Grafologia

Grafologia é o estudo da escrita manual, especialmente quando empregado como método para análise da personalidade. Os verdadeiros peritos em escrita manual são conhecidos como grafotécnicos, ou periciadores de documentos, não como grafólogos. Os periciadores de documentos levam em conta os laços, pingos nos “i” e cortes nos “t”, espacejamentos das letras, inclinações, alturas, arremates, etc. Examinam a caligrafia para determinar autenticidade ou falsificação.

Os grafólogos examinam laços, pingos nos “i” e cortes nos “t”, espacejamentos das letras, inclinações, alturas, arremates, etc., mas acreditam que essas minúcias da escrita sejam manifestações de processos mentais inconscientes. Acreditam que tais detalhes possam revelar tanto sobre uma pessoa como a astrologia, a quiromancia, a psicometria, ou o indicador Myers-Briggs de tipos de personalidade. No entanto, não há nenhuma prova de que a mente inconsciente seja um reservatório que guarda a verdade sobre uma pessoa, muito menos de que a grafologia ofereça um portal para esse reservatório.

Afirma-se que a grafologia serve para tudo, desde entender questões de saúde, moral e experiências passadas a talentos ocultos e problemas mentais.

Porém, “em estudos adequadamente controlados e cegos, em que as amostras de caligrafia não contêm nada que possa fornecer informações não grafológicas nas quais se possa basear uma predição (por exemplo, um trecho copiado de uma revista), os grafólogos não se saem melhor que o acaso na predição… de traços de personalidade….” [“The Use of Graphology as a Tool for Employee Hiring and Evaluation [Uso da Grafologia Como Ferramenta Para a Contratação e Avaliação de Empregados],” da Associação das Liberdades Civis de British Columbia] E mesmo os que não são experts são capazes de identificar o sexo da pessoa que escreveu em cerca de 70% das vezes (Furnham, 204).

Os métodos usados pelos grafólogos variam.

Mesmo assim, as técnicas desses “peritos” parecem se resumir a itens como a pressão exercida sobre a página, espacejamento de palavras e letras, cortes nos “t”, pingos nos “i”, tamanho, inclinação, velocidade e regularidade da escrita. Embora os grafólogos neguem, o conteúdo da escrita é um dos fatores mais importantes na avaliação grafológica da personalidade. O conteúdo de uma mensagem, naturalmente, independe da caligrafia e deveria ser irrelevante na avaliação.

Barry Beyerstein (1996) considera as idéias dos grafólogos nada mais que magia simpática. Por exemplo, a idéia de que deixar espaços em branco entre as letras indica tendência ao isolamento e solidão porque os grandes espaços indicam alguém que não se relaciona facilmente e que não se sente confortável com a proximidade. Um desses grafólogos afirma que uma pessoa revela sua natureza sádica se cortar os ‘t’ com linhas que se assemelham a chicotes.

Como não há nenhuma teoria útil de como a grafologia poderia funcionar, não é surpresa o fato de não existirem indícios científicos de que nenhuma característica grafológica tenha correlação significativa com qualquer traço de personalidade interessante.

Adrian Furnham escreve

Os leitores familiarizados com as técnicas da leitura a frio serão capazes de entender por que a grafologia parece funcionar e por que tantas pessoas (inteligentes em outras circunstâncias) acreditam nela. [p. 204]

Acrescente-se à leitura a frio o Efeito Forer ou Barnum, a predisposição para a confirmação, e o reforço comunitário, e temos uma explicação bastante completa para a popularidade da grafologia.

A grafologia é mais uma ilusão daqueles que querem um método rápido e rasteiro de tomar decisões para lhes dizer com quem se casar, quem cometeu o crime, a quem contratar, que carreira seguir, onde achar boa caça, onde encontrar água, petróleo ou o tesouro escondido, etc. É mais um elemento na longa lista de substitutos enganosos para o trabalho duro. É atraente para os que se impacientam com questões problemáticas como a pesquisa, análise de indícios, raciocínio, lógica e teste de hipóteses. Se você quer resultados, e os quer imediatamente e expressos em termos fortes e determinados, a grafologia serve. Se, no entanto, você puder conviver com probabilidades razoáveis e incertezas, pode tentar outro método para escolher uma esposa ou contratar um empregado.

Se, por outro lado, você não se importar em discriminar pessoas com base em bobagens pseudocientíficas, pelo menos tenha a coerência de usar um tabuleiro Ouija para ajudá-lo a escolher o grafólogo certo.

Em sua última entrevista para um emprego, tudo correu bem, você tinha certeza que o cargo seria seu, mas estranhamente não retornaram a ligação. Talvez você nem suspeite, no entanto seus garranchos, isto mesmo, sua letra talvez o tenha eliminado. Apesar de não haver comprovação científica sobre a validade da análise da escrita para determinar personalidade ou desempenho profissional, a grafologia é utilizada por mais de um terço das empresas no Brasil para contratação de pessoal e avaliação interna de funcionários

O que é a grafologia e como ela surgiu

A grafologia é, em um sentido amplo, o estudo da escrita (do grego graphos, escrita e logos, estudo ou tratado). Mas em sua acepção mais comum é uma metodologia utilizada para inferir atributos psicológicos, sociais, ocupacionais e médicos de uma pessoa a partir da configuração de suas letras, linhas e parágrafos. Segundo os grafólogos, estas informações são tiradas somente da escrita e não do texto em si. A grafologia afirma ser possível determinar se alguém é um líder, um empreendedor ou um estorvo para a empresa, apenas analisando a sua letra e diz também ser possível determinar até a compatibilidade matrimonial.

A premissa básica da grafologia é que como o cérebro é a fonte da escrita e somente os seres humanos possuem esta capacidade, a personalidade e as emoções atuam sobre o gesto gráfico. Assim, se sua letra T possui uma haste muito alta é sinal de vaidade por se considerar melhor do que os outros, ou se você esquece de cortar os Ts é porque você é uma pessoa esquecida.

Aqui cabe fazer uma distinção entre grafologia e Grafotecnia (ou Grafoscopia). Esta última está relacionada à análise da letra como uma característica individual do ser humano e é a base das perícias para verificação de autenticidade de assinaturas. Quando escrevemos, os gestos são tão automatizados que nossa mão se move duas vezes mais rápido do que podemos controlar conscientemente. Assim, introduzimos certas características muito sutis, um ganchinho aqui, uma leve mudança de inclinação lá, que quando feitas de modo intencional por um falsário, por exemplo, perdem certas características de dinamismo que permitem identificar o lançamento como falso ou inautêntico. Mesmo quando a pessoa tenta disfarçar a letra, muitas vezes é possível encontrar suas características, seus hábitos gráficos, permitindo identificar quem falsificou uma determinada assinatura. Assim, mesmo com várias tecnologias para identificação de pessoas (reconhecimento de voz, leitura da íris, etc), a assinatura ainda continua sendo a mais utilizada, pela sua simplicidade, confiabilidade e baixo custo. E, como é comum nas pseudociências, a grafologia segue no esteio de sua parente científica, a Grafotecnia. O criador das leis do grafismo, base da Grafotecnia, Solange Pellat, também investigou a ligação entre a escrita e a personalidade.

Uma coisa não valida a outra: Newton também estudou alquimia e escreveu mais sobre ela do que sobre a Ótica! Nem mesmo os grandes gênios estão corretos 100% das vezes.

A grafologia tem acompanhado a civilização desde a própria invenção da escrita. Os romanos, gregos, chineses, cristãos e judeus procuravam traços da personalidade das pessoas em sua caligrafia. No entanto, foi somente no século XIX, na França, que o termo grafologia foi criado pelo abade Jean-Hippolyte Michon, apesar do primeiro trabalho sobre algo parecido com o que hoje chamamos de grafologia ter sido publicado pelo médico italiano Camillo Baldi, ainda no século XVII.

São os escritos de Michon que formam a base da grafologia “analítica” ou “atomista” atual, onde os traços da personalidade são inferidos a partir de características da letra em si, como a posição e tipo dos pingos nos i’s, em oposição à grafologia “holística”, criada por um discípulo dele, Crepieux-Jamin, na qual o analista utiliza uma impressão geral que o escrito como um todo lhe inspira para inferir os traços da personalidade. Essa não é apenas a única divergência entre especialistas em grafologia. Dependendo do autor consultado, uma mesma característica, tal como a inclinação da escrita, pode representar nuances de personalidade totalmente diferentes, como se vê no exemplo mais adiante. Desde então muitos outros se especializaram no assunto e vêm publicando livros e ganhando (muito) dinheiro com este tipo de análise. No Brasil, o marco da grafologia é a publicação do livro “A Grafologia em Medicina Legal” do Dr. Costa Pinto em 1900 e hoje, existe, inclusive, uma Sociedade Brasileira de Grafologia.

Existem vários cursos e organizações grafológicas dentro e fora do país e alguns cursos, apesar da falta de base científica para tal prática, são ministrados em Universidades, principalmente na Itália, França, Espanha e Israel.

Investigando a grafologia

O raciocínio ao qual os grafólogos se apegam é que a escrita é comandada pelo cérebro (em inglês “handwriting is brainwriting”) e como o cérebro é a fonte da personalidade, logo a escrita reflete a personalidade. É verdade que a personalidade pode influenciar o desenvolvimento do potencial genético das habilidades motoras do ser humano. É fácil entender como fatores como ousadia, agressividade, persistência, vontade de participar em atividades em grupo determinam o quanto uma criança irá se desenvolver, tendo em vista a importância das habilidades motoras ensaiadas em grupo. O controle motor fino exigido para atividades como tocar um instrumento musical, tricotar ou escrever é um refinamento das habilidades motoras gerais e também vai depender de persistência e concentração.

Então é de se esperar que pessoas perseverantes e com alta capacidade de concentração possuam boa caligrafia. E só. As correlações entre os aspectos gráficos da escrita como inclinação, pressão e gênese das letras e os aspectos individuais da personalidade precisam ser demonstradas através de estudos cientificamente rigorosos que sejam verificados independentemente.

Apesar da roupagem pretensamente científica que toda pseudociência possui, a grafologia se baseia no mesmo princípio do mais primitivo (e do mais atual) pensamento mágico: o princípio da similaridade. Encontramos o princípio da similaridade desde a homeopatia até às práticas de vodu, nas quais uma imagem de uma determinada pessoa é utilizada para influenciá-la positiva ou negativamente. Também é encontrado na astrologia, onde, por exemplo, pessoas do signo de Touro possuiriam as características deste animal, como a teimosia. Assim, na grafologia, para citar alguns exemplos, letras de pessoas raivosas apresentariam grande pressão e linhas retas, ao passo que amor é expresso através de letras curvilíneas e com leve pressão. A tristeza ou pessimismo seriam traduzidos por linhas descendentes, assim como otimismo por linhas ascendentes. Um punho inconstante com letras sendo desenhadas de forma diferente todo o tempo representaria pessoas “inconstantes”. Aparentemente, características físicas como um gingado ao caminhar também aparece em uma escrita “gingada (The Complete Idiot’s Guide to Handwriting Analysis, por Sheila R. Lowe).

Somente porque a lei da similaridade aparece como base de várias superstições e pseudociências, não significa que esteja sempre errada. Então necessitamos de estudos científicos para comprovar ou não se características da letra podem dizer algo sobre uma pessoa. Muitos grafólogos, quando perguntados sobre as evidências científicas que validam suas práticas, apresentam livros escritos por outros grafólogos que também não se baseiam em estudos científicos.

Outro típico erro de avaliação é o famoso: “eu uso e dá certo comigo e meus clientes que nunca reclamaram”. Se isto soa familiar é porque astrólogos e outros pseudocientistas usam este mesmo tipo de argumento.

