unidades de medicina nuclear, radioterapia, radiologia e quimioterapia.

Este tipo de lixo exige cuidado e atenção especiais quanto á coleta, acondicionamento, transporte e destino final, porque contém substâncias prejudiciais á saúde humana.

LIXO PÚBLICO:

É o lixo proveniente da varrição ou corte de galhos de árvores em

logradouros públicos, mercados, feiras, animais mortos.

LIXO ESPECIAL:

É composto pôr resíduos em regime de produção transiente, como veículos abandonados, descarga de lixo em locais não apropriados, animais mortos em estradas, pneus abandonados, ETC.

INFORMAÇÃO DE BASE

Porque o lixo é um problema para o meio ambiente?

Nossa sociedade está altamente apoiada em atividades industrializadas. Atividades estas que nos dão empregos, lucros e produtos que nos proporciona muitas vezes um vida de certa forma confortável. Certo, mas qual é o custo disso tudo? Ora, à medida que avançarmos em termos de desenvolvimento tecnológico e científico, poluímos mais o ar, usando mais energia, jogando fora mais lixo e explorando indiscriminadamente recursos não renováveis. É isto o que nós oferecemos? É este o país que queremos para o futuro?

Podemos nós, como parte de uma comunidade intregada admitir o uso indiscriminado e o desperdício exagerado dos nossos recursos?

Salientando que muitos dos nossos recursos são sequer utilizados em benefício do povo brasileiro, isto é, são explorados pôr outras nações, para manter o já elevado nível de vida deles. Também, devido aos avanços tecnológicos e o processo de industrialização, tem sido observados mudanças nos hábitos de consumo, e novos produtos têm sido introduzidos no dia a dia, sem que as pessoas se dêem conta disso. Basta observar o depósito de lixo das nossas casas para perceber a diversidade de materiais e o aumento do volume do lixo diário.

Embalagens e descartáveis estão sendo os responsáveis diretos pôr maior acúmulo de lixo e prejuízo ao meio ambiente, pôr serem na sua maioria não-biodegradáveis.

Além disso, observa-se que diferentes tipos de lixo são lançados nas ruas pôr adultos, jovens e crianças, numa demonstração de falta de conhecimento do prejuízo que estão causando á comunidade e a si mesmos.

O lixo representa, hoje, uma grave ameaça à vida no planeta pôr duas razões fundamentais: a sua quantidade porque implica na falta de lugar para depositá-lo, e seus perigos tóxicos porque todas ou quase todas as substâncias químicas comercializadas são consideradas potencialmente danosas à saúde humana. O ambiente é poluído pelo lixo através das substâncias que o compõem e que constantemente estão passando da superfície para o subsolo, onde vão contaminar as águas e o solo.

Atualmente as pessoas começam e despertar para os prejuízos que estão causando a natureza e que estão afetando profundamente a vida humana pôr fazerem parte do ecossistema. Faz-se necessário, portanto que sejam utilizadas novas tecnologias da preservação do meio ambiente.

 

REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DO LIXO

A corrida desenfreada na produção de bens de consumo pelo ser humano associada à

escassez de recursos não-renováveis e contaminação do meio ambiente, leva-o a ser o maior predador do universo.

Este problema tem despertado ao ser humano pensar mais profundamente sobre a reciclagem e reutilização de produtos que simplesmente seriam considerados lixo.

A reciclagem e a reutilização estão sendo vistas como 2 importantes alternativas para a

redução de quantidade de lixo no futuro, criando com isso bons hábitos de preservação do meio ambiente. O que nos leva à economizar matéria-prima e energia.

Em países desenvolvidos, como o Japão, a reciclagem e reutilização já vem sendo incentivadas e realizadas há vários anos, com resultados positivos.

No Brasil já temos grupos que estão atentos aos problemas mencionados e buscando

alternativas para resolvê-los. Indústrias nacionais e subsidiárias estrangeiras já iniciaram

programas de substituição de embalagens descartáveis, dando lugar e materiais recicláveis. As prefeituras das cidades de São Paulo e Curitiba já iniciaram programas de coleta seletiva do lixo contando para isto, com o apoio da população que já está sensível a estas questões.

Mesmo que a prefeitura de sua cidade não tenha instituído a coleta de lixo seletiva, separe em 2 recipientes: os recicláveis (papel, jornal, plástico, vidros, ETC.) e os que não são.

 

OS 3 Rs PARA CONTROLE DO LIXO

Os 3Rs para controle do lixo são REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR. Reduzindo e reutilizando se evitará que maior quantidade de produtos se transformem em lixo.

Reciclando se prolonga a utilidade de recursos naturais, além de reduzir o volume de lixo.

EXEMPLOS:

. Cacos de vidros são usados na fabricação de novos vidros, o que permite a economia de energia.

. O reaproveitamento do plástico ajuda a poupar petróleo e, portanto, dinheiro.

. Reciclar Papel, além da economia, significa menos árvores derrubadas.

 

REDUZIR:

Reduzir o lixo em nossas casas, implica em reduzir o consumo de tudo o que não nos é realmente necessário. Isto significa rejeitar produtos com embalagens plásticas e isopor, preferindo as de papelão que são recicláveis, que não poluem o ambiente e desperdiçam menos energia.

REUTILIZAR:

Reutilizar significa usar um produto de várias maneiras. Como ex:

a) reutilizar depósitos de plásticos ou vidro para outros fins, como plantar, fazer brinquedos;

b) reutilizar envelopes, colocando etiquetas adesivas sobre o endereço do remetente e destinatário;

c) aproveitar folhas de papel rasuradas para anotar telefones, lembretes, recados;

d) instituir a Feira de Trocas para reciclar, aproveitando ao máximo os bens de consumo, como: roupas, discos, calçados, móveis.

RECICLAR:

Reciclar é uma maneira de lidar com o lixo de forma a reduzir e reusar. Este processo consiste em fazer coisas novas a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz o volume do lixo, o que contribui para diminuir a poluição e a contaminação, bem como na recuperação natural do meio ambiente, assim como economiza os materiais e a energia usada para fabricação de outros produtos.

Três setas compõem o símbolo da Reciclagem, cada uma representa um grupo de pessoas que são indispensáveis para garantir que a reciclagem ocorra. A primeira seta representa os produtores, as empresas que fazem o produto. Eles vendem o produto para o consumidor, que representa a segunda seta. Após o produto ser usado ele pode ser reciclado. A terceira seta representa as companhias de reciclagem que coletam os produtos recicláveis e através do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo em novo produto.

O símbolo de reciclagem é como um grande círculo, sendo o grupo mais poderoso no processo, o Consumidor ou seja, VOCÊ! Há uma grande diferença entre produto RECICLÁVEIS e o RECICLADO.

O símbolo de reciclável é impresso em produtos possíveis de serem reciclados.

O símbolo de reciclado significa que o produto foi feito utilizando matéria-prima reciclada (usada).

 

MÉTODOS UTILIZADOS NO DESTINO FINAL DO LIXO

I- Aterros sanitários

São locais onde o lixo é depositado permitindo mantê-lo confinado sem causar maiores danos ao meio ambiente. É um método em que o lixo é comprimido através de máquinas que diminuem seu volume. Com o trabalho do trator, o lixo é empurrado, espalhado e amassado sobre o solo (compactação), sendo posteriormente coberto pôr uma camada de areia, minimizando odores, evitando incêndios e impedindo a proliferação de insetos e roedores.

A compactação tem como objetivo reduzir a área disponível prolongando a vida útil do aterro, ao mesmo tempo que o propicia a firmeza do terreno possibilitando seu uso futuro para outros fins. A distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.

II-INCINERAÇÃO

Consiste na queima do lixo a altas temperaturas em instalações chamadas “incineradores”.

É um método de alto custo devido a utilização de equipamentos especiais. Neste método

existe uma grande redução do volume do lixo, cerca de 3% do volume original.

No mundo o primeiro incinerador foi instalado na cidade de Nohinglam, Inglaterra, projetado e construído pôr Alfred Figer, em 1874.

No Brasil foi instalado em Manaus, em 1896 pelos ingleses. Em 1958 foi desativado pôr não mais atender as necessidades locais e pôr problemas de manutenção.

Atualmente existem modernos incineradores, inclusive no Brasil, entretanto, ainda existem muitos inconvenientes envolvendo seu uso. O problema mais grave deste método é o da poluição do ar pelos gases da combustão e pôr partículas não retidas nos filtros e precipitadores. Problemas estes muitas vezes ocasionados pela deficiência de mão-de-obra especializada.

Os gases remanescentes da incineração do lixo são: anidrido carbônico (CO2); anidrido sulfuroso (SO2); nitrogênio (N2); oxigênio (O2); água (H2O) e cinzas.

III-COMPOSTAGEM

É a transformação do lixo orgânico após fermentação para servir como adubo melhorando a qualidade do solo.

Além do adubo produz também o gás combustível Metano utilizado em caldeiras, fogões e pequenos motores através de aparelhos chamados biodigestores

Na compostagem a matéria orgânica atinge 2 estágios importantes: Digestão, onde ocorre a fermentação, na qual a matéria alcança a bioestabilidade e maturação, estágio no qual a matéria atinge a humuficação.

Fonte: http://www.racoeslourenco.hpg.ig.com.br/lixo.htm


Considerações Finais:

Que este material pesquisado na Internet possa incentivá-la (o) a voltar seu olhar para a importância da ação. É hora de dizermos “Mãos à obras”, todos juntos, para uma nova revolução: a revolução ecológica que Darcy Ribeiro proferiu pouco antes de sua morte, no livro Noções de Coisas, belamente ilustrado por Ziraldo (vale a pena ler este livro). É hora de agirmos, cada um em seu universo específico.

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Regras Como Jogar Sinuca

agosto 28, 2012

É jogado com dois jogadores. A contagem de pontos é individual.

As regras dessa versão do jogo online são uma adaptação das regras da Sinuca Brasileira, muito popular em todo o país. Nessa modalidade, são utilizadas 8 bolas, sendo uma delas a branca, utilizada para impulsionar as demais, que são coloridas e valem de 1 a 7 pontos.

O objetivo do jogo é encaçapar as bolas coloridas em sequência, começando pela bola de menor valor até a de maior valor.

O jogo termina quando todas as bolas forem encaçapadas ou a diferença de pontos entre os jogadores seja definitivo para a vitória antecipada de um destes.

  • Jogadores: 2
  • Número de bolas: 8
  • Objetivo: O jogador que fizer o maior número de pontos, ganha a partida.

Convenções

  • A bola da vez é aquela de menor valor ainda em jogo.
  • Se a bola encaçapada não for a bola da vez, voltará para mesa em sua posição original.

O Jogo

No início, o primeiro jogador deverá posicionar a bola no semi-círculo desenhado no lado esquerdo da mesa, também conhecido como meia-lua.

O objetivo da tacada inicial é atingir a bola vermelha sem encaçapá-la. Caso outra bola seja encaçapada ou tocada, o jogo será reiniciado. O jogador terá no máximo 3 tentativas antes de ser punido em 7 pontos e ter a vez passada para o oponente.

A jogada pode ser reiniciada com uma tacada na bola da vez (sem risco de penalidade) ou em qualquer outra bola com finalidade de encaçapá-la. Nesta segunda situação, o jogador pode perder 7 pontos em caso de erro, ou, em caso de acerto, ganhar os pontos da bola e o direito a mais uma tacada, que desta vez deverá obrigatoriamente ser na bola da vez, caso contrário ele perderá 7 pontos.

Se o jogador encaçapar a bola da vez, além dos pontos referentes à bola acertada e o direito a mais uma tacada, ele ganha uma bola bônus, que permite que ele vá em qualquer bola sem o risco de penalidade em caso de erro.

Quando a bola bônus é encaçapada, o jogador ganha os pontos referente a ela e mais uma tacada. Caso contrário, a vez passa para o oponente sem que haja penalidade. Após a jogada da bola bônus, a próxima bola da vez aparece no indicador e a partida volta a transcorrer baseada na sequência de bolas estabelecida nas regras.

Caso a bola da vez seja obrigatória, ela entrará em destaque no indicador e o jogador deverá acertá-la, ou ele perderá 7 pontos.