Não podemos deixar de mencionar os mesmos fatores que parecem validar todas estas “metodologias de autoconhecimento”: a leitura fria, através da qual o “analista” vai colhendo pequenas pistas para obter informações acerca desta pessoa sem que ela perceba (no caso da grafologia, as pistas são obtidas quando textos de caráter pessoal são utilizados nas análises); o efeito Forer, também conhecido como validação subjetiva, que faz com que as pessoas se reconheçam em descrições psicológicas vagas e abrangentes que poderiam ser aplicadas a qualquer um. Além destes, outros fatores fazem com que as pessoas acreditem que uma determinada descrição contém a verdade sobre sua personalidade. Um deles é falta de real autoconhecimento – você não está muito certo sobre suas características pessoais, logo você procura uma destas “metodologias para o autoconhecimento” e quaisquer características ditas como sendo suas serão aceitas, desde que não sejam muito excêntricas, tipo “você é um assassino em série em potencial, dadas as circunstâncias corretas você certamente irá matar alguém”. Principalmente, porque as descrições apresentadas são vagas de forma que quase qualquer pessoa se encaixa.

Também é bastante comum a tentativa de validação da grafologia através do grau de satisfação dos gerentes de empresas com os empregados contratados através deste tipo análise. No entanto, para uma análise completa seria preciso analisar também o desempenho de um outro grupo – pessoas que foram reprovadas no teste da grafologia. Só assim seria possível confirmar que a análise grafológica é uma metodologia válida de seleção, pois talvez os gerentes ficassem ainda mais satisfeitos com este outro grupo. E como ter certeza que excelentes profissionais não estão deixando de ser contratados simplesmente porque sua assinatura não está de acordo com o que a escola daquele grafólogo segue? Afinal de contas, não existe um consenso entre eles.

Por exemplo, no livro de Peter West, “Grafologia”, ele afirma que a uma barra do T minúsculo curta significa “falta de autocontrole; não gosta de disciplinas impostas”, ao passo que Maurício Xandró em seu “Grafologia para Todos”, explica que este mesmo tipo de barra “é um sinal de potência volitiva não isenta de autocontrole (…) há controle de si mesmo, esforço bem dirigido e domínio”. Uma mesma pessoa teria avaliações completamente opostas!

No entanto, não é necessário se preocupar, basta descobrir a escola do grafólogo que presta consultoria para sua empresa (muitas fazem este tipo de consulta não só para a contratação como também para promoção de pessoal) e fazer algumas sessões de grafoterapia. Basicamente consiste em educar sua letra para deixar de fazer aquelas características negativas e assim, dizem os grafólogos, modificar a sua personalidade. Depressivo? Nada de Prozac! Basta copiar alguns textos com letras grandes em linhas ascendentes até que esse passe a ser seu tipo de letra. Fácil e barato.

Os grafólogos também alegam poder diagnosticar doenças como hipocondria, paranóia, esquizofrenia e depressão, mas não há estudos científicos publicados em revistas de renome, que suportem tais alegações. No entanto é possível encontrar anúncios de cursos de grafologia que dizem explicitamente que após a conclusão o aluno será capaz de realizar a “detecção de casos de hipocondria, depressão, pressão arterial, cleptomania e doenças de fins neurológicos”. E que tal a seguinte descoberta de Maurício Xandró, apresentada em seu livro “Grafologia para Todos”? Ele afirma ser possível afirmar pela observação do seu D maiúsculo, se uma pessoa é crente ou atéia. Ele deixa claro que isto só é possível para aquelas em cuja língua mãe deus é iniciado pela letra D.

E que tal ser considerado, pelo mesmo autor, uma pessoa libidinosa, apresentando “sonhos eróticos, interesse por assuntos libidinosos ou pornográficos, procura por prazer sexual”, só porque seu G minúsculo apresenta um “pé”, a parte inferior, exagerada?

A verdadeira ciência por trás da grafologia

Pelo menos, uma das alegações da grafologia é cientificamente comprovada: algumas doenças podem ser identificadas através da escrita. O mal de Parkinson, quando em seu estágio menos desenvolvido, pode levar a uma mudança na escrita da pessoa, que se torna pequena, comprimida e lenta.

A análise da escrita pode fornecer elementos que quando somados a um diagnóstico clínico podem auxiliar o diagnóstico de certas doenças neurológicas. Por exemplo, “Maneirismos ocorrem em esquizofrênicos, oligofrênicos e histéricos, e são caracterizados por gestos artificiais, ou linguagem e escrita rebuscada, com uso de preciosismo verbal, floreados estilísticos e caligráficos, etc…”. Mas disso vai uma longa distância a poder diagnosticar esquizofrenia após concluir um curso noturno de grafologia.

Pessoas com a doença neurodegenerativa de Huntington escrevem com diferentes velocidades e aquelas apresentando demência têm uma escrita constantemente alterando entre padrões acelerados e desacelerados, que resulta em um aspecto pictórico de aparência nervosa. Um fato interessante é que a letra não muda em seus aspectos mais importantes, mesmo que a pessoa escreva com a mão esquerda se for destra, ou utilize outro membro, a não ser que áreas ligadas à habilidade motora do cérebro sejam afetadas.

Porém para realizar estes diagnósticos é preciso mais do que a simples capacidade de observação humana. Os cientistas utilizam tablets (pranchetas de captura digital), que permitem não só registrar a escrita formalmente, mas também registrar em valores absolutos parâmetros como velocidade, pressão, aceleração e ritmo. Assim, é possível verificar como um determinado medicamento afeta o cérebro do paciente ou mesmo o progresso da terapia pela melhora na letra ou desenhos, já que não é somente a escrita que á analisada, mas também a habilidade para desenhar.

Esta nova disciplina chamada Grafonômica (do original em inglês, Graphonomics) surgiu no início dos anos 80 e visa verificar quais são os processos neuromotores por trás da escrita e desenhos humanos. Portanto, existe uma ciência baseada na escrita, mas não como a grafologia é vendida por aí.

Controvérsia

A principal crítica à grafologia é a inexistência de base científica que sustente o uso dessa técnica para a investigação da personalidade. Mesmo assim ela continua sendo utilizada pelas empresas como ferramenta de apoio à decisão.

A técnica de análise grafológica também é criticada por utilizar regras associativas de caráter simbólico ou analógico sem validade comprovada.

Por exemplo: palavras muito espaçadas demonstram tendência ao isolamento; escrita inclinada à esquerda simboliza ligação com o passado; letras pequenas são sinal de boa concentração mental.

Os críticos da grafologia alegam ainda que não há nenhuma prova de que a mente inconsciente seja um reservatório que guarda a verdade sobre uma pessoa, e muito menos de que a grafologia ofereça um portal para esse reservatório.

Por essas razões a grafologia é considerada uma pseudociência, à semelhança da fisiognomonia.

Os céticos acusam a grafologia de não possuir bases científicas, contudo até o presente momento, quase 100 anos de depois de Alfred Binet ter realizado testes com a grafologia na Universidade de Sorbonne, nenhum estudo conseguiu provar o contrário em relação a espetacular média de acertos feito por Crépieux-Jamin – em alguns casos mais de 80%. (Les revelations de l’ecriture d’apres un controle scientifique, Alfred Binet).

Dicas

1- Não assinar sobrepondo letras (escrevendo uma sobre a outra).

2- Não assinar fazendo traços embolados, traçando rolos sobre rolos e um emaranhado de traços dentro. Muitas pessoas  alegam que fazem essas assinaturas “esdrúxulas” para evitar serem falsificadas, mas isso é uma bobagem.

3- Não assinar puxando o último segmento da assinatura (ou toda a linha base da assinatura) para baixo (ladeira a baixo – indicador de depressão).

4- Não assinar fazendo as maiúsculas muito grandes e as minúsculas muito miudinhas (pode indicar instabilidade e altos de baixos radicais na vida).

5. Não assinar e depois passar um risco no meio da assinatura.

6- Ideal é assinatura legível ou parcialmente legível (de forma que se possa identificar o assinante, isso dá confiabilidade, mostra uma pessoa que não se esconde ou não tem nada a esconder).

7- Assinar fazendo a linha base da assinatura “subir uma ladeira”, como se fosse um avião inciando a decolagem (esse é um traço de auto confiança, de positividade, e autoestima elevada).

8- Evitar desenhar as letras muito mirradinhas, ou “desmanchadas quase se transfmando em traço. (isso pode ser um indicativo de baixa auto estima e sensação de perda de relevância social ou afetiva).

Baixar Livros 1

  2

Como desidratar flores e Folhas

 

Flores

Existem várias técnicas. Deve-se escolher a mais adequada para a flor e o resultado desejado.

Procedimentos gerais:

Os tempos de secagem variam de acordo com as plantas usadas.
É melhor cortar as flores que serão desidratadas antes de desabrocharem completamente, pois elas continuam a abrir enquanto secam.
Colha as flores em um dia seco, depois que o orvalho da manhã tiver secado. Escolha flores sadias e descarte as folhas ou pétalas secas.
Se não for secar ao natural, corte os cabos das flores. Se pretende usar em arranjos, deixe aproximadamente 3 cm e depois de secas use arame e fita de florista para criar os cabos.
Para desidratar um buquê inteiro é necessário que todas as plantas usadas possam ser desidratadas com o mesmo método. Em geral usa-se a silicagel. Se não for possível, fotografe o buquê, desmonte-o, seque as flores individualmente e torne a fazer a montagem guiando-se pela foto.
Se você pretende desidratar seu buquê de noiva pense na possibilidade de encomendar dois iguais, um para ser desidratado e outro para jogar para as convidadas. Também é interessante fazer um teste, algumas semanas antes, com um buquê semelhante para avaliar os resultados.
A silicagel pode ser reaproveitada. Basta retirar a umidade usando o forno convencional.
Se usar a técnica da areia ela deve ser bem fina, limpa, seca e sem sal. Passe por uma peneira, lave bem, seque ao ar livre e retire o excesso de umidade aquecendo no forno convencional.
Se desejar, após desidratar, passe uma camada fina de verniz spray para evitar que as flores absorvam a umidade do ar.
Guarde as flores em sacos plásticos ou recipientes bem fechados até a hora de usar em seus arranjos.

MÉTODOS

Ao ar livre
É o mais simples mas as cores são alteradas. Demora de uma a duas semanas, de acordo com a umidade das flores e do local. Remova as folhas da extremidade do cabo, faça pequenos maços e pendure de cabeça para baixo em um local seco (sótão ou armário). Evite colocar no porão, varandas ou garagens. Não encoste o maço na parede.
Para rosas, corte o cabo e cuidadosamente passe um arame de florista pelo centro de cada flor. Pendure de cabeça para baixo usando o arame e deixando um espaço entre as flores.

Glicerina
O método consiste em substituir a água existente na planta pela glicerina. Demora aproximadamente 3 semanas.
A planta deve estar bem hidratada e sadia. É excelente para folhagens como o eucalipto. Use duas partes de água e uma de glicerina. Para facilitar a mistura e absorção use água morna.
Se for usar apenas folhas elas devem ser totalmente submersas na solução. Se usar galhos, amasse a ponta para facilitar a absorção e mergulhe a parte inferior no líquido.
Após retirar da solução corte a parte que ficou mergulhada no líquido e pendure de cabeça para baixo por alguns dias para garantir que a glicerina chegue até as extremidades. A mistura de glicerina pode ser reutilizada várias vezes. Se desejar, acrescente corante de alimento na solução.

Prensagem
Muito fácil, usado em geral para flores e plantas que serão coladas em cartões ou quadros pois elas ficam “chatas”. Demora de duas a quatro semanas.
Coloque as flores entre folhas de papel absorvente (jornal, lista telefônica antiga) formando um “sanduíche”. Coloque o conjunto entre duas madeiras planas e um peso no topo.

Areia ou bórax
Corte o cabo da flor. Coloque uma camada de 2 a 4 cm de areia no fundo do recipiente e faça uma depressão, coloque a flor com o cabo para baixo (rosas) ou para cima (margaridas) e faça uma ligeira pressão com a areia em volta para firmar a flor no lugar.
Com a mão ou com uma colher, preencha delicadamente os espaços entre as pétalas com a mistura, começando pelas mais externas e mantendo a forma original.
Cubra toda a flor. Coloque o recipiente aberto em local quente e seco por aproximadamente 2 semanas.
No lugar da areia pode ser usado também uma parte de bórax e uma de fubá acrescentando-se 3 colheres de sopa de sal sem iodo para cada xícara da mistura. Flores secas com areia ficam muito frágeis, cuidado ao manusear. Use um pincel e delicadamente retire a areia que ficar nos vãos das pétalas.

Silicagel
Proceda como a técnica da areia, cubra toda a flor e use um recipiente que possa ser hermeticamente fechado (tipo Tupperware).
Vede com fita crepe ou coloque a vasilha dentro de um saco plástico, retire o ar do saco e lacre. A umidade da flor é absorvida rapidamente preservando as cores melhor que qualquer outro método. A maioria das flores seca em 36 a 48 horas.
A silicagel é um produto químico utilizado para retirar a umidade de ambientes e objetos. Tem a aparência do sal grosso e muitas vezes pode ser encontrada em lojas de material fotográfico. Pode ser reaproveitada, bastando aquecê-la no forno baixo para retirar a umidade. Deve ser guardada em embalagem hermética.

Parafina
Use flores frescas. Derreta a parafina, segure uma flor por vez pelo cabo e delicadamente mergulhe na parafina.
Retire, sacuda gentilmente para tirar o excesso de cera e coloque na geladeira para endurecer.

Folhas Verdes

Procedimentos gerais:

Folhas verdes: escolha aquelas bem firmes e com muitas nervuras, árvores grandes de um modo geral são as ideais para este tipo de trabalho. Evite folhas pequenas e sensíveis demais, como a hortelã, por exemplo.

Panela ou recipiente de metal: utilize aquele objeto que não tem mais serventia em sua casa

Soda cáustica líquida ou em pedra para limpeza: se você tem o produto em casa, aproveite. Mas tome muito cuidado ao manusear, pois é altamente corrosivo.

Pincel pequeno e macio

Pinça

Modo de fazer:
Lave bem as folhas escolhidas, seque e coloque-as dentro do recipiente.
Cubra a folha com a soda cáustica. Deixe assim até que a parte verde da folha se vá e sobre somente as nervuras secas. Pode demorar cerca de um ou dois dias.

Depois, retire a folha do recipiente com a ajuda de uma pinça e lave-a na água corrente. Retire possíveis marcas verdes com a ajuda de um pincel pequeno e macio.

Tratamento de madeira?

É uma maneira de impregnar peças de madeira com substâncias químicas, com o objetivo de protegê-las da ação de fungos e insetos, que podem provocar o seu apodrecimento e depreciação.

Quais as vantagens que o tratamento de preservação de madeira oferece?

É um método simples e barato.

Pode ser feito pelo produtor o ano todo na propriedade.

Aumenta a vida útil da madeira em 5 a 7 vezes.

O que é necessário para tratar o eucalipto?

Dois tambores de 200 litros abertos na boca, de preferência de plástico. Se forem de latão, pintá-los internamente com duas demãos de Neutrol ou outro impermeabilizante por causa da ação corrosiva do cobre.

Um balde para 10 litros.

Um bambu, um galho de eucalipto ou uma pá de madeira para a mistura dos produtos na água.

100 litros de água limpa.

Dois e meio quilogramas de sulfato de cobre (ação fungicida).

Dois e meio quilogramas de dicromato de potássio ou dicromato de sódio (ação fixadora).

Meio quilograma de ácido bórico (ação inseticida).

30ml de ácido acético glacial ou 120ml de vinagre (acidificante)

Palanques roliços de madeira verde, com diâmetro máximo de 25cm e altura máxima de 3 metros.

Qual a utilidade dos tambores?

Num tambor, a solução será preparada e armazenada para ser usada quando necessário.

No outro tambor, serão colocados os palanques e depois a solução preservadora, quando estiver preparada.

Como deve ser o preparo da solução?

Primeiramente, colocar em um dos tambores 100 litros de água aos quais serão adicionados os três produtos químicos descritos, um por vez. Porém, cada um dos produtos deve ser previamente diluído no balde com 5 a 6 litros de água e somente então pode ser transferido para o tambor da solução. Após a colocação de cada produto no tambor de 100 litros, a solução deve ser agitada para total diluição.

Deve-se adicionar inicialmente o ácido acético e depois os outros produtos.

Como preparar a madeira para receber o tratamento?

O corte da madeira pode ser feito com motosserra, serrote, traçador e, até mesmo, machado, desde que bem afiados.

A madeira deve ser verde e roliça, proveniente de árvores sadias.

Devem-se preferir árvores com o mínimo de galhos nos dois terços inferiores do tronco.

A madeira deve ser cortada no máximo 24 horas antes do tratamento.

A casca do eucalipto deve ser retirada minutos antes do tratamento.

Caso a madeira seja cortada para ser tratada no dia seguinte, não retirar a casca e deixar os palanques deitados à sombra.

A retirada da casca deve ser feita batendo-se com uma marreta na casca, porém com cuidado para não machucar os vasos da madeira branca.

Quais os procedimentos do tratamento?

Para facilitar o manuseio das madeiras, que serão colocadas do tambor vazio, enterrar, se possível, esse tambor uns dois terços de sua altura.

A madeira cortada e descascada deve ser colocada dentro desse tambor de forma que todos os palanques fiquem com os pés para baixo e a ponta para cima.

É importante a retirada do limbo que se encontra entre a casca e a madeira branca. Isso pode ser feito com uma escova de aço e um pano.

Proteger o fundo do tambor que irá receber os palanques, com pedaços de borracha ou, até mesmo, com pedaços de casca de eucalipto.

Em seguida, colocar a solução preservadora nesse tambor com as madeiras até a altura de 60cm (segundo friso do tambor, de baixo para cima), por um período de sete dias.

Após esse período, inverter a posição da madeira no tambor ( pé para cima e ponta para baixo), deixando por mais três dias

O que fazer com a solução que restou do tambor reserva?

A seiva que se encontra dentro dos vasos da madeira vai se evaporando pelo topo dos palanques. A solução preservadora vai sendo sugada por essa madeira de baixo para cima e vai ocupando os espaços no interior dos seus vasos, substituindo a seiva. Com isso, o nível da solução do tambor com as madeiras vai baixando e necessita ser completado, diariamente, garantindo a altura mínima de 60cm. Entretanto, antes de colocar a solução no tambor das madeiras, é importante lembrar que deve-se agitá-la para misturar bem.

Em quanto tempo a madeira estará pronta?

Sete dias após o início do tratamento, o nível da solução estará estável e os palanques exibirão uma coloração escura que, depois de seca, ficará esverdeada. Então, os palanques devem ser virados de pé para cima e ponta para dentro do tambor, permanecendo, assim, por mais três dias.

Após esses três dias, devem-se retirar as madeiras e empilhá-las para secar à sombra por um período de 25 a 30 dias, podendo, então, os palanques ser enterrados. É preferível que os furos e os entalhes sejam feitos antes do tratamento.

Qual o custo desse tratamento?

Considerando-se apenas os preços dos produtos químicos, o tratamento para cada palanque ou moirão de aproximadamente 12cm de diâmetro por 2,20 metros de altura custará por volta de R$ 2,00.

Lembretes importantes:

1-No verão, caso apareçam traças furando a madeira já tratada (orifício de postura), devem-se adicionar, nos próximos tratamentos, 30ml de inseticida piretróide (Decis 25 ou Buldok) à solução preservadora.

 

2- Os produtos utilizados no tratamento são tóxicos e requerem o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como capa plástica com protetor de cabeça, luvas de borracha nitrílica de mangas longas, botas de borrachas.

Sinete Para Lacre de Cera

Um sinete ou selo é uma peça que, mesmo existindo desde o inicio do 3º milénio a.C. na Grécia Antiga, foi de larga utilização nos séculos XVI a XVIII.

É um pequeno objeto de metal como ouro ou prata (placa, coluna e até anel) usados como assinatura do proprietário para selar e autenticar documentos e cartas. Após a assinatura, a impressão é feita com um pouco de cera que é derramada sobre o papel no qual é pregado com o sinete, deixando um desenho pessoal, como um brasão ou um símbolo.

Sinete como impressão

São usados em convites de festividades como casamentos, aniversários e festas em geral. Geralmente, para deixar o convite mais decorado, se usa um tipo de cera dourada ou escarlate, no qual é impressa com sinetes cheios de enfeites e paquifes com as iniciais dos casais ou aniversariantes.

Sinetes da antiguidade

Esses tipos, sendo valorizados por arqueólogos em museus, são frequentemente associados a civilizações como a romana e a grega, eram usados apenas pelas maiores castas como reis e imperadores.

Sinetes orientais

Chamados de hanko e yinzhang no Japão e na China, os sinetes orientais possuiam como emblema caracteres orientais, eram fabricados geralmente com madeira, bambu, pedra sabão e até jade. Não eram impressos em cera, mas em nanquim retirado de glândulas de polvos e lulas. Tinham também animais do zodíaco chinês dependendo da ocasião. São os predecessores do bloco de madeira chinês.

Anéis de sinete

Os sinetes anéis eram os mais populares dos sinetes, tendo na maioria das vezes um brasão, que foi entalhado em metal ou pedra preciosa.Os mais usados eram feitos de ouro ou de ágata. Era uma tradição nobre na Europa, existindo na Alemanha, Itália e Inglaterra, indicava quando uma pessoa estava casada. O anel de sinete do papa é chamado Anel do Pescador, sendo usado desde o século XIII.

Traduza seu nome para o Chinês e Crie seu Sinete

Traduzir Nome

Baixe Livro

Aprenda Uma Bela Caligrafia

A História da Caligrafia

A caligrafia é a arte da escrita. Elegante e fina. A escrita é um meio de comunicação por sinais preestabelecidos. Podemos gravar, imprimir e escrever à mão. Podemos gravar em pedras, metais ou madeira, Podemos imprimir em papel. Gravar e imprimir, porém, são formas de escrevermos de modo padronizado, impessoal.

Diferentemente, os manuscritos – textos escritos à mão – possuem uma forma pessoal, possuem o ESTILO PRÓPRIO, de quem escreve. As formas antigas e atuais desta arte nos mostram que a grafia manuscrita possibilita infinitas variações pessoais e artísticas. Mudanças e comportamentos em modismos através da história mudam as tendências de emoções humanas, bem como as suas formas de expressão.

Deste modo, as tendências da caligrafia, também se modificam. A necessidade de desenvolvimento da velocidade é a primeira transformação radical nos traços artísticos. Torna-os menos rebuscados. A caligrafia pode ser definida como grafia manuscrita, na qual a liberdade individual é bem conciliada com os olhos que a lêem. Reconhece-se imediatamente a beleza proveniente dos componentes gráficos numa bela proporção de traços e harmonioso conjunto das letras de uma palavra.

Muitos escritos de um passado remoto, ou mais recentes como “Manuscritas Rústicas”, “Carolinas” e “Minúsculas”, assim como as “Góticas”, que as seguiram. Isso demonstra que as letras manuscritas, apesar de artesanato elementar é capaz de infinitas variações.

No período medieval, incluindo as ordens religiosas, maravilhosos textos caligrafados foram produzidos. Muitas classes sociais ocupavam-se disso, trabalhando com exclusividade nesta forma artística escrivães públicos, criados e artesãos, em geral.

Se a pessoa demonstrava tendência a este tipo de arte, imediatamente era afastada de suas funções cotidianas e todo o seu tempo era dedicado ao estudo e exercício, para que seus dons fossem cada vez mais desenvolvidos. Sua vida social e financeira ascendia automaticamente e ali, como artista, o artesão era diferenciado. Assim se tornavam, com o tempo, mestres calígrafos.

Esses calígrafos, finalmente, seriam destinados à elaboração de documentos e textos muito importante. Os iniciados e intermediários, de médio desenvolvimento artístico, ocupavam-se de tarefas e documentos mais simples. Aos mestres cabia o trabalho mais nobre. Assim mesmo, por vezes, demoravam anos e anos, para grafar textos de obras literárias sagradas importantes às quais eram escritas sobre o couro de carneiro ou papiro vegetal, e eram encadernadas em couro especial, com inscrições em ouro. Algumas dessas valiosíssimas obras encontram-se ainda em exposição em famosos museus europeus e asiáticos.

A época Renascentista mudou drasticamente a tradição da escrita européia. Por todo o continente apenas um país, resistiu bravamente aos seus costumes e tradições e manteve-se firme e fortemente; dando ainda mais ênfase à escrita GÓTICA. Esse país era a Alemanha. Por isso a denominação até os dias de hoje: CALIGRAFIA GÓTICA ALEMÂ.