Quadro de Pontuação

Cor

Pontos

Vermelha

1

Amarela

2

Verde

3

Laranja

4

Azul

5

Rosa

6

Preta

7

REGRAS DO SNOOKER (Internacional)

 

TITULO I – DAS PARTIDAS E JOGO

TITULO II – DA SINUCA

TITULO III – DO MOVIMENTO DE BOLAS

TITULO IV – DAS SAÍDAS

TITULO V – DA IDENTIFICAÇÃO DE JOGADAS

TITULO VI – DA BOLA COLADA

TITULO VII – DAS JOGADAS RETORNAVEIS

TITULO VIII – DO RETORNO E POSIÇÃO DE BOLAS

TITULO IX – DAS OPÇÕES PÔS FALTA

TITULO X – DAS PENALIDADES

TITULO XI – DAS FALTAS

TITULO XII DO ENCERRAMENTO DA PARTIDA

TITULO XIII – DO ENCERRAMENTO DO JOGO

Estas regras respeitam normas nacionais e são complementadas pelo Regulamento dos Esportes do Bilhar, cuja integração e conhecimento são obrigatórios, sendo adotados os conceitos nele contidos.

TÍTULO I

DA PARTIDA E JOGO

Artigo 1º – Definições sobre jogo, partida, ação e tempo de ação, tacada e tacada contínua, tabela de mesa e tabela de jogo e outras aqui não abordadas, respeitam as normas do Regulamento dos Esportes do Bilhar.

1.    Dois ou mais jogadores realizam partidas, individualmente ou em conjunto, usando treze, dezessete ou vinte e duas bolas, sendo:
2.    uma branca denominada “tacadeira” e, doze, dezesseis ou vinte e uma identificadas como “da vez” e/ou “coloridas”, com valores determinados segundo suas cores, sendo:

a.    seis, dez ou quinze vermelhas valendo 1 ponto cada; uma amarela, 2 pontos; uma verde, 3; uma marrom, 4; uma azul, 5; uma rosa, 6; uma preta, 7 pontos; e,
b.    a quantidades de bolas vermelhas à usar é determinada em regulamento de evento.
Artigo 2º – A finalidade da partida é, respeitando as normas e usando a impulsão da tacadeira,  movimentada por um toque da sola do taco, encaçapar as bolas da vez e coloridas em seqüência ordenada crescente.

Artigo 3º – A bola de menor valor em jogo é identificada como “bola da vez” e as demais como “coloridas”.

Artigo 4º – É “bola livre” (Free Ball) a colorida que, por opção adicional, o beneficiado identifica e joga como sendo a bola da vez em jogo, com valor e condições iguais à mesma, após falta originada em jogada que resulta em situação de sinuca para o oponente.

Artigo 5º – A bola da vez, a bola livre e/ou as coloridas, em tacada lícita podem ser jogadas no ataque ou defesa.

Artigo 6º – As normas possibilitam atingir na partida:

1.    considerando única tacada contínua iniciada por bola da vez, segundo as respectivas quantidades de bolas vermelhas:

a.      75 pontos usando 6 bolas vermelhas;
b.    107 pontos usando 10 bolas vermelhas;
c.    147 pontos usando 15 bolas vermelhas.

2.    em jogadas normais, segundo as respectivas bolas da vez:

a.    bola 6, 13 pontos;
b.    bola 5, 18 pontos;
c.    bola 4, 22 pontos;
d.    bola 3, 25 pontos;
e.    bola 2, 27 pontos;
f.    uma bola 1; 35 pontos; e,
g.    à cada vermelha adicional, mais 8 pontos.
Artigo 7º – Iniciada a tacada visando uma bola livre, esta pode possibilitar até oito (8) pontos adicionais aos máximos possíveis, nos totais indicados no artigo anterior.

TÍTULO II

DA SINUCA

Artigo 8º – Existe situação de sinuca (Snookered) quando a tacadeira não pode ser impulsionada em movimento direto e natural, com opções para tangenciar primeiramente ambos lados de bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada, impedido por obstáculo(s) originado(s) em bola(s) que não seja(m) da vez e/ou tabelas.

1.    A situação de sinuca é caracterizada como:

a.    “total”, quando há impedimento para atingir direta e naturalmente qualquer ponto de bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada;
b.    “parcial”, quando a bola da vez, ou outra visada obrigatoriamente, pode ser atingida em tacada direta e natural, ainda que em único ponto; e,
c.    “parcial agravada”, quando impossibilitando tangenciar um ou ambos os lados, mas permitindo atingir livre e frontalmente a bola visada.

I.    entende-se por contato frontal o toque dos arcos coincidentes com os eixos centrais verticais das bolas.

2.    A sinuca total ou parcial é reconhecida quando originada:

a.    por jogada lícita em bola da vez ou colorida; ou,
b.    preservada exceção do inciso seguinte, por jogada em bola livre, quando possibilitada.

3.    A bola jogada como livre não pode ser usada como primeiro obstáculo em situação de sinuca para ação do oponente, ainda que acidentalmente. Ocorrendo é penalizada como falta técnica com penalidade variável.

4. Primeiro obstáculo em situação de sinuca, no sentido de movimento natural da tacadeira, é a primeira bola nessa condição, interposta entre a tacadeira e a bola visada.
Artigo 9º – Bola da vez, quando vermelha, e/ou tabelas delimitadoras do campo de jogo não são consideradas obstáculo na avaliação de situação de sinuca.

Artigo 10º – A situação de sinuca pode gerar penalidade de opção adicional ao oponente, quando resultante de situação específica, segundo o grau de dificuldade e/ou impedimento imposto por obstáculo e posição de bolas envolvidas.

TÍTULO III
DO MOVIMENTO DE BOLAS

Artigo 11 – Toda tacada é iniciada por bola da vez e;

1.    encaçapada a vermelha a tacada continua visando obrigatoriamente qualquer bola colorida. Encaçapada esta, é jogada outra vermelha e assim sucessivamente;
2.    terminadas as vermelhas em jogo, as bolas seguintes são visadas e encaçapadas obrigatoriamente em seqüência numérica crescente.
Artigo 12 – O retorno de bolas ao jogo observa;

1. A bola colorida encaçapada imediatamente após vermelha retorna ao jogo em sua marca.
2. As coloridas encaçapadas sem faltas e obrigatoriamente em seqüência numérica crescente, iniciando pela bola dois e/ou seguintes, não retornam ao jogo.
3. Bolas lançadas fora do campo de jogo ou encaçapadas com falta retornam ao jogo, exceto vermelhas, respeitadas exceções.
4. Encaçapada a última vermelha e jogada em seguida a bola 2, esta é considerada:

a.    como colorida se encaçapada; ou,
b.    como da vez se não convertida.
Artigo 13 – É lícita a conversão de bolas da vez, vermelhas ou não, e/ou bola livre, quando encaçapadas isolada ou simultaneamente por tacada em bola da vez ou bola livre, mesmo quando entre a visada e a encaçapada ocorra transferência de movimento por meio de outras bolas.

Artigo 14 – É creditado ao jogador valor igual a um (1) ponto por bola, quando encaçapadas lícita e simultaneamente bolas vermelhas e/ou bola livre de igual valor. Não há credito de pontos da bola livre, quando esta é convertida com a colorida da vez.

Artigo 15 – Bola vermelha não retorna ao jogo mesmo excluída com falta, exceto quando reposta em posição anterior para repetição de jogada. Quando encaçapada, retorna ao jogo a bola livre.

TÍTULO IV
DAS SAÍDAS

Artigo 16 – Para saída de partida as bolas 2 à 7 são colocadas em suas respectivas marcas, e;

1.    unidas entre si e compondo formato triangular as seis, dez ou quinze bolas vermelhas são colocadas entre as bolas 6 e 7 em suas marcas;
2.    o vértice e o centro da base do triângulo são alinhados com a longitudinal, com a bola do vértice bastante próxima da bola 6, sem tocá-la;
3.    a tacadeira é considerada como “na mão” e pode ser colocada dentro da área delimitada pelo semicírculo “D”, ou sobre sua linha;
4.    a tacada inicial pode ser executada no ataque ou defesa.
Artigo 17 – A saída da primeira partida de jogo é decidida por sorteio e quem ganha joga, ou transfere a ação sem direito a recusa. São alternadas as saídas das partidas seguintes.

Artigo 18 – Respeitando e adaptando as regras pertinentes, a decisão para saída em “partida complementar”, usada para desempate, acontece também por sorteio, em igual sistema e condições de saída regular, permanecendo inalterada a seqüência anterior.

TÍTULO V
DA IDENTIFICAÇÃO DE JOGADAS

Artigo 19 – Exige ser identificada por cantada prévia a bola visada, colorida e/ou livre, salvo quando evidente ou obrigatoriamente visada.

Artigo 20 – É desnecessário cantar desvio na direção da tacadeira, originado por toque em tabelas da mesa, para posterior e primeiramente atingir a bola visada.

Artigo 21 – É lícita a conversão, sem falta, da bola visada em qualquer caçapa.

TÍTULO VI
DA BOLA COLADA

Artigo 22 – Interrompido o movimento da tacadeira e esta permanecendo “colada” à outra bola, torna obrigatória:

1.    tacada seguinte normal, quando visando outra bola qualquer que não a colada à tacadeira; ou,
2.    tacada seguinte em situação especial, se a bola colada for indicada como visada, quando:

a.    é considerado que a bola colada já foi e está “tocada”; e,
b.    a tacadeira deverá ser movimentada em direção que não origine impulso direto na bola colada.
Artigo 23 – É considerado existir bola colada quando assim confirmado por árbitro ou substituto.

Artigo 24 – Solicitada, é oferecida a informação sobre a tacadeira estar ou não colada à outra bola.

TÍTULO VII
DAS JOGADAS RETORNÁVEIS

Artigo 25 – Estando ou não originalmente em situação de sinuca, a ação em que a tacadeira não atinge a bola visada, com demonstração de não ter sido aplicada a habilidade técnica possível, é punida como falta técnica e concede ao adversário a opção adicional de repetição de jogada.

1. Considerando a jogada como passível de repetição, o árbitro se manifesta pronunciando “falta e retorno”.
2. É aguardada a manifestação do adversário, que pode optar por:

a. jogar na bola da vez, ou na “bola livre” se existe situação de sinuca;
b. passar a tacada sem direito a recusa; ou,
c. requerer a repetição da jogada.

3. É oferecida a opção de repetição de jogada tantas vezes quantas necessárias, até a realização de tacada admitida como aceitável.
4. Para repetição de jogada as bolas movimentadas retornam às posições originais, o mais fielmente possível, e:

a. a repetição na tacada é executada na forma escolhida pelo penalizado, respeitadas as regras; e,
b. a repetição executada com falta é penalizada mesmo não punida com novo retorno.

5.    A inequívoca constatação de dolo, com falta intencional, penaliza adicionalmente o infrator com a falta disciplinar.
Artigo 26 – A opção de repetição de jogada não é concedida:

1. quando restam em jogo somente a tacadeira e a bola 7;
2. ao jogador em desvantagem no placar, quando os pontos ainda possíveis não atingem a soma necessária para empatar ou vencer a partida, considerando também a opção de jogada em bola livre, se disponível;
3. quando o penalizado por não atingir a bola visada praticou tacada considerada satisfatória, com resultado aceitável na velocidade, trajetória e aproximação da tacadeira à bola visada, tendo como parâmetro de avaliação o padrão técnico médio entre os jogadores do certame; ou,
4. quando é compulsória a prática de falta, por existir situação na qual as posições das bolas impedem totalmente, em tacada natural direta ou indireta, que o jogador atinja a bola obrigatoriamente visada.
Artigo 27 – Em retorno determinado por jogada onde originalmente existia situação de sinuca parcial agravada, a imposição de penalidade por falta técnica agravada determina o encerramento de partida na segunda repetição seqüencial com falta, com derrota do penalizado.

Artigo 28 – Antes de jogada é respondida a indagação sobre existir ou não situação de sinuca agravada, em condições de originar enquadramento em falta técnica agravada.

Artigo 29 – A penalidade com retorno de jogada é aplicada regular e integralmente nos jogos das categorias superiores. Excepcionalmente, com determinação expressa em regulamento de certame, atendendo interesses desportivos e sob critérios uniformes, o evento que não envolve categoria superior pode conceder maior flexibilidade e condescendência no uso das normas que concedem os retorno de jogadas.

Artigo 30 – Bola vermelha convertida em tacada penalizada com repetição também retorna à posição anterior.

TÍTULO VIII
DO RETORNO E POSIÇÃO DE BOLAS

Artigo 31 – Respeitada exceção de recolocação à posição original, a bola que ao jogo retorna é colocada na sua marca, sem tocar em outra. Impossibilitado por obstrução de outras bolas, retorna na marca livre de outra de maior valor.

Artigo 32 – Obstruídas todas as marcas, total ou parcialmente, a bola que retorna é colocada no ponto mais próximo possível de sua própria marca, em direção à tabela superior, sem tocar outra bola, e;

1.    sobre a linha longitudinal, quando bolas 4, 5, 6 e 7; e,
2.    sobre linha paralela à longitudinal, coincidente com a respectiva marca, para as bolas 2 e 3.
Artigo 33 – Se impossível a colocação segundo os artigos anteriores, por falta de espaço ou impedimento de tabela, é adotado igual procedimento, invertendo a direção.