A Renascença, em toda a sua revolução cultural na Europa, nos séculos passados, fez muito mais do que reverter os estilos artísticos. Em sua fase inicial, foi um movimento de curiosidade intelectual sem limites, ou seja, a marca de uma qualidade humanística. Esta sempre foi uma qualidade, do ser humano predominante nesta revolução cultural.

No século XV, a igreja era incumbida da tarefa de lecionar para o povo em geral. Ela dominava o mestrado das artes, da ciência, enfim do conhecimento em geral. A caligrafia artística foi desenvolvida principalmente pelo clero, na propagação das artes e ciências. Esta é uma das heranças culturais e artísticas da Igreja.

A sociedade medieval dependia das autoridades, da Igreja e do Estado. Mãos foram treinadas e livros foram escritos de acordo com o procedimentos e demandas litúrgicas, administrativas e judiciárias. Como em outras manifestações artísticas a CURIA romana mantinha (e até hoje mantém) um grupo de artistas calígrafos, conhecidos como CHANCELARIA APOSTÓLICA, que emitia todos os documentos do papa, e uma chancelaria menor, encarregada de outros livros e documentos. Em 1431, foi designado um calígrafo especial para o papa Eugênio IV, , para documentos e cartas breves. Era uma caligrafia não elaborada, rápida e sem enfeites, porém muito bonita. Essa caligrafia ficou conhecida como MANUSCRITA CURSIVA, passando a ser um exemplo corrente a partir do século seguinte

Os primeiros trabalhos em formação de letras usaram letras maiúsculas e foram compilados por entusiasmados admiradores das antigas inscrições em Latim, como Ciriaco de Ancona, que coletou, transcreveu e copiou todos os memoriais, inscrições em lápides de túmulos e inscrições em tábuas de madeira e pedra, que ele pode descobrir.Andrea Mantegna introduziu seus famosos manuscritos em Pádua. Feliciano de Verona, compilou uma coleção de textos a Mantegna. Feliciano também artesanalmente escreveu o mais extenso tratado das variadas formas de caligrafia. Este trabalho está datado de 1463 sendo o primeiro a fornecer diagramas e instruções de formas das letras maiúsculas romanas. O primeiro trabalho impresso, desta espécie é modestamente anônimo e possui uma inscrição em latim:

“IMPRESSUM PARME PER DAMIANUM MOYLLUM, PARMENSEM”

A inscrição pode ser assim traduzida: “Impresso com a permissão e colaboração de Damiano Moille”. Como foram achados vários trechos assinados pelo mencionado artista, conclui-se que boa parte da autoria da obra e o alfabeto, são de Moille. Com essa pesquisa pode-se estabelecer a data da obra com alguma precisão: entre 1480 e 1483.

Mais ou menos, na mesma época, o frei e matemático Paciolli, notável como amigo do famoso artista, pesquisador e gênio Leonardo da Vinci, fez um tratado sobre a geometria da construção das letras. Este livro só foi publicado em 1509, porém já existia como belíssimo manuscrito, em época bem anterior.

Em 1514 Fanti de Ferrara, apresentou o primeiro método de ensino das formas geométricas das letras góticas. O título (em latim) do trabalho:

“THEORICA ET PRACTICA PERSPICASSIMI SIGROMUNDI DE FANTIS” (Teoria e prática da perspectiva e geometria ovalada de Fanti).

O título era enorme em comparação com a obra, pois ele apresentou somente as maiúsculas romanas, além de um conjunto de rondes semi-gótica. O trabalho foi útil pois Fanti introduziu essas semi-góticas letras (mais para a forma arredondada-ronde- do que para góticas) , que passaram a ser utilizadas então por calígrafos e monges e especializados nesta área.

Em 1522, Arrighi, um calígrafo de Veneza e assistente da Chancelaria Apostólica, publicou um livro com o primeiro modelo deste trabalho (todas as cópias eram de cartas escritas), era uma belíssima combinação de letras minúsculas, ligeiramente inclinadas, devido à velocidade de escrita, com maiúsculas retas e pequenos adornos em torno das mesmas.

A caligrafia artística e profissional de Arrighi era bem mais ornamentada em comparação com a versão mais popularizada, 50 anos depois. Nesta época , a escrita era mais rápida de modo que a caligrafia cursiva (sem muito adornos), tornou-se mais popular. A forma artística, porem permanecia fortemente enraizada, pois os documentos e cartas imperiais, bem como outras formas escritas, eram de vital importância e grande quantidade.

Com o passar do tempo, o aprimoramento de muitos especialistas e a formação cultural de um maior número de pessoas, pela igreja, a caligrafia foi ganhando mais adeptos. Deixou de ser uma arte pouca coisa mais popular. À educação de muitas pessoas passou a ser responsável pela divulgação da arte e da cultura. Assim, educação era sinônimo de escrita e escrita era sinônimo de caligrafia, por toda educação era transmitida por meios verbais e manuscritos.

Mãos, punhos e braços, passaram a ser exercitados para o trabalho educacional. Desta maneira, a caligrafia não era somente arte e sim uma ferramenta para o aprendizado. Não que o trabalho artístico não fosse tão valorizado, absolutamente. Ele ainda era, porém a cada dia, que eram mais pessoas a escrever no dia a dia.

A escrita foi adquirindo mais velocidade. As penas foram ficando mais finas para que as letras fossem apresentadas de modo claro e mais legível, pois a inclinação das letras devido à velocidade tornava o ato de escrever difícil, com penas para letras mais grossas. Arte e artistas, foram se especializando.

Por volta de 1630, as caligrafias manuscritas, ronde e gótica eram profundamente aplicadas a todos os tipos de trabalhos. A manuscrita cursiva para simples comunicações e educação formal, em estudos. A ronde para documentos e cartas mais elegantes. A gótica para documentos mais formais como proclamações e cartas especiais e cartas do clero. Os livros eram também assim escritos.

Durante o século XVII, a tendência em substituir-se a gótica pela ronde, foi mais acentuada, pois além de mais legível, devido a sua forma menos enfeitada e mais arredondada, era mais rápida na confecção. Essas mudanças entretanto, foram feitas gradualmente. Gerações de mestres recomendavam a caligrafia semi-gótica (depois denominada gótica Italiana), preferencialmente a qualquer outra, tamanho seu prestígio.

No início do século XVIII a ronde francesa , já dominava a sua área, já que a arte francesa em geral, dominava o mundo.

As três caligrafias mais amplamente difundidas depois da ronde eram a italiana e a francesa. As diferenças não eram muito significativas a não ser na largura das letras. Os italianos produziam mais traços angulosos; os franceses arredondavam mais acentuadamente as letras; os holandeses conferiam maior inclinação a sua escrita. Franceses, holandeses e ingleses produziam traços ascendentes com mais laçadas e as maiúsculas em menos elaboradas. Esses eram detalhes diferentes da caligrafia italiana, na qual as maiúsculas eram mais desenhadas e os traços ascendentes sem muitas laçadas. No primeiro caso, temos uma escrita que foi adaptada à necessidade de maior velocidade de trabalho. Sinal este, do tempo do desenvolvimento comercial.

A escrita comercial inglesa (manuscrita comercial) foi muito valorizada com a expansão do comércio inglês. Com esse desenvolvimento comercial, o mercado de navegação tornou-se o mais popular do mundo, oferecendo bons empregos à população nas áreas de contabilidade e controle de embarque de mercadorias. Como podemos observar este foi um dos pontos fundamentais do desenvolvimento da caligrafia cursiva inglesa ou ainda manuscrita comercial.

A caligrafia gótica sobrevivia para ser usada em títulos de livros e documentos. Era a forma artística para tão somente adornar o início de cada apresentação do documento ou texto.

Em 1630 e nos anos seguintes, os mestres calígrafos ingleses, possuíam uma arte que só foi projetada na Espanha, no século seguinte, apesar do comércio geral começar a adotar a manuscrita “SCRIPT” (letra de forma), na confecção das notas e faturas comerciais.

A natureza prática e simples do comércio inglês, não colocava em uso a arte dos mestres, não proporcionando assim uma divulgação, prática e conseqüente especialização e novas criações para a caligrafia. Os primeiros colonizadores na América, praticavam suas escritas originais. Benjamin Franklin utilizava a manuscrita comercial inglesa. A partir dela foram gravados os primeiros tipos americanos de impressão.

Em 1809, na América, Joseph Carstairs, de modo inédito, divulgou um tratado afirmando que a arte da caligrafia era controlada pelo antebraço, na gerência dos movimentos e não pelos dedos. Seu trabalho foi traduzido para o francês e o espanhol tamanha sua importância em estudo inédito. Chegou até a ser denominado SISTEMA AMERICANO.

A caligrafia americana foi, portanto, uma união deste tratado, com a caligrafia manuscrita comercial. Em 1855 o primeiro exemplo da típica caligrafia americana, foi registrado por Nenkins. O estilo pedia um bico de pena bem mais fina, com traçados descendentes da linha superior até alcançar a inferior. Uma tendência a produzir curvas e terminações floreadas e um extremo grau de condensação (aglomeração) de letras. No começo de sua divulgação, não alcançou muito sucesso, porém Spencer a ensinou em escolas e em métodos empregados em todo país, o que popularizou essa caligrafia. Até sua morte, em 1861, este estilo foi ensinado em 44 cidades americanas. Este estilo é até hoje conhecido como Sistema Spenceriano.

Vamos agora voltar um pouco no tempo para narrarmos os primórdios da escrita e explicar as características individuais de cada uma das mais famosas artes em escrita.

Primeiras Escritas

Tábuas com leis e mandamentos, inscrições em lápides de túmulos e outra gravações, eram assim feitas. A escrita era básica e nada artística. Em épocas posteriores, na Grécia e em Roma, as inscrições eram feitas em gravador de escrita, possuía uma ponta em uma das suas extremidades e na outra um aplainador para nivelar a cera levantada com a escrita. Após esta época, foi inventada uma ponta de chumbo com estanho que traçava os sinais gráficos antes de sua gravação. Este foi o precursor do lápis grafite de nossos tempos. No Egito Antigo, usava-se o cálamo, uma caneta de bambu, pontiaguda para as escritas em papiros e pergaminhos, sendo as tintas feitas à base de corantes naturais.

Antes da invenção das penas metálicas (Wise, um calígrafo inglês, construiu as primeiras, por volta de 1803) eram usadas penas de aves e as mesmas eram apontadas conforme cada necessidade e uso. As penas de patos eram as mais apreciadas mesmo na presença das metálicas. Porém, por volta de 1822, essas últimas começaram a fazer sucesso na Europa apesar da resistência dos mestres calígrafos.

O consumo de penas, somente no território francês foi estimado em 200 milhões de unidades! Isto foi divulgado na Exposição Mundial de Paris em 1851. Nesta época, as letras eram traçadas em pequenas tábuas e essas eram sucessoras dos papiros (árvore que nasce somente à beira do rio Nilo, no Egito e na Sicília, na Itália). O papiro foi usado desde a época da 5ª Dinastia dos Faraós, no Egito e muito popular no período de 2108 a 1689 a.C.

Os pergaminhos eram feitos em pele de animais e sua fabricação era muito elaborada e sofisticada. Até hoje o pergaminho é usado em importantes e clássicos documentos, como os diplomas das principais universidade do mundo. Seu nome é originário da cidade de Pergamus (cidade da Ásia Menor).Como o pergaminho sempre foi um papel muito caro, muitas vezes os textos eram raspados e o pergaminho era reutilizado para outras inscrições. Assim, documentos e códigos foram perdidos, para o registro histórico de nossa civilização.

O papel de retalhos de tecidos, foi inventado no século XI, substituindo o papiro. Sua invenção é atribuída aos chineses e outro tipo, aos árabes. Descobriu-se também que outro tipo de papel, feito a partir do linho e do cânhamo, era usado pelos egípcios, em conjunto com o papiro e, após esta época, quando este último já não era suficiente em quantidade de consumo. Nos dias de hoje o papel é fabricado com vários tipos de madeira. O seu reciclamento (reutilização) é um processo altamente difundido, pois o consumo, em todo mundo é enorme e precisamos preservar as nossas florestas. O papel poroso, do tipo mata borrão é um papel que não recebe um tratamento impermeabilizante com cola. Os romanos utilizavam também pranchas de marfim, para suas luxuosas inscrições.