Artigo 34 – Se duas ou mais bolas retornam simultaneamente ao jogo, tem preferência a de maior valor.

TÍTULO IX
DAS OPÇÕES PÓS FALTA

Artigo 35 – Após qualquer falta:

1.    é creditado ao oponente o valor de pontos da penalidade;
2.    o penalizado perde o direito à tacada;
3.    o beneficiado pode jogar normalmente, ou em bola livre se a situação permite a opção;
4.    o beneficiado pode recusar a ação, obrigando o penalizado a jogar;
5.    o beneficiado pode exigir a repetição da tacada, quando declarada como opção adicional; e,
6.    é aplicada penalidade adicional, se cabível.
Artigo 36 – Se a falta cometida resulta em situação de sinuca:

1.    o árbitro informa a opção adicional de jogar em bola livre; e,
2.    o beneficiado tem a opção adicional de escolher e eleger uma colorida para visar como bola livre, e assim jogar em tacada de defesa ou ataque, respeitando as normas específicas.
Artigo 37 – Encaçapada a colorida jogada como bola livre, é creditado valor de pontos igual ao da bola da vez em jogo e;

1.    quando a bola da vez é vermelha, é visada em seguida bola colorida, podendo ser a mesma anteriormente jogada; ou,
2.    a tacada continua na bola da vez em jogo, se esta for a 2 ou de valor superior.
Artigo 38 – É penalizada como falta técnica com pena variável a situação de sinuca resultante na jogada em bola livre, se esta se torna primeiro obstáculo na sinuca, exceto quando em jogo apenas a tacadeira e as bolas 6 e 7.

TÍTULO X
DAS PENALIDADES

Artigo 39 – Além das determinações seguintes, a aplicação de penalidade por falta está sujeita à adição de outras penas e/ou agravantes, conforme previsto no Regulamento dos Esportes do Bilhar e na legislação pertinente.

Artigo 40 – É pena para falta técnica com penalidade variável:

1.    com mínimo de quatro (4) pontos, o que resultar maior entre:

a)    o valor da bola visada na jogada que resultou na falta; ou,
b)    o equivalente à bola de maior valor envolvida na falta da ação penalizada.
Artigo 41 – É pena para falta técnica com penalidade máxima:

1.    sete (7) pontos.
Artigo 42 – São penas para falta disciplinar:

1.    em primeira ocorrência sete (7) pontos e enquadramento como advertência;
2.    em reincidência, sete (7) pontos e desclassificação com derrota no jogo.
Artigo 43 – É pena para a falta disciplinar grave:

1.    sete (7) pontos e desclassificação com derrota no jogo.
Artigo 44 – São penas para a falta técnica agravada desprovida de dolo:

1.    enquadramento como falta técnica com penalidade variável; e,
2.    na terceira falta consecutiva, imposição de derrota na partida.
Artigo 45 – A bola de maior valor envolvida em jogada é identificada pelo primeiro contato da tacadeira, salvo quando toque subseqüente origina outra falta penalizada com maior valor.

Artigo 46 – Existindo situação que possibilita a imposição de falta técnica agravada, antes de autorizar a repetição de jogada o árbitro pode e deve alertar o jogador em ação dessa possibilidade. A não concessão espontânea dessa cortesia não exime da penalidade.

TÍTULO XI
DAS FALTAS

Artigo 47 – Tem penalidade variável as faltas técnicas:

1.    encaçapar a bola tacadeira (“suicidar”);
2.    dar mais de um toque na tacadeira (“bitoque”);
3.    “conduzir” a tacadeira (“carretão”);
4.    tocar ou movimentar indevidamente bola colada à tacadeira;
5.    tocar indevidamente em qualquer bola;
6.    jogar com bola ainda em movimento ou antes de recolocada em jogo;
7.    jogar com qualquer parte do taco que não seja a ponteira;
8.    jogar sem manter contato com o piso;
9.    jogar com a tacadeira fora do semicírculo “D”, na saída ou após estar na mão;
10.  acidentalmente lançar bola para fora da mesa;
11.  acidentalmente originar salto da tacadeira sobre qualquer bola, exceto atingindo primeiramente a bola visada;
12.  encaçapar duas ou mais bolas na mesma tacada ou converter bola não visada, exceto quando envolvendo vermelhas ou jogando bola livre juntamente com bola da vez;
13. encaçapar bola da vez ao jogar colorida, ou vice-versa;
14. desconsiderado toque anterior em tabela, não atingir primeiramente a bola visada, exceto quando vermelhas;
15.   tocar simultaneamente em duas ou mais bolas, exceto quando vermelhas e/ou bola livre e da vez;
16.   originar sinuca ao adversário, tendo como primeiro obstáculo a bola livre jogada;
17.  deixar de cantar a bola colorida visada e/ou a bola livre, salvo a evidente e exceções; e,
18.  outras assim previstas no Regulamento dos Esportes do Bilhar e legislação pertinente.
Artigo 48 – Tem penalidade máxima as faltas técnicas:

1.    jogar bola da vez ou colorida fora da seqüência obrigatória determinada;
2.    jogar com bola errada;
3.    cometer falta antes de cantar ou evidenciar a bola colorida a ser jogada, após ter    encaçapado bola vermelha;
4.    a falta na jogada seguinte à confirmação de situação de sinuca total que impede a jogada normal e lícita, tornando compulsória a falta.
Artigo 49 – Tem penalidade máxima e são faltas disciplinares e/ou graves;

1.    intencionalmente cometer falta;
2.    intencionalmente provocar salto de bola;
3.    usar bolas para qualquer propósito que não seja do jogo lícito;
4.    usar tempo excessivo, acima da média normal, na avaliação e/ou execução de tacada; e,
5.    outras ações e atos assim enquadrados, previstos no Regulamento dos Esportes do Bilhar e legislação pertinente.

TÍTULO XII
DO ENCERRAMENTO DE PARTIDA

Artigo 50 – A partida é encerrada quando:

1.    é definitivamente encaçapada a bola 7 com vantagem no placar, ou convertida definitivamente a bola 6 resultando em diferença superior a 7 pontos;
2.    um dos jogadores reconhece a derrota na partida;
3.    o jogador em ação é penalizado por falta técnica agravada.
Artigo 51 – Restando na partida a tacadeira e a bola 7:

1.    com diferença igual a 7 pontos, a partida é considerada empatada se o jogador em desvantagem iguala o placar, convertendo licitamente a bola 7 ou beneficiado por falta do oponente; e,
2.    com diferença inferior à 7 pontos ou nula, qualquer falta determina a derrota do penalizado.
Artigo 52 – Encerrada com empate de pontos, a decisão de vencedor ocorre por meio de “partida complementar”, voltando ao jogo a bola 7 em sua marca e a branca em situação de “na mão”.

Artigo 53 – É considerada como em situação de impasse a ocorrência de terceira tacada, de qualquer dos jogadores, que não altere situação similar de jogo. Na iminência de acontecer:

1.    o árbitro alerta os jogadores do enquadramento nessa condição;
2.    a jogada seguinte deve obrigatoriamente alterar a condição de jogo; e,
3.    não sendo alterada a situação, a partida é considerada nula, em qualquer condição, e outra é reiniciada.

TÍTULO XIII
DO ENCERRAMENTO DE JOGO

Artigo 54 – O jogo termina quando um dos jogadores:

1.    atinge o mínimo predeterminado de vitórias em partidas;
2.    reconhece derrota no jogo;
3.    é penalizado com a segunda falta disciplinar ou uma falta grave; ou,
4.    é penalizado com desclassificação no jogo.
Artigo 55 – Ambos são considerados derrotados se aplicada simultaneamente a penalidade de desclassificação.

Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca

Aprendendo a Pescar

agosto 27, 2012

Varas

O aparecimento das varas de pesca resultou da necessidade de ampliar o raio de ação do braço do pescador.

A princípio, qualquer pedaço de madeira razoavelmente reto era utilizado, o bambu, por ser oco, flexível e reto, logo entrou em uso, e é até utilizado em grande escala em todo o mundo.

Por volta do séc. XVIII, surgiram na Europa varas de pesca de madeira sólida feitas com uma ou mais seções. As madeiras mais usadas eram provenientes da América do Sul, lancewood e greenheart. Todavia, apesar de fortes, elas apresentam inconvenientes, como peso demasiado e tendência a empenamento.

Em 1801, Snart, em sua obra Pratical observations on angling in the river Trent (Observações práticas sobre a pesca no rio Trent), mencionou pela primeira vez a vara feita de lascas de bambu colada uma às outras (built cane).

Estas varas, depois confeccionadas com seis tiras de perfil hexagonal, estiveram em uso até 1948, quando o panorama da manufatura de varas de pesca sofreu radical mudança com a aparecimento da fibra de vidro. Impregnado de resina sintética, esse material substitui por completo as varas metálicas (aço, ligas de cobre etc.), muito usadas no período 1920- 1947, e, em grande parte, o bambu.

Imune ao calor, frio, apodrecimento, corrosão pela água salgada, umidade, esse material apresenta grande facilidade de recuperação da forma, mesmo depois de curvo durante muito tempo. Entretanto, as varas de built cane, delicado trabalho de artesanato, de preço elevado, continuam contando com a preferência dos especialistas de pesca com mosca.

Existe uma infinita variedade de varas à venda nas lojas especializadas que vão desde a tradicional vara de bambu até as produzidas a partir de fibras e mistura de fibras como as de carbono e grafite e outros materiais, como o kevlar, por exemplo, e estão cada dia mais leves e resistentes.

Quando for adquirir uma vara deve-se ter em mente o tipo de pescaria que costuma praticar, ou seja, o tamanho do peixe, se pesca embarcado, de barranco ou praia, se necessita executar arremessos longos, os tipos de iscas utilizadas, se usa molinete, carretilha ou nenhum dos dois etc.

Se costuma pescar de barranco em pequenos rios onde os peixes maiores (acima de 700g) são raridade, pode muito bem usar varas caipiras (de bambu) ou varas telescópicas lisas tomando apenas o cuidado de dimensionar a linha um pouco acima do recomendado.

Não sendo o caso, pode-se optar por varas equipadas com molinetes ou carretilhas. Algumas pessoas desconhecem mas existe uma diferença entre as varas recomendadas para molinetes e aquelas usadas para carretilhas.

Varas Telescópicas:

Escolher uma vara telescópica não é tarefa fácil. Mais difícil ainda é ser bem atendido quando um dos gomos ou a ponteira destas varas quebram. É claro que elas não entraram no mercado com o preço baixo que custam para durarem a vida toda, mas o mínimo que nós pescadores devemos exigir é a garantia do produto comprado. O critério do consumidor é que vai definir a qualidade dos materiais oferecidos, assim como a qualidade das lojas e do atendimento.

As varas telescópicas, como toda vara, devem ser leves e resistentes. Para chegar a alta leveza e resistência, existem vários fatores que devem ser analisados nas varas.

O peso das varas pode variar de acordo com o material de que ela é feita e espessura dos tubos, os materiais usados são carbono e fibra de vidro que podem ser puros ou misturados entre si em diversas proporções, são os chamados mix carbon.

As varas de carbono são super leves e bem rígidas, conseqüentemente, mais frágeis. São varas que exigem grande cuidado não só por serem mais fáceis de quebrar, mas também, por serem sempre muito caras. Caso você encontre uma vara telescópica que se diz feita de carbono com preços baixos, desconfie. Algumas varas possuem uma fina camada de carbono no fundo da vara para aparentar ser totalmente de carbono, mas se analisarmos o tubo todo verificaremos que são inteiras de fibra.

As varas de fibra de vidro são bem mais baratas que as de carbono, mas são um pouco mais pesadas e flexíveis, o que as torna mais resistentes a pancadas e envergaduras bruscas.

Já as varas de mix carbon que variam de 20% a 80%, possuem preços bons e a resistência das varas de fibra, dependendo da proporção da mistura podem ser até mais resistentes. O seu peso varia de acordo com a mistura do material com o qual são produzidas.

Tendo essas informações você pode escolher a vara ideal para cada tipo de pesca. Por exemplo, uma pescaria onde você precisa ficar o tempo todo com a vara na mão, vale a pena usar uma vara de carbono já se for utilizar suportes de vara, deve preferir varas de fibra ou de mix carbon que são mais resistentes e flexíveis.