Como era feito o papiro

As tiras desta árvore eram cortadas, molhadas em água pura e dispostas transversalmente umas nas outras, para formarem folhas. Após a secagem, eram enroladas e vendidas. No museu de Paris (O Louvre), podemos encontrar um papiro datado de 2000 a.C., da 5ª Dinastia do Egito.

O Pergaminho

Era o material preferido pelos papas desde a antigüidade. Seu uso começou a ser difundido com a proibição do rei de Pergamus em exportar o papiro para outros lugares. Esse regente clamava o uso exclusivo do papiro, em seu território. Com um especial tratamento dado à pele, o pergaminho podia receber impressões dos dois lados. Na época de Carlos Magno, floresceu o uso do pergaminho recebendo ele, nesta época, cores como o violeta. Seu uso popular estendeu-se até a Renascença.

Diagramação da Escrita – Composição

Cada tratado ou obra eram chamados de biblioteca. Ao final recebiam os títulos, que nos dias de hoje são colocados no início dos textos. As obras eram compostas de 4 a 8 peles dobradas ao meio (como foi feito posteriormente, em outra posição; para a diagramação em impressão), o que duplicava o número de páginas, já que os pergaminhos recebiam inscrições, dos dois lados. Somente no século XII é que as páginas começaram a ser numeradas, porém com sinais. No século XIV, os números substituíram os sinais.

As pautas eram inexistentes; eram seguidos os relevos (membranas) do papel. Excepcionalmente, na obra intitulada CÓDIGO ALEXANDRINO, pautas foram feitas dos dois lados dos pergaminhos, utilizando-se uma ponta de ferro para marcar o material, riscando-o e produzindo um relevo nas folhas. Carlos Magno utilizava esse tipo de pergaminho, porém com pautas de um lado só. Isso foi descoberto no século XIX, quando um minucioso exame foi feito em um tipo de documento encontrado em escavações arqueológicas. A análise deste trabalho concluiu que o papel possuía uma sofisticada composição de cânhamo, linho, pouco algodão e todo o material foi tratado com cola de amido e não cola vegetal. Sem a cola, qualquer tipo de papel torna-se extremamente poroso absorvendo por demais a tinta produzindo borrões, os quais distorcem as escritas.

Caligrafia Inglesa

Derivada da caligrafia Irlandesa era ensinada por missionários católicos, antes do século VII. A comunicação com Roma naquela época, era muito difícil, por isso as modificações foram feitas de acordo com a região e os materiais (penas) existentes, assumindo, portanto, uma característica própria.

Após o século VII, tornou-se mais arredondada com leves ornamentos, até ganhar ângulos e muita inclinação, traços que conserva até os dias de hoje.

Suas características principais são: a linha reta, a curva e a mista. As letras fundamentais é o I e O. O alfabeto resulta da união desses elementos. A inclinação que era originalmente de 45º passou a ser de 52º assumindo, portanto, um traçado menos inclinado e mais elegante.

Caligrafia Comercial, Corrente ou Manuscrita

Este tipo, também inicialmente é batizado como ROMANA, nasceu no século I e floresceu entre os séculos V a XII. Foi difundida com o nome de CHANCELARIA IMPERIAL, após modificações feitas pelo italiano Marcelo Scalzino. Suas características são: inclinação de 20° à direita, com porções superiores e inferiores bem pronunciadas, terminando em traços e hastes em filetes ou anéis bem fechados.

Neste tipo de arte, na Antigüidade, um outra característica grifava a arte. A letra m era sempre mais estreita que as demais. Esta é a arte que antecedeu a manuscrita comercial, passou a ser desenhada em tamanho menor, com ligações entre as letras, feitas por filetes. Essa ligação era traçada de maneira que a mão levantava-se do papel apenas uma vez, terminada a palavra. A manuscrita comercial também adquiriu um formato mais redondo com inclinação a 45° e mais tarde a 53°, por questões estéticas.

Os grupos de letras são os mesmos para a comercial e para a inglesa:

a, e, i, m, n, o, r, s, u, v, w, x, z.

t, d, b, l, f, h, k.

g, j, p, q, y.

Os algarismos usados nesta caligrafia são os ARÁBICOS.

Caligrafia Comercial Alemã

Uma caligrafia muito elegante com traços finos. As minúsculas possuem formatos diferentes. As letras c, e, m, i, n, e u não são suficientemente arredondadas para o nosso padrão de escrita, mas terminam em hastes cheias. Aplicamos a este tipo de arte, os mesmos princípios adotados para a inglesa.

Caligrafia Italiana

A caligrafia italiana, também é conhecida como BASTARDA, por ser ilegítima a partir da latina (um desvio de traçado), foi a caligrafia oficial na Itália, nos séculos III, IV e V. Ainda nos dias de hoje, esta arte é utilizada em lápides. Podemos também citar outra característica: a caligrafia italiana é uma modificação da CHANCELARIA IMPERIAL, com traços artísticos próprios. Esta arte é feita com pena de PONTA CORTADA e inclinação de 66°. Os traços cheios ascendentes, são iguais aos traços cheios descendentes. As porções superiores não tem forma de anel, porém as porções inferiores são aneladas.A caligrafia italiana é muito utilizada em importantes e artísticos textos, até os dias de hoje.

Os grupos obedecem a seguintes ordem:

a, m, n, y, u

c, e, g, l, o, n

f, i, j, k, h, t

b, p, r

d, q, s, v, w, z

Este tipo de arte é muito usado no mundo todo.

Caligrafia Coulée

È a caligrafia nacional francesa é bastarda da italiana. Usada na França desde o século XVIII. Diferente da italiana pelas hastes mais alongadas. Esta arte também é feita com pena cortada.

No início dos tempos populares, era escrita com leve inclinação à esquerda e alguns calígrafos assim ainda a traçam.Os primeiros bonitos exemplos apareceram na França em 1671. A Coulée ou cursiva francesa é escrita com um pouco mais de velocidade do que a italiana.

Caligrafia Ronde

Redonda ou “ronde” (redonda em francês), possui grande afinidade com a italiana. A França foi também artisticamente famosa pelo seu legado em 3 tipos de caligrafia – Coulée, manuscrita ou cursiva e a ronde. Em escolas de arte, primeiramente ensina-se o domínio da coulée. Depois a ronde começa a ser aprendida e executada. A caligrafia ronde é reta, não tem inclinação e não se deve exercer maior pressão sobre o papel, para que os traços descendentes não se tornem mais largos que os ascendentes.

Os Números Através da História

Desde o início da humanidade, cálculos eram necessários, por isso antes do advento dos números, sinais numéricos precisaram ser criados para a expressão e memorização desses cálculos.

Antes da linguagem, propriamente dita, uma comunicação, através de sinais (como linguagem dos surdos mudos) foi criada para possibilitar a comunicação. Através dos sinais, apareceram também sinais numéricos com equivalência de 0 a 9 e isto era expresso, pelas diferentes posições dos dedos dos pés e mãos. Os primeiros 5 números eram representados pelos dedos de uma das mãos, aberta. Depois eram adicionadas outros da outra mão. A mão cheia (com 5 dedos) era representada pelo sinal V, depois eram adicionados um a um como demonstram os números: seis (VI), sete (VII) e oito (VIII). O dez, ou seja, duas mãos fechadas com o punhos cruzados, era representado pelo X, por isso o nove era representado pelo um menos dez (IX).

As mãos cruzadas sobre os pés, X por X, valiam por 1000 (M).Para medir-se as distâncias, usava-se o pé que repetido mil vezes (1000 x 32,3 cm) produziam a MILHA.

Os indianos foram os primeiros a dar a forma aos números de 0 a 9. Os romanos, em seus símbolos (IV, IX, etc..), foram os primeiros a dar origem à subtração (diminuição)

A origem dos números sempre foi incerta. Os hebreus, por exemplo, usavam letras para simbolizar os números ou quantidades. Em 1256 os árabes difundiram a arte dos números e em 1260 os indianos aperfeiçoaram sua formas. Em formatos normais (médios e pequenos), os números devem ser um pouco maiores do que as porções médias (centrais) das letras. Procure acompanhar as artes em números e letras, a cada caligrafia utilizada.

Caligrafia Gótica

A caligrafia gótica foi também chamada na Antigüidade de CAROLINA, em homenagem a Carlos Magno, no século X, que deu grande divulgação a esta arte, por ser um grande incentivador da literatura, artes e ciências. Por seus traços elegantes tornou-se popular até o século XV. Devido à praticidade, a gótica caiu em desuso diário, para tornar-se apenas artes, sendo esta valorizada até os dias de hoje.

O alfabeto gótico é dividido em dois grupos para as letras minúsculas.

a, c, e, i, m, n, o, r, u, v, w, x, t , l, f e p.

b, d, g, h, k, q, s, y e z.

 

 

Gótica dos Pergaminhos

Também chamada Humanística por ser empregada por intelectuais e poetas. Aperfeiçoada e difundida entre os séculos XII e XV é derivada da caligrafia gótica alemã, tendo esta recebido traços mais arredondados.

O Estilo Gótico Alemão

Também chamado de moderno, pois foi um dos últimos a ser empregado. Alguns historiadores o denominam a partir da caligrafia FRACTUR-SCHRIFT (Alemanha), do século XV. Este estilo foi aperfeiçoado pelos ingleses no século XVII. As letras maiúsculas são divididas em 4 grupos para o seu aprendizado.

I, F, J, L, E, H, K

C, G, T, O, Q

U, A, P, B, R, N, Y, M, V, W

D, S, X, Z

Grafologia

Saiba o que é e como funciona a grafologia

O “A” em forma de triângulo indica um temperamento agressivo e autoritário. Um “C” enrolado é sinal de egoísmo. O “J” com a perna sinuosa mostra uma pessoa traumatizada e rancorosa. Para quem acredita na grafologia, as letras podem revelar a alma de uma pessoa. Essa é uma verdade apregoada há seis séculos por adivinhos e videntes. Agora, ganhou ares de ciência. Grandes empresas resolveram usar a grafologia na hora de selecionar novos funcionários. O objetivo é barrar os candidatos incompetentes, preguiçosos ou desonestos. Como? Sutilezas como interrupções bruscas, torções ou inclinações acentuadas podem conter revelações inimagináveis. Basta, para isso, o grafólogo interpretar essas minúcias gráficas como indícios seguros de uma personalidade inconfiável.

A Rede de Hotéis Othon, com 3,2 mil funcionários espalhados em 18 cidades, por exemplo, decidiu apelar para a grafologia há quatro anos. “Precisávamos contratar novos empregados para preencher cargos estratégicos. Cada função exigia uma personalidade diferente e, para encontrar a pessoa certa, consultamos um grafólogo”, conta a gerente de recursos humanos da Rede Othon, Cristina Secchin. Ela admite que a grafologia foi decisiva em muitos casos. “Nossa principal exigência é honestidade. Candidatos foram barrados porque apresentaram traços de insinceridade na grafia.” Segundo os grafólogos, letras retorcidas, assinaturas com letras muito diferentes do resto do texto e falta de clareza na escrita a ponto de dar margem a interpretações dúbias são indícios de falta de sinceridade.

A avaliação grafológica é realizada por empresas especializadas. A mais famosa delas é a Grafia, do psicólogo Alberto Swartzman, 41 anos, que fez Pós-Graduação em Grafologia na Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Espécie de guru da interpretação da escrita, Swartzman cobra R$ 100 por consulta, atende empresas e pessoas físicas e acaba de lançar um livro (Grafologia – manual prático) para quem deseja se iniciar nos mistérios da ciência de decifrar as letras. Sua clientela inclui laboratórios farmacêuticos, lojas de departamentos e companhias de seguro. No total, são mais de 50 firmas. Nenhum candidato a um posto de trabalho é obrigado a fazer o teste grafológico. As companhias precisam obter uma autorização por escrito do pretendente ao cargo para enviar o texto. Antes de responder a cada consulta, Swartzman recebe do cliente uma descrição pormenorizada das características exigidas para o preenchimento da vaga. Honestidade e sociabilidade são os itens mais valorizados.

Mas existem empresas que desejam saber detalhes sutis da personalidade do candidato ao cargo. Algumas vasculham até mesmo a opção sexual do futuro funcionário. “Para muitos empresários, o homossexualismo acaba sendo uma restrição no momento de contratar um empregado”, afirma Swartzman. Nesses casos, o grafólogo lava as mãos. A particularidade não é registrada no relatório sobre o candidato. “Em geral, faço a observação diretamente ao chefe do departamento pessoal pelo telefone. A decisão final é da empresa”, relata o grafólogo. Mas como detectar, sem margem de erro, a opção sexual? “Não é difícil. A grafia dos gays apresenta sinais inconfundíveis, como floreios, coqueterias e excesso de curvas. Já as lésbicas exibem ângulos pontiagudos nas letras”, explica Swartzman. Em consultas para pessoas físicas, muitas vezes, o grafólogo precisa desvendar casos de adultério, como se fosse um detetive. “Uma senhora me trouxe um texto do marido para saber se estava sendo traída. Constatei que ele era, de fato, desonesto, mas não poderia garantir que era adúltero.”

Segredos de alcova não interessam à Price Waterhouse, uma das mais importantes empresas de auditoria e consultoria do mundo. Mas outros aspectos da personalidade como sociabilidade, capacidade de concentração e objetividade são itens fundamentais para a avaliação de futuros empregados. “O principal item é a sociabilidade. Afinal, trabalhamos sempre em equipe”, diz a psicóloga Edna Godoy, do departamento de recursos humanos da empresa. Ela admite que a grafologia pode levar a equívocos, caso seja utilizada de modo inadequado. “Para não cometer a injustiça de recusar um candidato por dados puramente subjetivos, associamos a grafologia a outros testes. Na realidade, o modo como o candidato escreve fornece subsídios para validar outras informações obtidas ao longo do processo seletivo.”

Essa cautela é necessária. Entre os psicanalistas, a grafologia é vista com restrições. “A fala é muito mais importante porque revela atos falhos. A grafia mostra apenas o temperamento, não a personalidade”, analisa a psicanalista carioca Regina Taccola. “A grafologia funciona apenas como ponto de partida. Definir a personalidade humana pela grafia é pretensioso demais”, reforça Marlene Dias da Silva, da Sociedade Brasileira de Psicanálise. De fato, nada é tão simples como parece. Uma letra ascendente que, para o grafologista, sinaliza ambição desmedida, por exemplo, pode representar um disfarce para um complexo de inferioridade, segundo a interpretação do psicanalista. “Na realidade, nada substitui a entrevista com o candidato a um posto de trabalho. As empresas apelam para a grafologia para economizar tempo. O perigo é estabelecer um diagnóstico simplista e precipitado”, adverte Raquel Zeidel, também da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

A grafologia tem origem curiosa. Ela nasceu no confessionário de uma igreja na Espanha, no século XIV. O rabino Samuel Hangid costumava aconselhar os fiéis depois de analisar o modo como eles escreviam bilhetes. Dois séculos depois, médicos espanhóis e italianos começaram a fazer uma comparação entre a grafia e o caráter. Surgiram as primeiras tentativas de estabelecer regras de análise da escrita. A história começou a ficar séria mesmo quando surgiu a primeira escola de grafologia, em Paris, no século XIX. Depois disso, os grafólogos incorporaram conceitos de Freud e Jung para interpretar o inconsciente por meio da análise da grafia. Há casos em que não é difícil perceber uma ambição sem freios. Nas cartas que o sequestrador Leonardo Pareja – que liderou uma rebelião no presídio de Aparecida de Goiânia, em Goiás – escreveu à polícia, a letra “M” aparece com as pernas reforçadas para baixo, o que indicaria forte atração por dinheiro, afirmam os grafólogos.

Nem sempre uma letra bonita é sinônimo de personalidade harmônica e bem resolvida. Os especialistas dizem que a beleza do traço tem valor estético, mas não diz muito sobre o caráter. A caligrafia ilegível, no entanto, demonstra com certeza que a pessoa tem dificuldades de se comunicar com os outros. Seria um indício de inadaptação ou mesmo sentimento de inferioridade. Em contrapartida, quem escreve com excessiva clareza, fazendo questão de sublinhar seguidamente as palavras, pode no fundo esconder uma carência afetiva. O certo é que a falta de acentuação e pontuação corretas caracteriza uma personalidade negligente.

A análise da grafia de políticos também pode ser esclarecedora. Nesses casos, o melhor é atentar para a assinatura. Especialmente se o político é dado a escrever bilhetinhos, como o ex-presidente Jânio Quadros. Seus recados para assessores, com recomendações, críticas e elogios, foram sua marca registrada. O detalhe que chamou a atenção dos grafólogos foi a mania que Jânio tinha de arrematar a assinatura com um ponto final. Os especialistas dizem que isso é sinal de autoritarismo. Mas indica ainda que Jânio era uma pessoa desconfiada e tinha obsessão em ser perfeito. Quando se debruçaram sobre a assinatura do ex-presidente Fernando Collor, os estudiosos notaram que ele fazia questão de realçar o sobrenome. Para os especialistas em grafologia, isso é indicativo certo de vaidade e orgulho.

CÓDIGO BRASILEIRO DE ÉTICA DO GRAFÓLOGO

O presente Código, que consta de 12 artigos, entrou em vigor em Julho de 2006.

Objetivo: Estabelecer os direitos e deveres do Grafólogo no exercício profissional.

1º. – Grafologia uma ciência da área de Humanas que, ao utilizar-se de técnicas de observação e interpretação, estuda a personalidade através da análise de um manuscrito.

2º. – O grafólogo deve trabalhar exclusivamente com manuscritos originais, realizando um trabalho de análise (identificação das características da escrita) seguida de uma síntese (descrevendo as características da personalidade do autor da escrita).

3º. – Devido à constante evolução da Grafologia como ciência, o grafólogo deve atualizar-se continuamente quanto a seus conhecimentos e capacitação profissional.

4º. – O grafólogo não fará diagnósticos de natureza médica.

5º. – O grafólogo não praticará a grafotécnica (estudo da autenticidade de documentos manuscritos).

6º. – O grafólogo é responsável pela qualidade de suas conclusões baseadas na análise de um manuscrito, fornecendo informações a respeito de determinada personalidade, baseando-se, exclusivamente, na análise de manuscritos. Quaisquer ações eventualmente decorrentes destas informações são de inteira responsabilidade do solicitante da avaliação grafológica.

7º. – O grafólogo manterá estrita confidencialidade, por qualquer que seja o meio de comunicação, quanto às informações que obteve a respeito das pessoas cujos manuscritos foram por ele analisados. O segredo profissional deve ser observado tanto verbalmente quanto pelos documentos gerados.

8º. – O grafólogo será objetivo e ético em todas as suas análises profissionais. Não deve mencionar as características pessoais que não estiverem diretamente ligadas com as funções definidas pelo empregador e/ou seus representantes constituídos toda vez que estas informações possam influenciar decisões relativas a admissões, demissões, promoções profissionais.

9º. – O grafólogo deve manter sua integridade profissional não se deixando influenciar, nas suas conclusões, por preferências ou desejos específicos (velados ou claramente expostos) pelo solicitante da avaliação, pela pessoa que está sendo avaliada ou por qualquer outra pessoa ou entidade.

10º. – O grafólogo não pode associar-se ao ocultismo ou à adivinhação, nem deve permitir que a grafologia e/ou a profissão do grafólogo sejam mencionadas, por qualquer que seja o meio de comunicação, relacionadas a tais atividades.

11º. – O grafólogo deve agir com completa isenção de qualquer tipo de discriminação como sexual, religiosa, de cor e raça.

12º. – A Sobrag fará todo o possível, dentro das leis vigentes, para que este Código de Ética seja praticado pelos seus associados e aqueles que, no mercado em geral, realizam os trabalhos de um grafólogo.

 Baixe Livro

Como Agir em Emergências na Selva

Desde os primórdios da civilização, os homens se viram às voltas com problemas de orientação; de saber qual direção correta seguir para chegar a determinado local.

Uma das primeiras soluções encontradas para orientação dos homens, teve origem com o estudo do sol e das estrelas, dos quais surgiram os quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste – elementos básicos para qualquer método de orientação.

Quando um indivíduo define que precisa partir de um ponto, para chegar à outro, ele sabe que precisará de orientação para atingir seu destino final. Desta forma, ao traçar um objetivo para chegar ao seu local determinado – por meio de um conjunto de técnicas – ele estará praticando algo chamado navegação. Portanto, uma navegação nada mais é do que: determinar uma rota, a sua localização e a estimativa de tempo para alcançá-la utilizando técnicas específicas para isso.

Para navegar de maneira correta numa região desconhecida, é preciso ter algumas noções básicas de orientação e, se possível, utilizar instrumentos de orientação para chegar de forma mais rápida e segura ao seu destino final.

Como sobreviver na selva?

Para se manter vivo em um ambiente desconhecido e hostil é preciso cuidar de oito pontos-chave: água, alimento, abrigo, fogo, corpo, orientação, deslocamento e sinalização. Além disso, alguém que se perde na selva, seja porque se desviou de uma trilha, seja porque estava a bordo de um meio de transporte que foi parar na mata, precisa ter autocontrole, uma boa dose de coragem e perseverança para superar a situação. A primeira coisa a fazer é não entrar em pânico. Com calma, vai ser mais fácil encontrar o caminho de volta.

Com poucos recursos e muito cuidado, é possível escapar da mata fechada.

Abrigo

Construir um abrigo numa clareira é essencial para passar a noite. Para aumentar a segurança, ele deve ficar suspenso a meio metro do chão, dificultando a entrada de água e animais. Uma plataforma com galhos cruzados e sustentados por tocos de madeira fincados no chão garante a elevação

Água

Hidratação é vital para sobreviver, coletando água de chuva ou bebendo do rio. No primeiro caso, vale usar folhas para canalizar a água que escorre de galhos e troncos para a boca. Em casos extremos, o jeito é amarrar uma camiseta na perna para colher água do orvalho acumulado na vegetação

Alimento

A selva é cheia de bichos, mas não é fácil caçá-los. Se uma cobra aparecer, vale procurar pedras ou galhos e tentar encarar a refeição. Deve-se evitar vegetais com pelos, gosto amargo e seiva leitosa – características dos venenosos. Frutos bicados ou mordidos geralmente são comestíveis.

Deslocamento

Subir numa árvore para observar o entorno evita uma locomoção desorientada. Também é importante fixar pontos de referência como rochedos ou árvores altas e com folhagem diferenciada. Marcar o caminho cortando os galhos das árvores evita que se ande em círculos e orienta equipes de resgate

Orientação

Localizar os pontos cardeais é uma boa maneira para se orientar. Se a mata não for muito fechada, é só esperar o Sol nascer para descobrir onde fica o leste. Estendendo o braço direito nessa direção, o esquerdo apontará o oeste. O norte estará à frente e o sul às costas

Corpo

Tomar banhos diários, lavando arranhões e picadas de insetos, evita infecções. Os pés devem ter atenção, já que são essenciais para a locomoção. Além de vestir camisas de mangas compridas para escapar de picadas, vale colocar as pernas da calça por dentro do calçado ou da meia – até pra dormir

Sinalização

Sinais espessos de fumaça podem ser vistos por aeronaves ao sobrevoar clareiras. Refletir raios solares com espelhos ou papel alumínio também pode garantir um resgate aéreo. Para orientar o socorro em terra, deve-se marcar setas no chão, indicando a direção tomada toda vez que se sai do acampamento

• É importante não montar o abrigo embaixo de grandes árvores para evitar a queda de galhos e de frutos grandes

• Teto e plataforma devem ser cobertos com folhas de bananeira presas com raízes ou cipós contorcidos – sem nó para não arrebentar

• Uma fogueira com 1 m de diâmetro, no máximo, evita incêndios

• Se a mata fica numa região litorânea e a idéia é escapar em direção à praia, o mais indicado é seguir para leste

• Sacuda sapatos e roupas antes de vesti-los. Isso pode livrá-lo de uma picada de aranha ou de escorpião

Fogo

Uma fogueira aquece o corpo, afasta animais e ajuda a cozinhar. Veja como fazer:

1. Parta um galho ao meio para obter uma face plana

2. Descole uma faca para fazer uma trilha na madeira

3. Esfregue uma varinha no sentido da trilha até surgir uma brasa

4. Derrame a brasa sobre os seguintes materiais na ordem indicada:

INGREDIENTES

Mecha de cabelo

Palha

Tecido

Papel

Gravetos

Galhos

Troncos

POUSO FORÇADO

Como agir se o avião cair na selva

Logo após o acidente, os sobreviventes devem se afastar da aeronave, esperar o motor esfriar e o combustível evaporar. Em seguida, é hora de atender os feridos. O avião pode ser usado como abrigo nos primeiros dias. Se o socorro não chegar após alguns dias, é hora de tentar sair da mata, seguindo as orientações que estão nesta matéria

É PAU, É PEDRA

Rochas, troncos ou galhos ajudam a formar códigos para orientar as equipes de resgate

Não podemos prosseguir viagem

Estamos avançando nessa direção

Precisamos de medicamentos

MAIS DICAS

Nos dias atuais, o despreparo e desconhecimento próprio – e do ambiente – fazem com que inúmeras pessoas imponham limites a si mesmas no que diz respeito à suas experiências com lazer, esportes e turismo.