Além do material, a espessura dos tubos também influencia no peso e na resistência da vara. Muitos fabricantes utilizam tubos super finos para baratear o custo e fazer uma vara super leve, mas ela se torna muito frágil. Imagine-se em uma pescaria capturando espécies de aproximadamente 0,5 kg e, de repente, você fisga uma corvina de bom porte ou uma anchova, que são peixes que dão um forte puxão quando fisgados. Com certeza, se você estiver utilizando uma dessas varas “baratas” ela não suportará e aí você perderá o peixe e a vara, porque, certamente, nenhuma vara desse tipo tem garantia alguma.
Antes de fechar as varas devemos sempre limpá-las com um pano úmido, pois qualquer tipo de sujeira que entrar entre os tubos pode riscar a pintura e até as fibras, prejudicando a sua resistência.

Muitas vezes, puxamos demais os gomos da vara e na hora de fechá-las eles não se soltam. Normalmente quando isso acontece, forçamos os tubos para fechá-los até quebrar um deles. Nesta situação devemos tirar a tampa do fundo da vara e colocá-la na posição vertical com o fundo para baixo em um lugar bem duro e liso, como um piso de pedra ou uma mesa de madeira, levantar o gomo preso e arremessá-lo contra o chão com toques secos até que se soltem. Se isso não resolver, jogue água quente entre os tubos e repita o processo, aí, com certeza, eles irão se soltar.

Varas de molinete:

Possui passadores maiores e instalados mais distantes uns dos outros, pois a linha sai pelo lado e espiralada e este tipo de montagem diminui o atrito com a linha evitando o desgaste. Não possui gatilho e a melhor posição de trabalho é mantendo o equipamento para baixo.

Varas de carretilha:

Como a linha sai pela frente e sem torcer, os passadores são menores e mais perto uns dos outros. Possui o gatilho pois a carretilha não tem a haste como no molinete e a posição mais adequada para trabalhar o equipamento é com a carretilha e passadores para cima e o gatilho para baixo.

Características:

Resistência:

A resistência de um caniço é medida internacionalmente em libras. Estas resistência é uma forma utilizada para medir e expressar a dureza de uma determinada ação.

Ação:

Indica o ponto em que a vara começa a vergar sob uma dada força. Desta forma podemos definir se o equipamento é de ação rápida, moderada ou lenta. Assim sendo caniços com a mesma resistência podem ter diferentes ações.

Poder ou força:

Essa referência determina a capacidade de forçada linha em que as varas suportam trabalhar os pesos de arremessos.

Capacidade de peso e resistência de linhas:

Essa referência determina a capacidade mínima e máxima da linha com que pode trabalhar. A mínima especifica qual a linha mais fraca que pode ser utilizada sem o risco de quebrar a vara. Por exemplo, em varas médias (médium), para linhas de 10 a 14 libras, não se deve colocar na carretilha ou molinete linhas abaixo de 10 libras (4,05kg). Isso corresponde aproximadamente às linhas de 0,30mm a 0,35mm.

As variações entre as medidas dos diâmetros (em frações de milímetros) e a libragem (em libras) se devem a produtos com a mesma espessura, mas resistências diferentes. Linhas mais resistentes que o máximo indicado na vara podem partir caso um peixe grande for fisgado. Para efeito de cálculos, uma libra (1libra) = 453,59 gramas. Para o exemplo acima, multiplica-se 14lbs x 0,45359kg = 6,3kg.

Escolha da sua vara de pesca:

Os fabricantes usam hoje diferentes matérias-primas para fazer varas. As ligas de carbono permitem que elas sejam cada vez mais leves e resistentes.

Todas as pesquisas para chegar a esses resultados são feitas para oferecer mais comodidade e menos esforço aos consumidores. Aqueles que pescam dias inteiros com equipamentos mais leves, percebem isto. Entretanto, além de proporcionar leveza, eles precisam garantir resistência para resistir às lutas com grandes peixes.

Depois das conhecidas varas de bambu, muitas vezes preparadas pelos próprios pescadores, surgiram as de fibra de vidro maciças, que oferecem resistência, mas não muita sensibilidade, além de serem pesadas. Em seguida, elas passaram a ser feitas ocas e, também, essa matéria-prima foi primeiro misturado a poliéster e, depois, ao carbono.
As mais modernas têm, na composição, tipos de carbono de alta tecnologia, denominados IM6, IM7, IM8, HM, etc. Os blanks são os corpos das varas e a maioria têm processo de fabricação extremamente técnicos e de precisão.

Melhor opção:

Com certeza, as varas são dos mais importantes componentes do equipamento e, combinados com linhas corretas, reduzem riscos de praticar o esporte. Quem já não passou pela difícil situação de encarar uma variedade de varas, de todos os tamanhos, libragens e materiais e, principalmente a variedade de preços em uma loja? Em geral, quanto mais caras, mais podem oferecer.
A leveza, o conforto e a resistência estão entre as principais vantagens. Entretanto, é incorreto acreditar que as baratas e comuns não oferecem bons resultados. Para quem usa iscas artificiais, porém, quanto mais leve for o conjunto, menos cansa. Como exemplo, em um só dia de pesca, pode-se arremessar mais de 600 vezes. Imagine isso com os pesados molinetes ou carretilhas, vara maciça e cabo de madeira?

O primeiro item a escolher no planejamento é a vara. Logo em seguida, vem a opção de linha (que tem de ser compatível). No passo seguinte, observe que, no ponto das varas próximo ao cabo onde se prende a carretilha ou molinete, marcações determinando a linha ideal. Caso a vara seja, por exemplo, uma que comporte linha de 12 a 20 libras, indica-se uma linha de 17 libras (7,7kg), com diâmetro aproximadamente 0,28mm.

Essa escolha dá maiores garantias de não forçar a vara. Nesse caso, a opção pode recair sobre uma linha de 20 libras, porém, no caso da linha de 17 libras, a vara abaixo do seu limite. Ao escolher uma linha com resistência menor do que a da vara, os perigos de quebrar recaem na linha, produto mais barato.

As varas são formadas pelos cabos (grips ou handles) e pelos corpos (blanks), os tubos principais. Os americanos denominam a ponta mais grossa dos blanks, os pés, de butt (traseiro) e outra extremidade do blank de tip (ponta). Os demais componentes chamam-se passadores ou guias (guide) e ponteiras (tip top).

Cada um dos diferentes tipos de cabo existentes foram desenvolvidos para pescarias diferentes ou acessórios agregados:

- Ultraleves (ultralights): são utilizados em varas da mesma categoria. Têm como principal características que o molinete se encaixa diretamente na cortiça através de dois deslizantes (sliding rings). Comprimento entre 8″ e 10″.

- Pistola (pistol grip): normalmente podem ser empunhados por uma só mão, sendo mais utilizados com iscas artificiais. Sua utilidade é muito relativa e seu peso maior que os outros tipos de comprimentos maiores. Não permitem bom balanceamento da vara e ergonomicamente não é funcional. As indústrias de varas o estão desatualizando gradativamente.

Retos (tigger): Variam de comprimento entre 7″e 15″ e os melhores são anatomicamente preparados. Atualmente são os tipos mais utilizados pelas indústrias, em dimensões e materiais variados. Dividem-se em leves e médios (light e medium), para carretilhas e molinetes com comprimentos que variam de 6″ a 8″.

Pitching: Entre 8″ e 10″ servem para varas de molinetes acima de 6,5 pés.

Steelhead: Acima de 13″, para molinetes ou carretilhas em varas acima de 7 pés.

Flipping: Entre 9″ e 11″, para carretilhas em varas de 6,5 pés.

Musky: Acima de 10″, longo e cilíndrico, para carretilhas, em varas de 6,5 pés e 25 libras.

Comprimento:

Como o nome já explica, é a medida do cabo à ponteira. Essa classificação tem relação direta com as distâncias em que se pretende lançar iscas.
De forma geral, quanto mais compridas forem, mais longe se pode arremessar. Porém, fatores como ações das varas, pesos das iscas a arremessar, espessura das linhas e qualidade das carretilhas e molinetes, entre outros, podem criar pequenas contradições em relação a essa característica.
Em geral, elas têm os comprimentos especificados em pés e polegadas (não em metros). Essas medidas registradas nos blanks.

Pesos de arremesso:

As varas possuem limites mínimos e máximos quanto aos pesos de iscas que suportam ou arremessam. Com iscas mais leves que as indicadas fica difícil lançar. No caso de mais pesadas, a vara pode partir no arremesso.

Os valores referentes a pesos de arremesso, vêm expressos em onça (Oz). Cada onça equivale a 28,35 gramas.

Você pode entender pelo exemplo em que a indicação diz lure (isca em inglês) 1/8 onça – 3/8 onça. Isso significa que essa vara arremessa iscas de um oitavo de onça a três oitavos de onça, ou seja, 3,54 gramas a 10,63 gramas.

Classificações

As varas foram classificadas quanto aos comprimentos, pesos de arremesso, poder ou força, capacidade de peso e resistência das linhas e ações. Em seguida veremos ações:

- Ultra lights (UL) ultraleves:
Comportam linhas de até 6lbs (2,7kg) e iscas de até 6g (1/32 a 3/16 onças). Excelente para pesca de lambaris, pequenas tilápias, trutas, escrivões, manjubas, saicangas e peixes de pequeno porte.

- Lights (L) leves:
Devem ser usadas com linhas de 6lbs (2,7kg) até 12lbs (5,4kg) e iscas de 4g a 11g (1/4 a 3/4 onça). Excelente para pesca de peixes como tilápias, matrinchãs, tabaranas, robaletes, pequeno black bass e betaras.

- Médium (M) médias:
Para linhas de 10lbs (4,5kg) a 14lbs (6,4kg) e iscas de 7g a 21g (1/4 a 7/4 onças). Excelente para peixes do porte como robalos, black bass, traíras, sargos, piraputangas, carpas, pequenos tucunarés e pacus.

- Heavy (H) pesadas:
Voltadas a linhas de 16lbs (7,2kg) a 30lbs (13,6kg) e iscas de 11g a 28g (3/8 a 1 onça). Excelentes varas para pesca de peixes com o porte de jaús, pirararas, meros, badejos, grandes garoupas, grandes pintados, dourados do mar, pirarucus e cações.

- Musky:
O nome de um peixe barra pesada dos EUA, que são peixes ultra pesados. Especiais para linhas acima de 35lbs (15,9kg) e iscas de 40g a 300g. Excelente para peixes do tipo como atuns, piraibas, grandes jaús e meros.

Aprenda a pescar em 6 passos

Resumo

Pode parecer uma atividade para os mais velhos, mas a pescaria pode ser divertida e relaxante para todas as idades. Nada como aproveitar a natureza e um dia de sol para pescar com a família ou os amigos, é um programa para quem gosta de tranqüilidade, contato com a natureza e diversão garantida. Se você ainda não teve a oportunidade de fazer um programa assim, veja como é fácil:

Passos

1

Antes de tudo, é preciso separar os equipamentos e acessórios necessários para a pesca: vara, linha, anzol, isca, chumbinho (para dar peso à linha e ao anzol na hora do arremesso) e bóia (assim você pode notar com mais clareza se a isca foi fisgada).

2

Com os materiais adequados, hora de escolher o local para a pescaria: praia, rio, lago, represa. Hoje em dia, já existem lugares particulares e autorizados para pesca. Há também os famosos “Pesque-Pague”, com lagos cheios de peixes, nos quais você paga pela quantidade de peixes que pescar. Além disso, muitos deles possuem restaurantes, chalés e atração para crianças.

3

Estabelecido o local e com os equipamentos montados, encaixe a isca no anzol com cuidado para não se machucar.

4

Nessa etapa o que conta é a paciência. Arremesse o anzol com força para frente, a fim de alcançar a maior distância possível da margem. Fique observando a pequena bóia amarrada ao anzol sobre a água.

5

Assim que sentir o anzol ser fisgado e a bóia em movimento, inicie a retirada da linha e do anzol da água com rapidez para que o peixe não escape.

6

Com o peixe fora da água, espere que ele pare de se debater para retirar o anzol e, mais uma vez, muito cuidado: é neste momento em que as pessoas se machucam mais retirando o anzol da boca do peixe.