Situações de emergência costumam surpreender a qualquer pessoa e, por isso, exigem que se tenha um conhecimento prévio – e preparo – para casos “fora do comum”.

As regras de sobrevivência na selva têm por objetivo propiciar ao indivíduo os conhecimentos necessários para que ele possa sobreviver em ambiente hostil; o objetivo é prepará-lo para agir nos casos de extrema urgência e gravidade.

Ter conhecimentos de sobrevivência aumenta sua segurança psicológica, evitando assim, atitudes de desespero. Em momentos de grande estresse emocional é muito importante substituir o impulso inicial de se desesperar, por manter o equilíbrio da mente.

amos supor que você esteja numa situação de perigo, perdido em plena Floresta Amazônica. A partir de agora você precisará utilizar os ensinamentos que aprendeu naquele curso de sobrevivência na selva, quando você imaginou nunca precisar utilizá-los! Pense que você

já está em grande vantagem, apenas por possuir conhecimentos que outras pessoas jamais adquiriram ou, simplesmente, nunca ouviram falar. Os oito passos ensinados a seguir serão de extrema importância para você sobreviver num ambiente selvagem e hostil:

Passo 1: se você estiver perdido na selva, é importante não entrar em pânico. A calma será essencial em situações como essa.

Passo 2: mantenha-se hidratado o tempo todo. Você terá possibilidades de obter água na selva a partir das seguintes informações:

se houver um rio nas proximidades, procure seguir sempre o seu leito para garantir o estoque de água;

extraia o líquido do cipó d’água fazendo um corte acima do local que desejar e apertando-o no lugar que pretende ingerir o líquido;

o bambu também poderá fornecer água, mas não a beba caso seu aspecto esteja sujo;

quando chover utilize uma folha como funil para conduzir a água até a sua boca;

a água estocada nas folhas da bromélia podem ser ingeridas.

Passo 3: alimente-se sempre que possível. Observe o que o macaco ou outros animais da floresta comem; se você comer exatamente as mesmas coisas, certamente não terá problemas.

Passo 4: faça uma fogueira. O fogo ajuda a espantar os animais e poderá ser útil para muitas outras ocasiões; caso chova, procure um formigueiro, pois dentro deles sempre há folhas secas, que servirão para acender sua fogueira.

Passo 5: previna-se contra as impurezas de plantas e animais. A chama do fogo imuniza as impurezas de plantas e animais que lhe servirão de alimento, por isso, antes de colocar algo na boca, previna-se cozinhando-os.

Passo 6: tenha conhecimento sobre outras funções do sangue. O sal é a única substância que você não encontrará à disposição no meio ambiente da selva, pois estará restrita apenas ao sangue; caso não esteja de posse de alguma embalagem de sal convencional, recorra ao sangue animal. Uma outra opção é utilizá-lo no cozimento de alimentos, uma vez que o sangue dará um maior sabor à sua comida.

Passo 7: nunca ande à noite. Os predadores possuem hábitos noturnos e você dificilmente terá alguma chance diante de um deles.

Passo 8: memorize duas siglas que poderão ser de extrema importância para a sua sobrevivência na selva:

1. ESAON, que significa:

 Estacione Evite deslocamentos desnecessários
 Sente-se Pare para descansar e pensar
 Alimente-se Procure nutrir o seu organismo
 Oriente-se Determine a direção a seguir
 Navegue Siga a direção determinada

2. CAL, que significa:

  Cabeludas
  Amargas
  Leitosas

*Esta é a definição das plantas que serão PROIBIDAS para o seu consumo.

Importante

“Investir na cultura da sobrevivência é controlar o lado subjetivo do risco; é dominar a si mesmo, antes de tentar dominar o ambiente; é estender o seu tempo de vida, para viver mais e intensamente; é ser capaz de vencer os obstáculos e aproveitar o que a vida tem de melhor”

Em nosso próximo especial você saberá como adquirir a orientação correta para localizar-se e definir sua rota na selva.

Aprenda a montar um kit de primeiros socorros

O kit de primeiros socorros deve estar sempre completo e acessível. Precisa conter materiais que sejam para curativos de emergência, portanto, após os cuidados imediatos, procure orientação médica. Leia a seguir algumas dicas.

Passos

1) Tenha sempre instrumentos como:
• Tesoura;
• Pinça;
• Termômetro;
• Luvas cirúrgicas.

2) Não esqueça dos itens para curativos:
• Gazes;
• Esparadrapo;
• Micropore;
• Algodão;
• Ataduras de crepe;
• Band-Aid.

3) É muito importante também anti-séptico e soluções como:
• Vaselina;
• Soro fisiológico;
• Solução iodada.

4) Carregue os medicamentos que já é de seu hábito utilizar:
• Analgésicos;
• Antiinflamatórios;
• Antitérmicos;
• Antialérgicos;
• Colírio;
• Remédios para náusea e vômitos.

5) Tenha também:
• Bolsa de água quente;
• Bolsa de água gelada;
• Repelente de insetos;
• Cotonetes.

Importante

Sinta-se à vontade para acrescentar ou retirar algum item. Lembre-se: o kit deve estar de acordo com as suas necessidades.

Se você deseja saber mais sobre sobrevivência na selva, existem inúmeras empresas especializadas em cursos sobre este assunto. Pesquise abaixo empresas que oferecem cursos de sobrevivência na selva:

Baixe Apostila Completa

CAFEÍNA – BENEFÍCIOS, MANEIRAS E CUIDADOS NO USO

A cafeína provavelmente é o ergogênico nutricional mais utilizado no mundo. O adolescente na escola que precisa estudar para a prova até mais tarde, o bodybuilder na academia para treinar ma
is intensamente, o corredor de longa distância, a avó que precisa ficar acordada para não perder o último capítulo da novela, dentre outros exemplos, utilizam dessa substância há muitos anos.

Mas afinal, o que seria exatamente a cafeína?

A Cafeína é um alcalóide farmacologicamente ativo, sem valor nutricional, estimulante do sistema nervoso central e por esta característica, utilizada há milhares de anos. O efeito ergogênico da cafeína tem sido testado e comprovado em diferentes modalidades esportivas. A cafeína foi retirada da lista de substâncias proibidas da WADA (Agência Mundial Anti Doping) o que certamente tem colaborado para o aumento da utilização desta substância por atletas. Atualmente doses de até 420mg em suplementos conhecidos como termogênicos, são permitidas no Brasil.

Existem diferentes teorias que suportam a utilização da cafeína como suplemento ergogênico, muitas delas têm relação direta ou indireta com seus mecanismos de ação.

Estes efeitos estão relacionados com:

– Seu efeito estimulante: dependendo da sensibilidade individual à cafeína, pequenas doses da substância já podem exercer efeito estimulante. Outra característica é a diminuição da percepção ao esforço, o que torna sua suplementação muito relevante em períodos de treinamentos exaustivos ou pré competição;

– Aumento da lipólise: a cafeína pode aumentar a mobilização de ácidos graxos dos estoques, aumentando a oxidação da gordura e reduzindo a utilização dos carboidratos (glicogênio) (1). Este é o mais antigo, reportado e confirmado efeito da suplementação de cafeína no aprimoramento do desempenho, especialmente em exercícios prolongados;

– Melhoria na eficiência metabólica dos sistemas energéticos durante o esforço, o que contribui para melhoria da performance.(3) Na presença de demais vitaminas e minerais envolvidos no metabolismo energético, o efeito ergogênico tende a ser mais significativo. Altimari et al confirmaram que a dosagem de cafeína é fator determinante na melhora da performance;

– Aumento na mobilização de cálcio, o que contribui para potencialização da contração muscular;

– Efeito sobre a atividade da bomba Na+ K+, influenciando da regulação das concentrações de Potássio nos meios extra e intracelular, o que contribui para o retardamento da fadiga (7);

Tais efeitos ergogênicos tem se demonstrado após a suplementação com doses entre 3 e 6mg/kg de peso corporal, entre 30 e 60 minutos antes da realização do exercício, visto que seu pico no plasma sanguíneo ocorre entre 30 e 120 minutos após a ingestão. Altas dosagens podem causar dores de cabeça, nervosismo, insônia, agitação e ansiedade. Esses efeitos poderiam atrapalhar a performance ao invés de otimizá-la.

Teores aproximados de cafeína nos alimentos:

1 xícara de café (50 ml): 50 ml café = 33 mg de cafeína
1 lata de refrigerante de cola = 46 mg cafeína
1 lata de chá = 70 mg de cafeína

Como vimos acima, o uso de cafeína possui propriedades fisiológicas interessantes e diversos estudos comprovam sua efetividade. No entanto, não é tão simples assim! Assim como todo e qualquer suplemento, devemos respeitar a individualidade biológica! A questão não é apenas se a cafeína possui propriedades interessantes ou se existem estudos científicos que apoiam seu uso na prática esportiva. Também devemos nos preocupar com algumas questões:

Quando usar? Qual a dosagem? Por quanto tempo? Quais modalidades esportivas?

Com nossa experiência prática de anos acompanhando atletas e praticantes de atividade física dos mais diversos níveis e modalidades, podemos observar algumas questões interessantes, que poderão lhes ajudar na administração desse poderoso recurso ergogênico.

Temos sempre que considerar que cada indivíduo possui sua própria tolerância à cafeína. Antes de começar a utilizar esse suplemento administrando 1 cápsula de 420 mg, comece com doses mais baixas, algo como 1 mg/kg e vá aumentando gradativamente até atingir a melhor dosagem para você! Isso irá depender de características metabólicas individuais, dentre elas o próprio uso de cafeína habitual de cada um (ingestão de cafés principalmente). Muitas vezes, conseguimos ótimos resultados com 1 mg/kg, mas também não podemos descartar a possibilidade de obter os melhores resultados com 6 mg/kg, ou até mesmo, descartar o uso caso não se observe melhora no rendimento.

Fiquem atentos na composição de qualquer produto indicado para se utilizar antes do treinamento, pois esses geralmente possuem cafeína. O uso desses “pre-workouts” em conjunto com as cápsulas isoladas de cafeína poderiam trazer uma ingestão excessiva dessa substância.

Outro detalhe importante é o uso contínuo ou esporádico. Já observaram com vocês mesmo ou em algum relato de amigos, que no início o uso de cafeína é ótimo, mas que o “efeito” vai se reduzindo cada vez mais caso não se aumente a dosagem? Uma dica simples é usar a cafeína apenas em um ou dois dias na semana, especialmente nos treinamentos que exigem maior rendimento. Nunca usar a suplementação de cafeína para compensar um dia cansativo de trabalho ou uma eventual “preguiça” para se realizar um treinamento.

Procurar aumentar demasiadamente a rotina de treinamento, por meio do uso de cafeína também poderia resultar em um estado de overtraining e/ou aumentar o risco na incidência de lesões.