Importante

Psicultura em Tanques

agosto 27, 2012

1-Mercado

2-Peixes Indicado Para o Cultivo

3-Localização

4-Proscesso de Criação

5-Praticas De cultivos e Doenças

6- Alimentação

01- MERCADO

PISCICULTURA EM TANQUES-SOLO

A primeira premissa para o planejamento de qualquer empresa é estabelecer objetivos claros. No caso da criação de peixes é essencial saber para quem se vai produzir. O perfil do consumidor vai designar quase tudo, como, pôr exemplo, quais as espécies a serem criadas e que terão mais aceitação no início do empreendimento. O consumidor é também quem vai determinar o tamanho de sua criação, partir da estimativa de potencial de consumo. O consumidor é o principal dos três segnentos que compõem o chamado “mercado”. )s outros dois são os fornecedores e os concorrentes. Esses três segmentos constituem o universo em que o empresário vai se movimentar. Sem conhecê-los o empreendedor caminha no escuro, portanto deve estudá-los. como já foi afirmado anteriormente, o negócio de criação de peixes tem inúmeras possibilidades. Mas, dentro do planejamento, é necessário, em primeiro lugar, definir para quem se pretende vender. A comercialização de peixes é feita para restaurantes, feiras livres, supermercados, peixarias e pesque-pague, tipo de negócio derivado da piscicultura, voltado para o lazer e que vem se desenvolvendo de forma acelerada será analisado em capítulo à parte. A venda dos peixes pode ser feita diretamente aos estabelecimentos ou pôr intermédio de Associações de Aqúicultores. Estas associações congregam pequenos produtores e servem para reunir a produção encomendada pôr consumidores de grandes quantidades, como os supermercados, pôr exemplo. Na avaliação do piscicultor José Jurandir de Paiva, o ‘Juca Paiva” da fazenda Estiva, em Luziânia-GO, até recentemente o mercado consumidor de peixes era restrito e tinha sua produção principal basicamente destinada ao consumo da Semana Santa. Para ele, com o advento dos pesque-pague o consumo cresceu e se prolongou pôr vários períodos do anos ; O criador afirma que tudo que produzir será comprado pêlos pesque-pague. No que se refere ao consumo direto é necessário ter um quadro bem fiel à realidade. Pesquisas sobre o mercado consumidor de peixes revelam que o brasileiro não tem o hábito de consumir a carne de peixe, que de longe é superada pelo consumo das carnes de aves, bovinos e suínos. Um dos fatores mais desestimulantes ao consumo, em relação aos demais tipos de carnes à venda no mercado, é a relação preço l kg. O quilograma do peixe, dependendo da espécie, pode chegar a custar vinte vezes mais que o mesmo peso em carne de frango. Apesar da grande extensão litorânea e da quantidade de bacias fluviais, no ranking mundial de consumo de carne de peixe, o Brasil é um dos países que estão no fim da fila, como pode-se observar no quadro a seguir:

Consumo pôr pessoal

País Consumo pôr pessoal ano (em kg)
Japão 50
Suécia 35
Portugal 30
chile 10
Brasil 5

O fornecedor, o maior aliado 

Assim como as informações sobre o público consumidor da produção de peixes, o conhecimento dos fornecedores, com o maior número de dados possíveis, é fundamental para o sucesso de uma empresa do ramo. No caso da criação de peixes, a melhor forma de travar contato com os fornecedores é procurando indicações com as associações de aqúicultores da região. Desta forma serão obtidas informações, nas quais se pode cobrar responsabilidade, na qualidade dos alevinos e rações fornecidas. Diante da inexistência de associações de criadores, uma outra opção segura é buscar indicações nos escritórios públicos de maneio rural, como é o caso da Emater e dos postos das secretarias de Agricultura. Nestes escritórios, assim como nas associações, podem ser encontradas relações de locais onde podem ser adquiridos os alevinos.

Concorrentes, os balizadores do mercado 

A concorrência deve ser sempre encarada como um parâmetro para seu empreendimento. Tanto no preço, quanto na qualidade do produto oferecido, na estratégia de venda ou nos resultados gerenciais obtidos. Os concorrentes não podem ser desprezados, mas também não devem ser tratados como os bichos-papões de sua empresa. Poucas são as localidades onde é intensa a disputa direta entre os criadores de peixes, mas, onde esta disputa existe, o mercado tende a ser mais promissor. Isto deve-se à natural tendência de redução nos preços dos produtos oferecidos.

02- PRINCIPAIS PEIXES INDICADOS PARA CULTIVO

Quais são as espécies mais rentáveis e de melhor adaptação

Para que uma espécie de peixe seja considerada adequada para o cultivo, ela deve apresentar algumas características às quais o produtor deve estar sempre atento, como consta em orientação do livro “Manual de Piscicultura Tropical”, de Carlos Eduardo Martins de Proença e Paulo Roberto Leal Bittencourt, editado pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A primeira destas características é que a espécie deve ser facilmente propagáveis, natural ou artificialmente, isto é, poder produzir anualmente um grande número de alevinos. Também é importante apresentar bom crescimento em condições de cativeiro e ser resistente ao manejo e às enfermidades mais comuns. As orientações técnicas também indicam ser necessário que estas espécies apresentem um hábito alimentar onívoro, herbívoro, iliófago, detritívoro, fitoplantófago, zooplantófago ou plantófago. Se a espécie for carnívora, ela deverá ser de alto valor comercial e aceitar alimento não-vivo, de preferência ração peletizada. . Outro ponto muito importante, e que deve servir como peso da balança para a escolha da espécie, é que ela deve ter boa aceitação no mercado. A seguir, de forma bastante resumida, apresentamos as características das espécies mais facilmente encontradas nas unidades produtoras de alevinos no Brasil , atualmente. Vale relembrar que os técnicos das empresas de manejo e mesmo das associações de aqúicultores têm informações mais completas sobre estas espécies.

Espécies

Tambaqui e tambacu

O tambaqui é uma das principais espécies do rio Amazonas, podendo alcançar até 20 kg. Tem a carne bastante apreciada e se adapta bem ao cativeiro, onde atinge, em condições ideais de temperatura e alimentação, até 1,4 kg em um ano. Com crescimento mais rápido que o pacu, porém menos resistente ao frio, registra alta mortalidade em temperaturas abaixo de 1 5ºc. É onívoro e aceita rações. É peixe de piracema e não desova ais indicadas para o cultivo naturalmente em cativeiros. O tambacu, ou paqui, resultante do cruzamento da fêmea de tambaqui com o macho do pacu. Menos sensível que o tambaqui ao clima subtropical, pode adaptarse a temperaturas abaixo de 20ºc. Mas se esse híbrido for fértil e escapar para a natureza, ameaça o futuro das duas espécies das quais se originou. Tanto o tambaqui quanto o tambacu têm carne saborosa e aceitam bem a ração em cativeiro. O tambaqui só se reproduz artificialmente em tanques.

Pacu

Também conhecido como pacu-caranha, na região Centro-Oeste, e pacu-guaçu, no Sudeste, é um peixe originário da Bacia do Prata, habitando principalmente os rios do Pantanal Mato-grossense, onde chega a atingir até 18 quilos. Desenvolve-se melhor em ambientes com temperaturas entre 20/30 mas resiste bem a temperaturas abaixo de 20ºc. É um peixe onívoro, pode ser alimentado com frutas, sementes, grãos, pequenos moluscos, crustáceos, insetos e também com ração com 22% a 30% de proteínas. Peixe de piracema, só se reproduz em cativeiro com indução artificial. Nos viveiros pode ultrapassar 1,1 kg em um ano de cultivo. Sua carne é muito saborosa, podendo apresentar acúmulo de gordura se receber alimentação muito rica em proteínas. Nos policultivos deve ser a espécie principal. Quando cultivado com as carpas, come as nadadeiras das mesmas.

Curimbatá

Também chamado de curimba, corumbatá, grumatá, curimatá ou curimatá, é um peixe muito conhecido do Rio Grande do Sul até o Nordeste do país. Cresce melhor em viveiros grandes, podendo atingir até 800 gramas no primeiro ano Têm hábito alimentar iliófago, isto é uma espécie de fundo de tanque, sua carne tem ligeiro gosto de terra. No policultivo, onde é utilizado como espécie secundária, sua função é remover o lodo, liberando os gases tóxicos e colocando a matéria orgânica em suspensão, o que ajuda a adubar os tanques.

Carpa comum

Espécie de origem asiática cultivada praticamente em todo o mundo, possui qualidades importantes para produção em viveiros, como resistência a doenças, facilidade de manejo e reprodução. Em algumas regiões do Brasil seu sabor e aparência não são bem aceitos pêlos consumidores. As variedades mais cultivadas são a carpa escama, a espelho e a colorida, sendo esta última mais apreciada para fins decorativos. Têm hábito alimentar bentófago e onívoro, ou seja, alimenta-se de preferência de pequenos vermes, minhocas e moluscos que vivem no fundo dos tanques e se adapta bem aos mais diferentes tipos de alimentos. As carpas apresentam crescimento rápido, atingindo facilmente 1,5 kg em um ano. Podendo ser utilizadas em policultivo, se reproduzam em viveiros, apresentando uma desova por ano. Artificialmente podem ser feitas mais de duas desovas ao ano.

Carpa capim

Esta espécie da carpa chinesa, com a cabeça grande e prateada, come principalmente algas, plantas aquáticas, frutas, raízes e capim, como o nome indica. Esse hábito alimentar torna-a muito importante no policultivo, pôr manter o tanque limpo. Além disso, suas fezes abundantes ajudam a fertilizar a água, facilitando a proliferação do plâncton, o alimento de outras espécies. Sua carne magra e de sabor semelhante ao da traira é muito apreciada pêlos consumidores. Tem crescimento muito bom e pode atingir até 1,5 kg no primeiro ano. No cativeiro só se reproduz com indução artificial.

Carpa cabeça grande

Essa carpa chinesa alimenta-se de algas e de zooplâncton. Não aceita muito bem outros tipos de alimentos e rações. É indicada unicamente para policultivo, e como espécie secundária. Peixe de carne magra e saborosa, tem boa velocidade de crescimento, podendo atingir até 2 kg em um ano. No Brasil, os machos atingem a maturidade sexual com dois anos e as fêmeas com três anos de idade. Em cativeiro a reprodução é artificial pelo processo de hipofisação.

Bagre africano

Vem se popularizando em viveiros pôr resistir a baixos níveis de oxigenação na água, pois pode sobreviver e deslocar-se, ficando tora da água pôr longos períodos respirando ar atmosférico através de pseudopulmóes. E dono de alta conversão alimentar, aceita de zooplâncton até pequenos peixes, rações artificiais e vísceras de outros animais. chega a crescer até mais de 1 kg no primeiro ano. Também conhecido pôr darias, tem carne avermelhada e com pouca gordura, atingindo um quilo em um ano. Atinge a maturidade sexual com nove meses de idade, mas sua reprodução tem que ser induzida. O Ibama proíbe seu cultivo – e também o do bagre do canal (catfish) em boa parte do território brasileiro. Para cultivar esta espécie, portanto, é fundamental consultar o Instituto na região em que se pretende implantar o cativeiro.

Tilápia

É um peixe que se reproduz com muita facilidade, mesmo em tanques, apesar de não apresentar um ritmo de crescimento muito rápido. Embora sua carne seja saborosa, não é muito valorizada no mercado. Pôr esse motivo é utilizada como peixe forrageiro nas criações de peixes carnívoros.

Tilápia do NILO

Entre as várias espécies existentes, esta é a mais utilizada para o cultivo, pôr apresentar um melhor desempenho, principalmente os machos. É um peixe africano muito rústico e com carne saborosa. Possui hábito alimentar planctófago e detritívoro, alimentando-se, em primeiro lugar, do plâncton e em menor proporção de detritos orgânicos, aceita bem rações artificiais. Atinge cerca de 400 gramas a 600 gramas no período de seis a oito meses de cultivo. É também utilizado como peixe forrageiro, servindo de alimento na criação de peixes carnívoros. A maior restrição ao seu cultivo é sua reprodução precoce, a partir de quatro meses de idade, o que gera o superpovoamento de tanques. Este problema pode ser contornado com a utilização apenas de alevinos machos, sexados manualmente ou revertidos através de hormônios sexuais, que são facilmente encontrados em vários fornecedores de alevinos.

Piau

Esse peixe nativo, muito apreciado pelo sabor de sua carne, tem desaparecido dos rios e despertado o interesse no seu cultivo. As espécies cultivadas são o piau verdadeiro, o piauçu e a piampara. Tem hábito alimentar onivoro, aceitando bem os grãos e as rações artificiais. Apresenta um bom crescimento, chegando a 800 gramas e até a 1 kg no período de um ano.

Policultivo – o melhor resultado na criação de peixes

A sugestão dos técnicos é que se faça a criação de diversas espécies num mesmo viveiro, o policultivo.