Também não devemos desconsiderar os efeitos psicológicos exercidos pela cafeína. Algumas pessoas apresentam aumento excessivo na ansiedade, atrapalhando a questão cognitiva do exercício. Indivíduos com histórico de depressão, bipolaridade ou outras desordens psíquicas, também não deveriam usar descomedidamente os suplementos à base de cafeína.

Para atletas de competição visando performance (futebol, vôlei, atletismo, endurance, etc), nunca fazer o uso de cafeína na competição sem ter feito os devidos testes nos treinamentos.

Resumindo, a cafeína pode ser um grande adendo em seu programa nutricional/treinamento, mas deve ser cuidadosamente inserida no mesmo. O profissional de nutrição esportiva, em conjunto com o treinador definirão as melhores formas e momentos de uso.

A cafeína provavelmente é o ergogênico nutricional mais utilizado no mundo. O adolescente na escola que precisa estudar para a prova até mais tarde, o bodybuilder na academia para treinar mais intensamente, o corredor de longa distância, a avó que precisa ficar acordada para não perder o último capítulo da novela, dentre outros exemplos, utilizam dessa substância há muitos anos.

Mas afinal, o que seria exatamente a cafeína?

A Cafeína é um alcalóide farmacologicamente ativo, sem valor nutricional, estimulante do sistema nervoso central e por esta característica, utilizada há milhares de anos. O efeito ergogênico da cafeína tem sido testado e comprovado em diferentes modalidades esportivas. A cafeína foi retirada da lista de substâncias proibidas da WADA (Agência Mundial Anti Doping) o que certamente tem colaborado para o aumento da utilização desta substância por atletas. Atualmente doses de até 420mg são permitidas no Brasil.

Existem diferentes teorias que suportam a utilização da cafeína como suplemento ergogênico, muitas delas têm relação direta ou indireta com seus mecanismos de ação.

Estes efeitos estão relacionados com:

– Seu efeito estimulante: dependendo da sensibilidade individual à cafeína, pequenas doses da substância já podem exercer efeito estimulante. Outra característica é a diminuição da percepção ao esforço, o que torna sua suplementação muito relevante em períodos de treinamentos exaustivos ou pré competição;

– Aumento da lipólise: a cafeína pode aumentar a mobilização de ácidos graxos dos estoques, aumentando a oxidação da gordura e reduzindo a utilização dos carboidratos (glicogênio) (1). Este é o mais antigo, reportado e confirmado efeito da suplementação de cafeína no aprimoramento do desempenho, especialmente em exercícios prolongados;

– Melhoria na eficiência metabólica dos sistemas energéticos durante o esforço, o que contribui para melhoria da performance.(3) Na presença de demais vitaminas e minerais envolvidos no metabolismo energético, o efeito ergogênico tende a ser mais significativo. Altimari et al confirmaram que a dosagem de cafeína é fator determinante na melhora da performance;

– Aumento na mobilização de cálcio, o que contribui para potencializasão da contração muscular;

– Efeito sobre a atividade da bomba Na+ K+, influenciando da regulação das concentrações de Potássio nos meios extra e intracelular, o que contribui para o retardamento da fadiga (7);

Tais efeitos ergogênicos tem se demonstrado após a suplementação com doses entre 3 e 6mg/kg de peso corporal, entre 30 e 60 minutos antes da realização do exercício, visto que seu pico no plasma sanguíneo ocorre entre 30 e 120 minutos após a ingestão. Altas dosagens podem causar dores de cabeça, nervosismo, insônia, agitação e ansiedade. Esses efeitos poderiam atrapalhar a performance ao invés de otimizá-la.

Teores aproximados de cafeína nos alimentos:

1 xícara de café (50 ml): 50 ml café = 33 mg de cafeína
1 lata de refrigerante de cola = 46 mg cafeína
1 lata de chá = 70 mg de cafeína

Como vimos acima, o uso de cafeína possui propriedades fisiológicas interessantes e diversos estudos comprovam sua efetividade. No entanto, não é tão simples assim! Assim como todo e qualquer suplemento, devemos respeitar a individualidade biológica! A questão não é apenas se a cafeína possui propriedades interessantes ou se existem estudos científicos que apóiam seu uso na prática esportiva. Também devemos nos preocupar com algumas questões:

Quando usar? Qual a dosagem? Por quanto tempo? Quais modalidades esportivas?

Com nossa experiência prática de anos acompanhando atletas e praticantes de atividade física dos mais diversos níveis e modalidades, podemos observar algumas questões interessantes, que poderão lhes ajudar na administração desse poderoso recurso ergogênico.

Temos sempre que considerar que cada indivíduo possui sua própria tolerância à cafeína. Antes de começar a utilizar esse suplemento administrando 1 cápsula de 420 mg, comece com doses mais baixas, algo como 1 mg/kg e vá aumentando gradativamente até atingir a melhor dosagem para você! Isso irá depender de características metabólicas individuais, dentre elas o próprio uso de cafeína habitual de cada um (ingestão de cafés principalmente). Muitas vezes, conseguimos ótimos resultados com 1 mg/kg, mas também não podemos descartar a possibilidade de obter os melhores resultados com 6 mg/kg, ou até mesmo, descartar o uso caso não se observe melhora no rendimento.

Fiquem atentos na composição de qualquer produto indicado para se utilizar antes do treinamento, pois esses geralmente possuem cafeína. O uso desses “pre-workouts” em conjunto com as cápsulas isoladas de cafeína poderiam trazer uma ingestão excessiva dessa substância.

Outro detalhe importante é o uso contínuo ou esporádico. Já observaram com vocês mesmo ou em algum relato de amigos, que no início o uso de cafeína é ótimo, mas que o “efeito” vai se reduzindo cada vez mais caso não se aumente a dosagem? Uma dica simples é usar a cafeína apenas em um ou dois dias na semana, especialmente nos treinamentos que exigem maior rendimento. Nunca usar a suplementação de cafeína para compensar um dia cansativo de trabalho ou uma eventual “preguiça” para se realizar um treinamento.

Procurar aumentar demasiadamente a rotina de treinamento, por meio do uso de cafeína também poderia resultar em um estado de overtraining e/ou aumentar o risco na incidência de lesões.

Também não devemos desconsiderar os efeitos psicológicos exercidos pela cafeína. Algumas pessoas apresentam aumento excessivo na ansiedade, atrapalhando a questão cognitiva do exercício. Indivíduos com histórico de depressão, bipolaridade ou outras desordens psíquicas, também não deveriam usar descomedidamente os suplementos à base de cafeína.

Para atletas de competição visando performance (futebol, vôlei, atletismo, endurance, etc), nunca fazer o uso de cafeína na competição sem ter feito os devidos testes nos treinamentos.

Resumindo, a cafeína pode ser um grande adendo em seu programa nutricional/treinamento, mas deve ser cuidadosamente inserida no mesmo. O profissional de nutrição esportiva, em conjunto com o treinador definirão as melhores formas e momentos de uso.

Os tipos de grãos de café

Sempre presente no nosso dia a dia – e nas nossas cafeteiras –, o café tem muita história e já foi marco de mudanças sociais, econômicas e políticas no Brasil e no mundo. Considerado sagrado para alguns e usado em celebrações, é, sem dúvidas, uma das bebidas mais populares do mundo.

Sempre quando se fala a origem do café, que dá o sabor e o aroma, ouvimos falar em grãos do tipo Arábica e Robusta. A maior parte dos países produtores se encontra em zonas tropicais, com o clima quente e úmido. Os países que produzem o tipo Arábica ficam nas zonas de altitude e a Robusta, nas regiões mais baixas. O Brasil está entre os países que mais produzem café, sendo privilegiado por ser o único país a possuir todos os tipos de grãos.

O Arábica é o grão do tipo mais nobre, com diversos subtipos. Foi classificado apenas em 1753 e é originário da Etiópia. A planta é muito delicada e necessita de dedicação no cultivo. Antes de torrado, o grão tem um tom esverdeado e forma oval.

O melhor lugar para seu cultivo é entre 600 e 2000 metros e, quanto maior a altitude, maior a chance da qualidade dos grãos ser melhor. Seus maiores cultivadores são os países da América do Sul e Central, como também alguns países da África e da Ásia.

No Brasil, onde esse grão é cultivado a uma altitude de 1200 metros, a qualidade é melhor. Embora exista o risco de geada, a diferença de temperatura entre o dia e a noite proporciona um melhor café. O Arábica tem taxa de cafeína de 1,4% e as melhores torrefações de café usam somente combinações dos seus grãos.

Entre as variedades do café Arábica, está o café Kona, considerado um dos mais saborosos. Seu cultivo é muito restritivo a condições do solo e temperatura, e esse café encontrou nas encostas mais baixas de Mauna Loa, um vulcão na região ocidental do Havaí, o lugar perfeito para se desenvolver com qualidade. Sol, umidade, sombra, brisa suave e frescor da chuva alimentam o plantio desse ótimo café.

O Robusta Africana é também conhecido como Conilon. Originário da África, tem características mais rudes e é um grão muito resistente. Cultivado em terrenos baixos, seus grãos são menos perfumados Seus grãos são menos perfumados e têm sabor típico e único, sem possuir as variantes do Arábica. Seu teor de cafeína é maior, entre 2 e 4,5%.

O termo “robusta” é o nome de uma variedade de uma árvore com frutas arredondadas e que demoram até 11 meses para amadurecer. Suas sementes são também ovais, porém menores que as sementes Arábica e sua acidez é mais baixa, por isso é muito usado em cafés solúveis.É encontrado na África Ocidental e Central, no Sudeste Asiático e em algumas regiões do Brasil.

Um blend (mistura de grãos) é criado a partir da mistura de sementes para uma criação harmônica de sabores. A maior parte dos cafés usa os dois tipos, Arábico e Robusta, nessa mistura. Porém, quem procura um café mais sofisticado, muitas vezes faz um blend apenas com grãos Arábica.

O melhor grão é aquele que mais tem a ver com o seu paladar. Com tantas opções de sabores, fica difícil resistir ao famoso cafezinho.

Você Sabia?

Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em conseqüência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.

Algumas Receitas

Cappuccino

Ingredientes

90 ml espresso

90 ml leite

90 ml espuma de leite para cappuccino (feita com cremeira)

Modo de fazer

Coloque em uma caneca o espresso, o leite e, por último, a espuma. Se quiser, decore com chantilly ou acrescente canela.

Mocha

50 ml espresso

50 ml leite

50 ml espuma de leite para cappuccino

50 ml creme de chocolate (pode ser ganache)

Modo de fazer

Coloque em uma caneca o espresso, o leite, o chocolate e, por último, a espuma. Se quiser, decore com chantilly ou acrescente canela.

Scottish coffee

Ingredientes

1/4 de uísque

1/4 de anizete

2/4 de café quente

1 colher (chá) de açúcar

Modo de preparo

Montar e servir em caneca especial. Decorar com creme de chantilly. Pulverizar com uísque.

Frappê de café

Ingredientes

1 bola de sorvete de creme

1 xícara de café gelado preparado normalmente, sem açúcar

1 xícara de leite gelado

Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Para decorar, basta usar calda de chocolate no fundo do copo antes de servir.

Café Vienense

Ingredientes

1 colher (chá) de açúcar

1 colher (chá) de chocolate em pó

1/2 dose de creme de leite

1 café espresso

Creme chantilly

Canela em pó

Modo de Preparo

Misture o creme de leite, o açúcar e o chocolate em pó até formar um creme homogêneo. Coloque esse creme em um copo long drink e adicione o café aos poucos. Cubra com chantilly salpicando canela em pó.

 

Coquetel de café

Ingredientes

1 lata de leite condensado

1 e 1/2 colheres de café

2 vezes a mesma medida de leite

2 cravos

1/2 xícara de conhaque

Chantilly

Raspas de chocolate

Modo de preparo

Misture bem todos os ingredientes, menos o conhaque. Deixe ferver por cinco minutos. Junte o conhaque e sirva em seguida decorado com chantilly e raspas de chocolate.

Fontes: Yara Thais Castanho, barista do Suplicy Cafés Especiais; Associação Brasileira de Cafés Especiais; Associação Brasileira da Indústria de Café.

Baixe a Apostila