Normalmente os critérios utilizados são de utilização de 90% de peixes de superfície – como o pacu e o tambaqui – e o restante dividido entre duas espécies de meia água – como a carpa chinesa – e duas espécies de fundo – curimbatá e carpas comuns. A distribuição tem como objetivo dar melhor aproveitamento à alimentação, já que os peixes de superfície não buscam comida no fundo do tanque, evitando-se, dessa forma, o desperdício. Ao criar peixes carnívoros, como a traira, pôr exemplo, o criador deve associá-los a peixes menos valorizados comercialmente, como a tilápia. O iniciante neste tipo de negócio precisa se familiarizar com a atividade partindo para a engorda dos alevinos e, mais tarde, se for seu desejo, para o processo reprodutivo que, sem dúvida, exige maior aporte técnico e de capital. Mesmo para o policultivo, o criador deve buscar amparo em empresas técnicas que tratam do assunto, para evitar problemas futuros. Juca Paiva disse que iniciou seu negócio com a criação de tilápias, que serviriam de forragem para o tucunaré. O resultado foi um desequilíbrio nos tanques, pois o tucunaré é um peixe carnívoro muito voraz. “Depois desta experiência fui visitar a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), onde encontrei informações técnicas”, conta seu Juca. Ele disse que depois desta correção de rumos, fez os primeiros tanques, comprou alevinos e mais tarde começou a comprar prós-larvas. A experiência, com apoio técnico, deu certo. Hoje, além de tirar para a criação ele já vende o excesso, passando a fazer a própria reprodução. Há oito anos Juca Paiva está no ramo e há três opera comercialmente, vendendo toda a sua produção. O outro tipo de cultivo, conhecido como monocultivo, consiste na criação de uma única espécie num viveiro. Ele é mais comum em locais onde não existe a oferta de alevinos de várias espécies. A maior desvantagem é a subutilização dos alimentos naturais não consumidos pela espécie escolhida. Esses dois tipos de cultivo voltarão a ser tratados em outro capítulo.

03- LOCALIZAÇÃO

Água, solo e inclinação do terreno são os principais determinantes

 Para viabilizar o projeto de piscicultura e otimizar o empreendimento é necessário estar atento a alguns aspectos ligados ao local de implantação do negócio. Segundo os especialistas em aqúicultura do Ibama, Carlos Eduardo Martins de Proença e Paulo Roberto Leal Bittencourt, informam no livro Manual de Piscicultura Tropical, “estes fatores se referem à topografia da área de implantação do projeto, o tipo de solo onde ele será executado, a avaliação da quantidade e qualidade da água que será destinada ao abastecimento dos tanques, viveiros ou açudes e também à vegetação local”. Os técnicos do Ibama também advertem que não se deve deixar de considerar, também, os dados meteorológicos que poderão influenciar, inclusive, os parâmetros considerados, após os levantamentos dos dados hidrológicos. O reconhecimento e seleção da área de implantação do projeto devem estar vinculados ao tipo de projeto que se pretende desenvolver, às espécies que serão cultivadas, ao manejo adotado e ainda à facilidade de acesso para a comercialização. Todos estes aspectos vão interferir diretamente no sucesso do empreendimento, no Iayout da unidade e no processo construtivo, principalmente para os casos de piscicultura em tanques e viveiros. Vale lembrar que a escolha da área definirá o tamanho da exploração e a determinação dos custos de implantação, além da viabilidade técnica e econômica do negócio.

Topografia

Segundo o “Manual de Piscicultura Tropical”, este aspecto da escolha da localização determina, essencialmente, a viabilidade econômico-financeira do investimento no que se refere ao trabalho de movimentação de terra na construção das instalações. Em áreas de topografia praticamente plana esses trabalhos serão minimizados. Em terrenos acidentados, evidentemente, haverá maior volume de trabalho de terraplanagem. É a topografia que determinará o volume de terra a ser movimentado na construção das instalações. Dela sairão os condicionantes de tipo, superfície, forma e o número de viveiros. De um modo geral, terrenos com inclinação de até 5% são os mais indicados, por serem menos onerosos e possibilitarem maior superfície de área inundada. Ainda neste fator deve-se observar a distância e a cota entre o ponto de captação da água e o local dos tanques e viveiros, correlacionando-se essa cota com o nível mais elevado da área de tanques, de modo a permitir o abastecimento de água através da gravidade. Em resumo, será necessário, para a construção do parque aquático, determinar a declividade do terreno, a diferença de nível existente nos diversos pontos que delimitamos viveiros e a linha de contorno e a medida horizontal e angular. Os equipamentos utilizados na medição da área vão de uma simples trena, mangueira transparente e estacas de madeira até o teodolito, que é o instrumento mais apropriado para esse tipo de trabalho. Para se atingir um levantamento topográfico acurado do terreno deve-se proceder à fixação de uma referência de nível e da linha Norte-Sul. Também deve-se determinar a poligonal de apoio, ou seja, a linha poligonal de contorno da área, as dimensões, rumos e ângulos dos lados dessa poligonal. Pôr último, deve-se plotar as curvas de nível a cada metro de desnível do terreno. Com estas ações serão obtidos a área e o perfil do terreno. O levantamento deve incluir, ainda, o cadastro dos chamados elementos notáveis existentes no terreno, como postes, divisas e riachos, entre outros. Deve-se evitar que o local para implantação do projeto apresente falhas, grandes formigueiros, afloramento de rocha e raízes de árvores de grande porte.

Solo

O solo mais adequado para tanques e viveiros é o que apresenta condições intermediárias entre o arenoso e o argiloso. É necessário que ele tenha boa estrutura, que favoreça a escavação do tanque e permita compactar as paredes e o fundo para evitar a infiltração excessiva de água. É importante observar que a terra com predominância de argila é mais difícil de ser escavada e favorece o aparecimento de rachaduras no tanque, quando este é esvaziado. Já o solo muito arenoso não possui boa capacidade de retenção de água, favorecendo a infiltração do terreno. O ideal é um solo que possua composição mínima de 40% de argila, pois segundo recomendação do médico veterinário e extensionista da Emater-DF, Adalmyr Moraes Borges, em seu estudo Noções de Piscicultura – A criação de Peixes, editado em julho de 1995, é necessário também, dependendo da localização do empreendimento, fazer a correção do índice de acidez (pH> do solo, que influenciará na acidez da água dos viveiros.

Quantidade de água

A atividade de piscicultura demanda água de alta qualidade e com quantidade abundante. O volume de água necessário é calculado em função da área e da profundidade do viveiro. Em um viveiro de 1 ha e de profundidade média de 1,5 m, são necessários 15.000 m3 (metros cúbicos) de água. Para um viveiro com estas dimensões é recomendável que o enchimento ocorra em 72 horas, portanto a vazão deve ser superior a 38,6 lis. Fórmulas para o cálculo de vazão podem ser encontradas em livros de física ou, especificamente, no livro do Ibama “Manual de Piscicultura Tropical”. Depois do enchimento de um tanque ou viveiro, a colocação de água deve ser promovida exclusivamente em três situações: para compensar perdas pela evaporação, recuperar o volume perdido com infiltrações, ou recupera a taxa de oxigênio da água, caso seja detectada uma deplexão.

Tipos de instalação

De acordo com o Manual de Orientação Técnica para Piscicultura, editado pelo Sebrae da Bahia em 1993, as instalações empregadas em um projeto de exploração racional de peixes podem ser compostas pôr viveiros ou tanques. Antes de se iniciar a construção de um açude ou de tanques, deve-se efetuar o planejamento de todas as etapas a cumprir, especialmente no caso dos viveiros. Ainda segundo o Manual de Piscicultura Tropical, com base no relevo, tipo de solo, e características da bacia hidrográfica é que será estabelecido o Iayout do conjunto. Isto significa que a disposição do açude e/ou viveiros será feita em função dos pontos de captação da água, da avaliação dos serviços de terraplanagem e da quantificação e dimensionamento do orçamento prévio estimativo das obras. Segundo os autores do manual “existem situações que permitem, inclusive, a utilização integrada de açudes e viveiros”. Além da necessidade de conciliar a disposição dos viveiros com o mecanismo de abastecimento pôr ação da força da gravidade, é importante planejá-los de maneira que a maior dimensão dos tanques seja paralela às curvas de nível do terreno para promover economia no trabalho de terraplanagem.

Viveiros – são reservatórios escavados em terreno natural, dotados de sistemas de abastecimento e de drenagem. Estruturalmente são divididos em viveiros de barragem (açudes) e de derivação.

Viveiros de barragem – são construídos a partir do erguimento de um dique ou barragem capaz de interceptar um curso de água. Em geral são utilizados pequenos vales para sua alocação. Entre as vantagens deste tipo de viveiro está o baixo custo de sua construção. Apresentam, porém, uma série de aspectos negativos. O primeiro deles é o fato de não se ter um controle efetivo da quantidade de água, com o constante perigo de rompimento da barragem, em função das contribuições recebidas pôr fortes chuvas. Estas instalações apresentam ainda dificuldade no manejo, especialmente no que se refere à adubação, alimentação artificial e despesca.

Viveiros de derivação – geralmente são construídos em terrenos que apresentam grande declividade ao longo do curso d’água, mas em pontos onde é fraco o declive transversal do terreno. Tanto o abastecimento, quanto a drenagem deste tipo de instalação são feitos pôr meio de canais. As principais vantagens deste tipo de viveiro são a facilidade de manejo e o controle da entrada e saída do fluxo de água.

Tanques – A principal diferença deste tipo de instalação para os viveiros é que têm o fundo revestido em base de alvenaria, pedra, tijolo ou concreto. Inicialmente foram empregados como berçários, mas tornaram-se obsoletos nesta função. São recomendáveis para terrenos arenosos e com grande infiltração. Seu custo de produção é alto e se contrapõe à baixa produtividade. A principal desvantagem dos tanques é que, pelo fato de serem revestidos, não desenvolvem os microorganismos necessários à alimentação dos peixes. Nos locais onde ocorrem muitas variações de temperatura, é recomendável que a profundidade dos tanques seja aumentada em 0,50 m, para evitar grandes oscilações.’ Estas mudanças não são sentidas principalmente no fundo (geralmente com 1,70 m) onde a maior parte dos peixes se refugia, porque lá a temperatura da água costuma manter-se homogênea e estável. O tamanho do tanque varia de acordo com a quantidade de peixes que se deseja criar. Outros condicionantes são a oferta de água e a quantidade de matéria orgânica disponível na propriedade. Para os viveiros de alevinaciem a área ideal está na faixa de 2.000 a 5.000 m2. Entretanto, tanques de dimensões inferiores também podem ser utilizados. O principal problema detectado com a redução nas dimensões dos tanques é que, conseqúentemente, fica reduzida a superfície de água em contato com o ar, resultando em taxas menores de oxigenação. Viveiros muito grandes, porém, apresentam como inconveniente as dificuldades no manejo: são mais demorados para encher e esvaziar e requerem mais tempo na hora de passar a rede, pôr exemplo. Como foi afirmado anteriormente, recomenda-se a utilização de viveiros escavados na terra, que permitem mais eficiência no abastecimento, no tratamento dos peixes, especialmente na captura, e no controle da alimentação e da fertilização. O formato mais recomendado é o retangular, com paredes inclinadas em ângulos de 45 graus e com até 2 m de profundidade. O nível da água varia, comumente, de 1,20 a 1,50 m. Já os viveiros de barragem podem ter a forma alterada pela topografia do terreno e possuir superfície de formato triangular ou até mesmo circular. Em seu estudo, o veterinário Adalmyr Borges aponta também quatro aspectos que precisam ser considerados para a construção de viveiros e/ou tanques:

Água – deve ser de boa qualidade, livre de agrotóxicos e poluentes. A vazão ideal requerida é de 10 litros pôr segundo pôr hectare de área inundada (60 litros/minuto a cada 1.000 m2), o suficiente para o enchimento, renovações e compensar perdas provocadas pela evaporação e infiltrações. O sistema de abastecimento deve ser individual, evitando-se a transferência de água de um viveiro para outro.

Terreno - antes de iniciar a construção deve ser feita uma limpeza da área, com a retirada total de galhos, raízes e restos de vegetação.

Dimensões – como geralmente são de formato retangular, o comprimento deve ser igual a três vezes a medida da largura e a profundidade de até 2 m. Na piscicultura doméstica os viveiros variam de 100 a 500 m2. Já na atividade comercial os tamanhos podem variar de 1.000 a5.000 m2.

Esvaziamento – O fundo do viveiro deve ser bem plano e limpo e possuir uma declividade de 1 a 0,5% em direção ao local de escoamento, localizado sempre do lado oposto da entrada de abastecimento. Os sistemas mais comuns de escoamento são o de cotovelos de canos de PVC (para viveiros de pequena e média dimensão) e de monge (para viveiros grandes).

04- PROCESSO DE CRIAÇÃO

Adubar faz o peixe crescer e aumentar de peso

O manejo é o conjunto de práticas utilizadas para a exploração do cultivo. O bom cumprimento das técnicas de manejo se traduz, inevitavelmente, em maior rentabilidade no empreendimento. Das técnicas de manejo do cultivo de peixes fazem parte a preparação dos viveiros, o condicionamento e transporte dos primeiros alevinos, o povoamento dos tanques, alimentação, e despesca. A preparação dos viveiros consiste, basicamente, na calagem e nas adubações. O processo de calagem é necessário quando a água do viveiro apresenta PH inferior a 7,0. Os produtos mais utilizados para isto são o calcário dolomítico e a cal viva. De uma maneira geral, em terras ácidas, utiliza-se 2.000 kg de calcário pôr hectare (ou 200g/m2) ou, no caso da cal, uma proporção de 1.000 kg/ha (também calculado pela fórmula l00g/m2). Com a obra do viveiro pronta, espalha-se um dos produtos na proporção calculada pôr todo o fundo e laterais do reservatório. Depois da calagem, aguarda-se em média 15 dias para a adubação e o enchimento do viveiro. Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, não são os peixes que consomem diretamente o adubo. A adubação dos viveiros, que pode ser orgânica ou inorgânica, tem a mesma finalidade que na agricultura. Quando se aduba a água, há um maior crescimento do plâncton, que é o conjunto dos pequenos animais (zooplâncton> e vegetais (fitoplâncton) dos quais se alimentam a maioria das espécies. A principal adubação dos viveiros deve ser a orgânica. Os adubos de melhor qualidade para a piscicultura são os estercos de aves e suínos, sendo também utilizados os estercos de bovinos e de outros animais. Podem ser utilizadas fezes frescas, mas os estercos curtidos surtem efeitos superiores. A adubação química (inorgânica) deve ser feita de forma complementar. Em geral a água apresenta quantidade mínima de fosfato, pôr isso costuma-se utilizar a combinação fósforo-nitrogênio como nutriente auxiliar na produção de peixes. Quinze dias após a calagem é feita a adubação inicial, junto com o enchimento do viveiro, de acordo com os seguintes parâmetros:

ADUBAÇÃO

TIPO PRODUTO QUANTIDADE em g/m2
Orgânica Esterco bovino 300
Orgânica Esterco suíno ou de aves 150
Química fosfatada Supertosfato simples 7,5
Química fosfatada Supertostato triplo 2,5
Química nitrogenada Sultato de amônio 13
Química nitrogenada Uréia 6,5

Igualmente importante à preparação dos viveiros é o acondicionamento e transporte de alevinos. De acordo com o Manual de Orientação Técnica para Piscicultura, editado pelo Sebrae/BA, os alevinos podem ser transportados da estação produtora até o local de cultivo acondicionados em sacos plásticos inflados com oxigênio, em tanques de amianto ou fibra de vidro ou em tanques de lona revestindo a carroceira de um veículo. A quantidade de alevinos pôr lote depende, fundamentalmente, do oxigênio disponível e da duração do translado. Considerando que o transporte tenha duração máxima de 24 horas, a temperatura da água em torno de 280C e alevinos com comprimento médio de 2 cm, podem-se acondicionar até 3.000 alevinos em um saco plástico de 60 litros, desde que seja colocada uma parte de água para duas de oxigênio. Nas demais estruturas de acondicionamento recomenda-se o preenchimento de 1/3 do volume com água, podendo se colocar 3.500 alevinos pôr metro quadrado de área. Para povoar o local de cultivo, alguns cuidados devem ser observados. O principal deles é com relação à diferença de temperatura de transporte dos alevinos e a água do viveiro ou tanque. O choque térmico pode provocar uma grande mortalidade. Para se evitar isso, é recomendado que os sacos plásticos sejam deixados boiando pôr um período de 10 a 20 minutos, até que a temperatura seja igualada e eles sejam abertos. No caso da utilização de outra estrutura de transporte, adiciona-se, aos poucos, a água do ambiente de cultivo à água de transporte até que ocorra o equilíbrio. De acordo com Adalmyr Borges, existe ainda um sistema de berçários, que reduz a ‘nortalidade dos alevinos recém-tranportados. este sistema consiste na construção de viveiros de recria, com área variando de 4 a 5% da área dos viveiros de engorda. Neles os alevinos permanecem de 30 a 40 dias, na proporção de 0 a 25 pôr metro quadrado, ganhando uma maior taxa de sobrevivência. De um modo geral, os alimentos naturais suprem as necessidades nutricionais dos peixes cultivados, mas à medida em que se busca maior produtividade, a utilização de alimentos artificiais é imprescindível. A alimentação artificial pode ser suplementar, através de grãos de cereais e farelos ou farinhas, ou administrada de forma completa, pelo uso de rações fareladas, granuladas ( também chamadas de peletizadas ) ou flutuantes. Quando encarado como nutrição principal, o alimento artificial deve ser administrado diariamente, dividido em duas refeições de penodos fixos ( preferencialmente no início da 1 manhã e final da tarde ) e pelo menos 5 dias pôr semana. A quantidade a ser lançada deve ser de 3 a 4% da biomassa, o peso total dos peixes no tanque. O método mais utilizado para estabelecer a quantidade de alimento a ser administrado é a biometria quinzenal ou mensal. Ela consiste na captura de uma amostra aleatória da população de peixes estocados. Para realizá-la é necessário uma rede de malha ( para colher o peixe ) , uma balança com graduação em gramas e um ictiômetro para medição do comprimento da amostra. O valor obtido na medição é multiplicado pelo número de peixes cultivados, calculando-se a biomassa total de peixes estocados. De posse deste valor é que se calcula a quantidade de ração a ser administrada.

Exemplo: cultivo intensivo de tambaqui

taxa de estocagem – 1 peixe m2

àrea do viveiro – 2.500 m2

peso médio da amostra – 200 g
quantidade de ração – 40/o da biomassa

Então tem-se:

2.500 peixes x 0,2 kg = 500 kg de biomassa

500 kg x 0,04=20 kg de ração diária, ou:

10 kg de ração pôr refeição ( 2 x ao dia ).

As rações balanceadas mais comumente encontradas no mercado são as seguintes:

RAÇÔES

Nome Peso
Crialevinos saco 40 kg
Cria Peixe 30% saco 40 kg
Cria Peixe 23% saco 40 kg
Cria Peixe Bagre saco 40 kg
Pirá Tropical ( flutuante ) saco 25 kg

A despesca é a operação de retirada dos peixes dos viveiros quando eles atingem o tamanho e o peso ideais à comercialização e consumo. Ela pode ser feita de forma total ou parcial. A parcial geralmente ocorre quando pôr algum motivo os peixes não apresentaram crescimento uniforme, ou quando a comercializaçáo / consumo determina que o estoque não seja baixado completamente. Para a realização da despesca deve se levar em consideração os períodos em que o produto atinge maior valorização no mercado, como pôr exemplo na Semana Santa, quando a demanda pelo peixe é maior que a oferta. O passo inicial do processo de despesca é o esvaziamento do viveiro, que deve ser realizado de forma gradativa. Deste modo, os peixes costumam refugiar-se na parte mais profunda do reservatório, facilitando a operação. Na retirada são utilizados, geralmente, rede de pesca com malha variam de 25 a 40 mm entre os nós, puçás de tamanhos variados, baldes plásticos de 60 litros e tarrafas. De maneira geral, a despesca ocorre a partir de l0 a 12 meses do início do cultivo.

05- PRATICA DE CULTIVO

A escolha da forma de criar determina produtividade e custos

 Os sistemas de exploração diferem de acordo com os cuidados dispensados à criação e irão determinar a produtividade e os custos do produtor. Neste capítulo, tomando pôr base o “Manual de Orientação Técnica” elaborado pelo Sebrae/BA, vamos apresentar as práticas e os tipos de cultivo que ocorrem: cultivo extensivo, semi-intensivo e intensivo; monocultivo e policultivo; e consórcio de peixes com a criação de outros animais.

Cultivo extensivo

Este é o tipo de exploração feita em açudes, lagoas, represas e outros mananciais, nos quais o homem não controla os predadores, nem a qualidade da água onde se desenvolve o alimento natural, único disponível para os peixes. A taxa de estocagem utilizada é de um peixe para cada 10 metros quadrados.

Cultivo semi-intensivo

Neste caso o alimento natural desempenha um papel preponderante na produtividade da cultura de peixes, contudo, em virtude de uma maior densidade de estocagem – em média de três a cinco peixes a cada 10 metros quadrados – há necessidade de se fertilizar as águas e/ou fornecer alimentos suplementares aos peixes, tais como grãos (tipo milho e sorgo) , farelos (milho , sorgo , trigo , soja) , tortas (mamona, algodão) e farinhas (carne , peixe) .

Cultivo intensivo

A característica principal deste cultivo é o uso de rações balanceadas na alimentação dos peixes, em virtude das densidades de estocagem bastante altas – cerca de um peixe pôr metro quadrado – o que torna os alimentos naturais bastante insuficientes, embora estejam presentes na cultura e possam mesmo ser incrementados através de fertilizantes. O cultivo intensivo é realizado em tanques e viveiros, e as formas de intervenção do produtor são as mesmas utilizadas para a piscicultura semi-intensiva.

MonocuItivo

Como já dissemos, este é o tipo de cultivo em que é criada uma só espécie. Em geral é utilizado em águas correntes, onde existe limitação de alimento natural e em locais onde não existe oferta de alevinos de diferentes espécies. Comparativamente, e menos recomendável que o policultivo. A maior desvantagem desta prática é a subutilização dos alimentos naturais não consumidos pela espécie escolhida, pôr não fazer parte de seu hábito alimentar.

Policultivo

Como também já abordamos, esta prática consiste no cultivo de diferentes espécies de hábitos alimentares distintos. Neste caso, ocorre um melhor aproveitamento dos alimentos naturais disponíveis nos diversos estratos, o que propicia uma maior produtividade.
Uma desvantagem deste processo é a necessidade de separação das espécies no momento da despesca, além da exigência de um maior rigor no manejo, para evitar um desequilíbrio no ecossistema aquático, o que pode provocar competição entre as diferentes espécies.
As principais espécies cultivadas pôr esta prática e seus hábitos alimentares são a carpa comum (bentófaga e onívora ), pacu ( onívoro ), carpa capim ( herbívora ), carpa prateada ( fitoplanctófaga ), carpa cabeça-grande ( zooplanctófaga ), curimbatá ( iliófaga ) e tilápia ( planctófaga e detritiva ) . Com estas informações é possível selecionar as espécies mais convenientes à exploração local.

Consórcio peixes / suínos

Neste tipo de consórcio de produção as fezes e urina dos porcos são escoadas diretamente para dentro do viveiro. Os suínos são criados em galpões sobre ou próximos deste viveiro para que todo o material, incluindo restos de ração, seja aproveitado pêlos peixes. As fezes frescas contêm cerca de 200/o de alimento mal digerido, podendo ser aproveitadas diretamente, enquanto o restante serve de adubo orgânico, estimulando a produção do plâncton e bentos, que também serão consumidos.
A estocagem recomendada para estes casos é de 60 suínos para cada hectare. Neste tipo de cultivo, sem qualquer outra forma de adubação e alimento complementar, pode-se estimar uma produção em torno de 2 a 3,5 toneladas pôr hectare a cada ano.
Deve-se ter o cuidado quando produtos químicos, como vermífugos e desinfetantes, pôr exemplo, forem aplicados no cultivo de suínos, porque estes produtos são prejudiciais aos peixes, podendo, inclusive, provocar mortalidade, o que, sem dúvida, comprometerá o resultado da piscicultura.

Consórcio peixes / aves

O esterco de aves é um dos adubos mais completos se comparado ao de outros animais, o que assegura elevada produção de plâncton. No caso de consórcio com marrecos de Pequim, devem ser utilizadas entre 300 e 500 aves pôr hectare e, para o cultivo, constroem-se comedouros para as aves próximos às margens ou sobre uma ilha artificial de madeira ou tela. Estas providências evitam o desperdício de ração, pois os restos que caem na água também serão aproveitados pêlos peixes.
Além de adubar os viveiros com suas fezes, os marrecos intensificam a oxigenação dos viveiros através do movimento de ondulaçáo das águas, erradicam a vegetação aquática existente e certos anclídeos, além de controlar a reprodução sobre o cultivo de tilápias, porque se alimentam de pequenos alevinos e também pôr destruir ninhos.
A desvantagem deste consórcio é que as aves danificam os taludes dos viveiros e tornam-se hospedeiras de certos parasitas de peixes. No caso dos marrecos, sua comercialização é difícil em certas regiões do país, como o Nordeste, pôr exemplo, porque sua carne não é bem aceita. A produção de peixes pôr este tipo de associação pode alcançar até duas toneladas pôr hectare em um ano.
No processo de cultivo, qualquer que seja a escolha do piscicultor, é fundamental estar atento à saúde dos peixes, através do trabalho constante de prevenção e controle das infecções causadas pôr parasitas. A infecção de um viveiro, com qualquer organismo unicelular, pode ser diagnosticada através de alguns sinais característicos como:

A presença de peixes em grandes cardumes perto da superfície da água;

Acúmulo de peixes abaixo da entrada de água;

Ocorrência de espécies mais escuras;

ocorrência de peixes mortos na superfície. Vale ressaltar que somente peixes mortos pôr infecções parasitárias tendem a flutuar na superfície, ao contrário de peixes que morrem pôr fatores dietéticos, pôr exemplo, que permanecem no fundo.
A melhor maneira de prevenir infecções pôr parasitas é preparar o viveiro convenientemente, para assegurar uma boa produção de alimentos naturais e fornecer alimentação artificial de boa qualidade e quantidade adequada. Outra medida preventiva importante é assegurar que o estoque jovem de peixes não entre em contato com os peixes adultos, pois estes podem transmitir parasitas contidos no muco e nas guelras.
As principais infecções causadas pôr parasitas são a ictioftríase ou ictio, popularmente conhecida como “doença dos pontos brancos”;

Saprolegniose; apodrecimento das nadadeiras;

Hidropsia infecciosa e argulhose.

Além destas doenças, a intoxicação alimentar também pode trazer problemas aos peixes. A seguir apresentaremos, resumidamente, os principais sintomas de cada uma destas doenças. As empresas de manejo, como Emater, pôr exemplo, têm técnicos que podem oferecer orientação sobre o assunto.

Ictiotiríase

Esta doença ocorre em função da baixa temperatura da água. E’ facilmente diagnosticada, pois o corpo do peixe apresenta-se coberto de pequenos pontos brancos, principalmente o opérculo e nadadeiras. Os animais ficam inquietos, raspando o corpo nas paredes do viveiro para retirar os parasitas.

Saprolegniose

Esta doença parasitária é causada pelo fungo saprolegnia achyla. Os peixes ficam com manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão pôr todo o corpo. Este fungo normalmente ataca os animais feridos ou debilitados e propaga-se rapidamente quando a temperatura da água fica abaixo de 230G e existem sobras de alimentos no fundo dos viveiros.

Apodrecimento das nadadeiras

As causas para esta doença podem ser muitas, mas geralmente ela ocorre pôr ação de bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e logo começam a desfazer-se. A temperatura baixa e o ph ácido também contribuem para o seu aparecimento.

Hidropisia infecciosa

O causador desta doença ainda não foi determinado, mas já se conhecem dois tipos de hidropisia com manifestações externas. a intestinal e a ulcerosa. A primeira é caracterizada pôr um acúmulo de líquido na cavidade abdominal ( ascite ), quando o ventre do peixe fica abaulado e flácido. A segunda é caracterizada pôr formações de manchas sanguinolentas sobre o corpo do peixe e as nadadeiras atacadas pela doença ficam parcialmente destruídas.

Argulose

provocada pelo ácaro argulius folhaceus esta doença também é conhecida como piolho das carpas. O peixe apresenta movimentos nervosos nas nadadeiras e pontos avermelhados na pele.

Intoxicação alimentar

É causada pelo excesso de comida ou pôr alimentos deteriorados. O peixe fica próximo à superfície do viveiro, com o ventre estufado e as escamas geralmente eriçadas.

06- ALIMENTAÇÃO

ALIMENTAÇÃO

Praticamente todos os organismos presentes em viveiro
contribuem para a alimentação dos peixes.
A maior ou menor quantidade
desses organismos irá influenciar a
produção de peixes respectivamente aumentando ou
diminuindo a capacidade produtiva do
viveiro.

As fontes de alimentos naturais podem ser classificadas
em:

A – FITOPLÂNCTON : pequenas plantas em suspensão na água,
ex.: algas
B – ZOOPLANCTON : pequenos animais em suspensão na água, ex.:
microcrustáceos
C – BENTON : animais que vivem no lodo do fundo,
ex.: caramujos, vermes
D – SEDIMENTO ORGÂNICO: excrementos e restos de plantas
e animais mortos, ex.: lodo
E – PLANTAS AQUÁTICAS : localizadas no fundo, no
talude, na superfície, ex.: aguapés

De uma maneira geral, os alimentos naturais suprem
as necessidades nutricionais das
espécies cultivadas , mas a medida em que se busca produtividade
maiores se torna imprescindível a utilização de alimentos artificiais.

A alimentação artificial pode ser apenas suplementar, através de grãos de cereais e
farelos ou farinhas, ou completa. através de rações fareladas, granuladas ( peletizadas ) ou flutuantes (extrusadas>. Como o arraçoanento artificial é mais caro, podendo resultar em aumentos de 60 % nos custos de produção, é necessário que a sua utilização seja bem controlada para alcançar melhor desempenho
na atividade. Para calcular a quantidade de alimento que deve ser fornecido diariamente, é usada a proporção de 3 a 5% do peso dos peixes no tanque.

EXEMPLO.

Um tanque com área de 1000 metros quadrados e
profundidade media de 120 centímetros, tendo uma população de 800 peixes com
peso de 0,2 quilogramas cada, adotando a proporção de 3% de ração.

Fórmula para cálculo de ração diária =

numero de peixes X peso X proporção utilizada
_________________________________________________________
100

total =

800 X 0,2 X 3%
__________________________________________________= 4,8 Kg de ração pôr dia
100

No decorrer do cultivo se faz necessário adequar constantemente as quantidades
fornecidas de alimentos de acordo com o crescimento
dos peixes. Durante os períodos de temperatura da agua mas fria consumo de ração
tende a diminuir, chegando a parar completamente em algunas espécies.

Os alimentos podem ser jogados à lanço manualmente ou através de alimentadores
automáticos, sempre nos mesmos horários e locais.
Deve ser feita de 1 a 2 vezes ao dia ,
aproveitando as horas mais quentes quando os peixes apresentam uma maior atividade.
em viveiros pequenos o alimento pode ser oferecido em um único local, já em tanques acima de 2.000 metros quadrados são necessários 2 ou mais pontos
de alimentação. Outra forma de arraçoamento é a utilização de cochos submersos de
plástico ou madeira, que facilitam o manejo com a colocação dos alimentos uma vez ao dia e elimina as mostragens, já que o ajuste na
quantidade pode ser realizado de acordo com o consumo observado, devendo haver sobras diárias de ate 5% do que foi fornecido. Apresenta ainda
a vantagem de poder usar rações fareladas com bom aproveitamento , desde que sejam
fornecidas umedecidas.

Fonte: Pagina do Pisicultor

Aprenda a jogar Xadrez

agosto 26, 2012

  

Kasparov                 Bob Fisher

“Xadrez é vida” Bobby Fischer

“Os computadores tem uma vantagem sobre os humanos: não perdem a concentração ao levantar-se para ir ao banheiro”. – Kasparov

Regras do Xadrez

Introdução

O jogo de Xadrez é jogado por dois jogadores. Um jogador joga com as peças brancas o outro com as pretas. Cada um inicialmente tem dezasseis peças: Um Rei, uma Dama, duas Torres, dois Bispos e oito Peões.

O posicionamento inicial das peças assim como o formato do tabuleiro é como o que se mostra na figura seguinte:

As peças na linha de baixo e da esquerda para a direita são: Torre, Cavalo, Bispo, Dama, Rei, Bispo, Cavalo e Torre.

Os jogadores movimentam alternadamente uma das suas peças, sendo sempre o jogador com as brancas o primeiro a começar. Um movimento consiste em pegar numa peça e coloca-la numa nova casa respeitando as regras de movimento. Só o Cavalo é que pode passar por cima de outras peças.

Existe um movimento especial denominado Roque em que um jogador pode movimentar duas peças simultaneamente.

Um jogador pode Capturar peças do adversário, para faze-lo tem de movimentar uma das suas peças para uma casa que contenha uma peça inimiga, respeitando as regras de movimento. A peça capturada é retirada do tabuleiro. (A captura não é obrigatória).

O jogo termina quando se atingir o mate ou uma situação de empate.

Regras de Movimento

Rei

O Rei pode mover-se uma casa na horizontal, vertical ou diagonal.

O Rei do lado a jogar nunca pode estar em xeque após a realização de uma jogada. Se não for possível evitar que o Rei esteja em cheque a posição passa a ser de mate e o lado do Rei que está a ser atacado perde.

Dama

A Dama pode movimentar-se um qualquer número de casas na horizontal, vertical ou qualquer em uma das diagonais.

Torre

A Torre pode movimentar-se um qualquer número de casas na horizontal ou vertical.

Bispo

O Bispo pode movimentar-se um qualquer número de casas em qualquer uma das diagonais.

Cavalo

O Cavalo movimenta-se em forma de L, e é a única peça que pode “saltar” por cima de outras.

O movimento do cavalo define-se como: duas casas numa direcção e outra na perpendicular.

Peão

O peão move-se de formas distintas quer se esteja a mover ou a capturar uma peça.

Quando um peão se move avança uma casa na vertical em direcção ao lado do adversário. Se ele ocupar a sua casa inicial pode avançar uma ou duas casas.

Para capturar o peão move-se uma casa na diagonal.

Tomada en-passant

Um movimento especial dos peões chama-se tomada en-passant. Nas três figuras de cima pode ver-se uma tomada en-passant.Esta é possível quando um peão avança duas casas e quando simultaneamente um peão inimigo se encontra em posição de ataque à casa por onde o peão que se move passa. Nesse caso o peão atacante pode capturar o que se move movendo-se para a casa de passagem. Esta tomada só pode acontecer no lance seguinte ao movimento.

Promoção

Outro movimento característico dos peões é a promoção. Esta acontece quando um peão atinge a última linha, ou inversamente a primeira do adversário. Quando isso acontece o jogador tem de converter o Peão numa Dama, Torre, Bispo ou Cavalo.

Roque

O roque é um lance especial em que o Rei e a Torre se movimentam simultaneamente. Este só pode ser realizado uma vez por cada jogador.

Para o roque ser possível têm de se verificar as seguintes condições:

  • O Rei que vai fazer o lance não se pode ter movido durante o jogo.
  • A Torre vai fazer o lance não se pode ter movido durante o jogo.
  • O Rei envolvido não está em xeque.
  • Todas as casas entre o Rei e a Torre têm de estar desocupadas.
  • O Rei não passa por uma casa atacada por uma peça inimiga durante o movimento.
  • A casa de destino do Rei não está a ser atacada.
  • O Rei e a Torre têm de ser do mesmo lado.

O movimento de roque consiste no Rei movimentar-se duas casas na direcção da Torre e a Torre passar para a casa adjacente ao Rei do lado oposto ao que se encontra inicialmente.

Xeque, Mate e Empate

Xeque

Quando o Rei está a ser atacado por uma peça inimiga diz-se que este está em xeque.

No final da jogada o Rei não pode ficar em cheque, se o jogador se enganar e deixar o Rei nessa situação este terá de refazer o lance, neste caso a regra piece tuche piece joue se possível tem de ser respeitada.

Caso não seja possível deixar o Rei sem estar em xeque a posição passa a ser de mate e o jogo termina com derrota para o lado que se move.

Mate

O jogador que está em xeque não pode evitar que o seu Rei deixe de o estar no final do seu lance. Esta situação é designada mate e implica a derrota para o lado do Rei que está em xeque vitória para o outro.

Empate

Quando o lado a mover não tem nenhuma jogada legal que possa realizar e não está em xeque o jogo termina com empate.

Outras Regras

Desistência e Proposta de Empate

Um jogador pode desistir a qualquer momento, o que implica a sua derrota.

Após realizar uma jogada um jogador pode propor empate. O adversário pode aceitar, o jogo termina com empate, ou recusar, o jogo continua regularmente.

Repetição de Posições

Quando a mesma posição é atingida três vezes com o mesmo lado a jogar, este pode optar por terminar o jogo com empate.

De notar que posições antes a após roque são consideradas diferente.

Regra das 50 jogadas

Se existirem 50 jogadas consecutivas sem capturas ou movimentos de peões, isto é 50 lances para as brancas e 50 lances para as pretas, qualquer dos jogadores pode optar por terminar o jogo com empate.

Tocar nas Peças

Esta regra diz que quando se toca numa peça esta tem de ser jogada, ou do francês: “piece touche piece joue”.

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